4 de junho de 2026

Instituições financeiras apostam na manutenção da Selic em 11% ao ano

As instituições financeiras esperam por manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em 11% ao ano, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para amanhã (15) e a próxima quarta-feira (16). Essa expectativa está na pesquisa semanal feita pelo Banco Central (BC) sobre os principais indicadores econômicos.
 
De acordo com a pesquisa, as instituições financeiras não esperam mais por alterações na Selic ao longo deste ano. Para 2015, no entanto, há expectativa de elevação da Selic em 1 ponto percentual, com a taxa básica encerrando o período em 12% ao ano.
 
A Selic é usada como instrumento para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, mas a medida alivia o controle sobre a inflação.
 
Ao manter a Selic no mesmo patamar, a sinalização é que as elevações anteriores foram suficientes para provocar os efeitos esperados na economia. O BC tem reiterado que os efeitos de alta da taxa básica se acumulam e levam tempo para aparecer.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

 
O BC precisa encontrar equilíbrio ao tomar decisões sobre a taxa de juros, de modo a fazer com que a inflação fique dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. O centro da meta definido pelo governo é 4,5%, com limite superior de 6,5%.
 
A projeção das instituições financeiras indicam o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) bem próximo do limite superior da meta, em 6,48%. Na semana passada, a estimativa estava um pouco menor, em 6,46%. Para 2015, a estimativa segue em 6,10%, há três semanas.
 
A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, passou de 1,07% para 1,05%, este ano, e foi mantida em 1,50%, em 2015. 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Fabiana C.

    14 de julho de 2014 8:02 pm

    A Selic do México foi

    A Selic do México foi reduzida para 4,5% a.a., por quê a nossa está em absurdos 11%a.a.?

Recomendados para você

Recomendados