4 de junho de 2026

Com Tarcísio Freitas, letalidade da PM de SP aumenta 86% no terceiro trimestre

Dados divulgados nesta quinta (26) mostram um aumento de 86% do número de mortes provocadas pela PM no terceiro trimestre
Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. Foto: Divulgação/Facebook Tarcísio de Freitas
Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. Foto: Divulgação/Redes

Os dados do terceiro trimestre de 2023 sobre o número de pessoas mortas por policiais militares em serviço, divulgados nesta quinta-feira (26) pela Secretaria de Segurança Pública, mostram um aumento de 86% no terceiro trimestre deste ano no estado de São Paulo quando comparado com mesmo período do ano passado. 

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PMs estiveram envolvidos em ocorrências que resultaram em 106 mortes, ante 57 em 2022. Os policiais civis e militares do estado mataram 153 pessoas no último trimestre ante 89 no mesmo período do ano passado, alta de 72%. 

Os dados levam em consideração as ações dos agentes em serviço e na folga, levando em consideração ainda as 28 mortes decorrentes da Operação Escudo, ocorrida no litoral do estado em agosto. A ação ocorreu após o assassinato de um soldado das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota). 

Em nota à imprensa, a Secretaria da Segurança se justificou sobre o aumento da letalidade dizendo que a causa não é a atuação da polícia, “mas sim a ação dos criminosos que optam pelo confronto”.

Disse ainda que “uma Comissão de Mitigação e Não Conformidades analisa todas as ocorrências de mortes por intervenção policial e se dedica a ajustar procedimentos e revisar treinamentos”. 

Indicador de mortes aumenta com Tarcísio

A gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) acumula altas sucessivas no indicador de mortes cometidas por policiais. O dado aponta 374 mortes com essas características de janeiro a setembro. No mesmo período do ano passado, foram registrados 293 casos, o que representa alta de 27,6% em 2023.

Ocorre que a atual alta interrompe a tendência de baixa em relação ao que vinha sendo observado nos últimos anos. O programa de câmeras nos uniformes dos policiais, a letalidade caiu em 2022 ao patamar mais baixo da série histórica, iniciada em 2001, conforme aponta o UOL. Entre 2021 e 2022, por exemplo, o indicador reduziu em 39%.

Estudos têm destacado a eficácia do equipamento e da política de controle na contenção de mortes cometidas pela polícia, que há alguns meses recebeu críticas do próprio Tarcísio e de seu secretário de Segurança, Guilherme Derrite. 

Como tem sido um padrão desta gestão do governo paulista, Tarcísio voltou atrás e passou a falar em aprimorar o uso do equipamento. 

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Renato Santana

Renato Santana é jornalista e escreve para o Jornal GGN desde maio de 2023. Tem passagem pelos portais Infoamazônia, Observatório da Mineração, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato, A Tribuna, além do jornal Porantim, sobre a questão indígena, entre outros. Em 2010, ganhou prêmio Vladimir Herzog por série de reportagens que investigou a atuação de grupos de extermínio em 2006, após ataques do PCC a postos policiais em São Paulo.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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