10 de junho de 2026

INB tenta conter a dispersão de partículas sólidas com urânio em águas de Caldas (MG)

A INB não informou o destino final das partículas com material radioativo. A instalação da primeira barreira foi concluída em setembro. 
Caldas - Barreiras de contenção

INB tenta conter a dispersão de partículas sólidas com urânio em águas de barragens em Caldas (MG)

por Tânia Malheiros

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Para tentar conter a dispersão de partículas sólidas (urânio misturado à cal) nas águas, a Indústrias Nucleares do Brasil (INB) instalou duas barreiras de turbidez na Barragem de Águas Claras, na Unidade em Descomissionamento de Caldas (UDC), em Caldas/MG. Segundo a INB, as barreiras são dispositivos flutuantes que impedem a passagem de partículas sólidas, possibilitando a contenção dos sedimentos e ajudando a proteger o meio ambiente. A INB não informou o destino final das partículas com material radioativo. A instalação da primeira barreira foi concluída no final de setembro. 

A ação atendeu a uma condicionante da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) para utilização do canal de desvio do efluente tratado até o Córrego do Cercado, que desemboca na Barragem de Águas Claras. A segunda barreira de turbidez foi instalada no início de outubro, no ponto de deságue da Barragem D4 para a Barragem de Águas Claras, visando conter os sólidos que ainda são carreados e evitando a dispersão dos mesmos para o Ribeirão das Antas. A INB admite que antes da construção do canal de desvio, o efluente tratado era lançado na Barragem D4. 

O problema existe há décadas, pelo menos desde 1982, quando foram paralisadas as atividades da cava da mina, a primeira mina de urânio aberta no Brasil, fruto de decisões do governo militar, em 1977. Só há pouco tempo a INB vem tomado medidas para minimizar o estrago ambiental promovido na região. “Pouco tempo após o início da operação, em setembro, os benefícios começaram a ser percebidos. Foi observada uma redução na ordem de 78% do fluxo de água para dentro do sistema e a redução de cerca de 70% dos sólidos oriundos da Barragem D4 para a Barragem de Águas Claras. A tendência de diminuição foi ainda maior nas últimas semanas, chegando a uma redução média de 94%. Além disso, foi observado o rebaixamento do nível do reservatório da Barragem D4 e a compactação do sedimento existente, favorecendo a condição de segurança do barramento”., informou a empresa. 

Continue lendo no blog Tania Malheiros – Jornalista

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