11 de junho de 2026

Lista suja do trabalho escravo tem maior inserção da história

Apenas no último semestre, 204 empresas foram incluídas na relação de empregadores e patrões processados por submeter funcionários a condições degradantes.
Crédito: Arquivo/ Agência Brasil

Apenas no último semestre, 204 empresas foram incluídas na relação de empregadores e patrões processados por submeter funcionários a condições degradantes. Leia no GGN. 

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Restaurante japonês, fabricante de cigarros de palha, garimpo, propriedades rurais, carvoaria e pontos de prostitução. Estes estabelecimentos parecem não ter nenhuma relação, mas todos fazem parte da cadastro atualizado do governo de empregadores que submetem seus funcionários à condições análogas à escravidão. 

A lista foi atualizada na última quinta-feira (5) e contém 204 novas empresas na relação, sendo a maior inclusão já registrada na história, de acordo com o Ministério do Trabalho. 

As áreas com maior incidência de trabalhadores encontrados em condições análogas à escravidão são as de produção de carvão vegetal, agronegócio e serviços domésticos. Minas Gerais, São Paulo e Pará são os estados com maior número de casos. 

Confira todas as empresas cadastradas na lista suja:

Atualizações

A atualização da lista suja é feita duas vezes por ano. Na última relação, realizada em abril, havia 289 empresas. 

São cadastradas na lista as empresas que responderam um processo administrativo sem a possibilidade de recurso. Já em relação à manutenção do cadastro, as empresas condenadas permanecem na relação por dois anos. 

Quem está na lista?

Uma das empresas citadas no relatório é o Grupo Heineken, que respondeu pela inclusão da Cervejarias Kaiser na lista. Em nota, o grupo atribuiu a infração a uma empresa terceirizada de transporte. 

Também consta no documento dois restaurantes de comida japonesa de São Paulo, onde foram encontrados 17 nordestinos alojados em condições degradantes e submetidos a jornadas de até 14 horas diárias de trabalho.

Outro caso de grande repercussão presente na lista é o de Madalena Gordiano, que trabalhou para a família de Dalton César Milagres Rigueira por 38 anos sem receber pagamento pelos serviços prestados desde os oito anos, além de enfrentar jornadas extenuantes.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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