FMI vai investigar fuga de capitais da Argentina a partir de empréstimo feito por Macri

Renato Santana
Renato Santana é jornalista e escreve para o Jornal GGN desde maio de 2023. Tem passagem pelos portais Infoamazônia, Observatório da Mineração, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato, A Tribuna, além do jornal Porantim, sobre a questão indígena, entre outros. Em 2010, ganhou prêmio Vladimir Herzog por série de reportagens que investigou a atuação de grupos de extermínio em 2006, após ataques do PCC a postos policiais em São Paulo.
[email protected]

A informação foi dada pelo ministro da Economia e candidato ao segundo turno das eleições, Sergio Massa, em entrevista ao jornal LN+

Campanha de Maurício Macri nas ruas, durante as eleições anteriores na Argentina – Foto: Reprodução rede social X

O governo argentino anunciou que o Fundo Monetário Internacional (FMI) começará a investigar no final deste mês a fuga de capitais do empréstimo contraído pelo ex-presidente Mauricio Macri, em 2018, que totalizou US$ 45 milhões de dólares.

Neste domingo (5), a informação foi dada pelo ministro da Economia e candidato ao segundo turno das eleições, Sergio Massa (União pela Pátria), em entrevista ao jornal LN+. 

“No final do mês, o FMI inicia a investigação sobre a fuga de capitais do empréstimo ‘stand by’ de 2018 e vai enviar uma comissão que fará uma revisão dos 66% (do valor total) que não foram destinados a financiar hospitais ou escolas, ou para resolver a estabilidade econômica, mas foi usado para financiar pagamentos a fundos de investimento”, declarou.

Antes do segundo turno, programado para o dia 19 de novembro entre Massa e o ultradireitista Javier Milei (A Liberdade Avança), o governo de Alberto Fernández cancelou na semana passada os vencimentos acumulados de outubro, num valor de cerca de US$ 2,6 milhões de dólares. 

Para esta segunda-feira (6) outro pagamento está agendado, desta vez US$ 800 milhões de juros, segundo a agência Télam.

Massa fala das dificuldades

Durante a entrevista, Massa defendeu sua gestão à frente do Ministério da Economia e, falando sobre a disparada da inflação e o baixo nível das reservas internacionais, lembrou que seu governo teve que enfrentar duas eventualidades, a seca e “o acordo criminoso com o FMI”.

“Ignorar o impacto das reservas no financiamento, com o agravamento dos vencimentos da dívida e a seca, é, no mínimo, subestimar um enorme problema que a Argentina teve”, explicou.

Na mesma linha, argumentou que a severa seca que afetou o país sul-americano, “representava, em termos de dimensão, 50% das exportações agrícolas argentinas”, o que impactou o motor mais forte da economia nacional. 

“No meio, também temos um programa com o FMI e este ano havia US$ 12.360 milhões de dólares de dívida vencida que Macri assumiu, mas não arcou com ela”, acrescentou.

Paralisação de gasoduto

Na tentativa de justificar a situação crítica da economia argentina, Massa lembrou que o FMI pediu à Argentina, em dezembro de 2022, que paralisasse o gasoduto Néstor Kirchner.

“Dissemos que não. O documento do FMI 2022 dizia para parar os gastos em obras públicas e nós também rejeitamos porque incluía o investimento no gasoduto, que foi financiado com parte do imposto do país”, sublinhou.

Com informações do jornal LN+ e agência RT

LEIA MAIS:

Renato Santana

Renato Santana é jornalista e escreve para o Jornal GGN desde maio de 2023. Tem passagem pelos portais Infoamazônia, Observatório da Mineração, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato, A Tribuna, além do jornal Porantim, sobre a questão indígena, entre outros. Em 2010, ganhou prêmio Vladimir Herzog por série de reportagens que investigou a atuação de grupos de extermínio em 2006, após ataques do PCC a postos policiais em São Paulo.

1 Comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Seja um apoiador