6 de junho de 2026

Unicef afirma que 300 mil crianças foram forçadas a sair de suas casas na Faixa de Gaza 

O Unicef continua a apelar ao fim das hostilidades, bem como à garantia da segurança e do acesso à ajuda humanitária para as crianças
A diretora do organismo internacional realizou o comunicado logo após o ataque ao hospital em Gaza. Foto: Vatican News

Desde a escalada do atual conflito na Faixa de Gaza, no último dia 7, pelo menos 300 mil crianças foram forçadas a abandonar as suas casas, várias centenas morreram e milhares ficaram feridas. Os números foram divulgados nesta terça-feira (17) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

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Em apenas 11 dias, centenas de crianças perderam tragicamente a vida, sem contar as mortes de hoje (17 de outubro), e milhares de outras ficaram feridas e mais de 300 mil crianças foram deslocadas das suas casas”, disse a diretora do Unicef, Catherine Russell. 

A diretora do organismo internacional realizou o comunicado logo após o ataque ao hospital em Gaza, que além de pacientes e feridos servia de refúgio a cerca de 4 mil civis palestinos deslocados. Conforme dados preliminares da Autoridade Palestina, cerca de 500 pessoas morreram nas explosões.

“Isso realça o impacto mortal que esta guerra em curso está a ter nas crianças e nas famílias”, disse Russell, enfatizando a necessidade urgente do fim imediato dos ataques às populações e instalações civis, chamando-os de “inaceitáveis” e particularmente nefastos para as crianças. 

Além disso, Russell observou que o Unicef continua a apelar ao fim de todas as hostilidades, bem como à garantia da segurança e do acesso à ajuda humanitária para as crianças na Faixa de Gaza.

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Renato Santana

Renato Santana é jornalista e escreve para o Jornal GGN desde maio de 2023. Tem passagem pelos portais Infoamazônia, Observatório da Mineração, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato, A Tribuna, além do jornal Porantim, sobre a questão indígena, entre outros. Em 2010, ganhou prêmio Vladimir Herzog por série de reportagens que investigou a atuação de grupos de extermínio em 2006, após ataques do PCC a postos policiais em São Paulo.

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