Apenas no último semestre, 204 empresas foram incluídas na relação de empregadores e patrões processados por submeter funcionários a condições degradantes. Leia no GGN.
Restaurante japonês, fabricante de cigarros de palha, garimpo, propriedades rurais, carvoaria e pontos de prostitução. Estes estabelecimentos parecem não ter nenhuma relação, mas todos fazem parte da cadastro atualizado do governo de empregadores que submetem seus funcionários à condições análogas à escravidão.
A lista foi atualizada na última quinta-feira (5) e contém 204 novas empresas na relação, sendo a maior inclusão já registrada na história, de acordo com o Ministério do Trabalho.
As áreas com maior incidência de trabalhadores encontrados em condições análogas à escravidão são as de produção de carvão vegetal, agronegócio e serviços domésticos. Minas Gerais, São Paulo e Pará são os estados com maior número de casos.
Confira todas as empresas cadastradas na lista suja:
Atualizações
A atualização da lista suja é feita duas vezes por ano. Na última relação, realizada em abril, havia 289 empresas.
São cadastradas na lista as empresas que responderam um processo administrativo sem a possibilidade de recurso. Já em relação à manutenção do cadastro, as empresas condenadas permanecem na relação por dois anos.
Quem está na lista?
Uma das empresas citadas no relatório é o Grupo Heineken, que respondeu pela inclusão da Cervejarias Kaiser na lista. Em nota, o grupo atribuiu a infração a uma empresa terceirizada de transporte.
Também consta no documento dois restaurantes de comida japonesa de São Paulo, onde foram encontrados 17 nordestinos alojados em condições degradantes e submetidos a jornadas de até 14 horas diárias de trabalho.
Outro caso de grande repercussão presente na lista é o de Madalena Gordiano, que trabalhou para a família de Dalton César Milagres Rigueira por 38 anos sem receber pagamento pelos serviços prestados desde os oito anos, além de enfrentar jornadas extenuantes.
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