Os militares de Israel ordenaram que mais de 1 milhão de pessoas deixem suas casas na região norte da Faixa de Gaza em até 24 horas, uma medida que a ONU (Organização das Nações Unidas) considera potencialmente “calamitosa”.
Em meio a uma situação humanitária cada vez pior, famílias palestinas usam carros, scooters e carroças para viajar rumo ao sul em busca de uma segurança cada vez mais frágil, enquanto médicos preferiram ficar na região com seus pacientes.
Israel tem bombardeado a região norte de Gaza como revide do ataque surpresa realizado pelo grupo extremista Hamas no último sábado, que acabou por matar mais de 1,3 mil pessoas entre civis e militares e dezenas de reféns.
Em entrevistas, o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, não respondeu questionamentos sobre o prazo de evacuação dos civis. Apenas afirmou que o Hamas se esconde entre os civis e que “aqueles que querem salvar suas vidas” devem ir para o sul.
Na visão do jornal norte-americano Washington Post, a sinalização de uma invasão terrestre do território palestino por Israel transforma a Faixa de Gaza em uma “armadilha mortal”.
“As Nações Unidas apelam veementemente para que qualquer ordem deste tipo, se confirmada, seja rescindida, evitando o que poderia transformar o que já é uma tragédia numa situação calamitosa”, sinalizou a ONU em comunicado.
Dados do Ministério de Saúde de Gaza afirmam que, desde o início da campanha de retaliação israelense, mais de 1,5 mil pessoas foram mortas (um terço delas crianças) e outras 6,6 mil pessoas ficaram feridas.
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