O governo argentino anunciou que o Fundo Monetário Internacional (FMI) começará a investigar no final deste mês a fuga de capitais do empréstimo contraído pelo ex-presidente Mauricio Macri, em 2018, que totalizou US$ 45 milhões de dólares.
Neste domingo (5), a informação foi dada pelo ministro da Economia e candidato ao segundo turno das eleições, Sergio Massa (União pela Pátria), em entrevista ao jornal LN+.
“No final do mês, o FMI inicia a investigação sobre a fuga de capitais do empréstimo ‘stand by’ de 2018 e vai enviar uma comissão que fará uma revisão dos 66% (do valor total) que não foram destinados a financiar hospitais ou escolas, ou para resolver a estabilidade econômica, mas foi usado para financiar pagamentos a fundos de investimento”, declarou.
Antes do segundo turno, programado para o dia 19 de novembro entre Massa e o ultradireitista Javier Milei (A Liberdade Avança), o governo de Alberto Fernández cancelou na semana passada os vencimentos acumulados de outubro, num valor de cerca de US$ 2,6 milhões de dólares.
Para esta segunda-feira (6) outro pagamento está agendado, desta vez US$ 800 milhões de juros, segundo a agência Télam.
Massa fala das dificuldades
Durante a entrevista, Massa defendeu sua gestão à frente do Ministério da Economia e, falando sobre a disparada da inflação e o baixo nível das reservas internacionais, lembrou que seu governo teve que enfrentar duas eventualidades, a seca e “o acordo criminoso com o FMI”.
“Ignorar o impacto das reservas no financiamento, com o agravamento dos vencimentos da dívida e a seca, é, no mínimo, subestimar um enorme problema que a Argentina teve”, explicou.
Na mesma linha, argumentou que a severa seca que afetou o país sul-americano, “representava, em termos de dimensão, 50% das exportações agrícolas argentinas”, o que impactou o motor mais forte da economia nacional.
“No meio, também temos um programa com o FMI e este ano havia US$ 12.360 milhões de dólares de dívida vencida que Macri assumiu, mas não arcou com ela”, acrescentou.
Paralisação de gasoduto
Na tentativa de justificar a situação crítica da economia argentina, Massa lembrou que o FMI pediu à Argentina, em dezembro de 2022, que paralisasse o gasoduto Néstor Kirchner.
“Dissemos que não. O documento do FMI 2022 dizia para parar os gastos em obras públicas e nós também rejeitamos porque incluía o investimento no gasoduto, que foi financiado com parte do imposto do país”, sublinhou.
Com informações do jornal LN+ e agência RT
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Jicxjo
6 de novembro de 2023 2:26 pmBilhões