13 de junho de 2026

China continua a reduzir participação em dívida norte-americana

Embora tenha se desfeito de US$ 13,6 bilhões em títulos no mês de julho, país segue como segundo maior detentor estrangeiro de títulos
Photo by Giorgio Trovato on Unsplash

A China reduziu sua fatia de participação no mercado de títulos do Tesouro dos Estados Unidos pelo quarto mês consecutivo, em meio às preocupações em torno da segurança de seus ativos no exterior (a maioria denominada em dólar).

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O mercado chinês se desfez do equivalente a US$ 13,6 bilhões em dívida norte-americana no mês de julho, fazendo com que a participação do país chegasse a US$ 821,8 bilhões, segundo dados do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.

Contudo, analistas ouvidos pelo jornal South China Morning Post afirmam que as autoridades deverão reavaliar a situação e repensar seus planos conforme o Federal Reserve e outros bancos centrais se aproximam de encerrar o ciclo de alta dos juros iniciado em março de 2022.

Tal questionamento acontece devido às sucessivas reduções chinesas efetuadas desde o início de 2022, com exceção de março de 2023 e julho de 2022, quando as participações foram ampliadas em US$ 20,3 bilhões e US$ 320 milhões, respectivamente.

Apesar desse corte, Pequim continua como o segundo maior detentor estrangeiro de títulos do Tesouro dos EUA, depois de ter sido ultrapassado pelo Japão em junho de 2019.

Enquanto isso, autoridades chinesas há muito criticam a hegemonia do dólar norte-americano, e as preocupações aumentaram após o congelamento de US$ 300 bilhões em reservas cambiais e ativos russos nos EUA após a invasão à Ucrânia.

Tanto acadêmicos como analistas políticos chineses têm defendido a redução no percentual de ativos dominados pelo dólar, como forma de diversificar a carteira de investimentos estrangeiros chineses – e existe o temor de que Washington poderia aumentar o uso do dólar como uma arma em potencial.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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