Jornal GGN – O maior banco português está em crise profunda. O Banco Espírito Santo e sua saúde financeira andam tirando o sono do bloco do euro. E não é para menos: suas ações desabaram mais de 15% nesta quinta-feira (10). Foi o menor nível em um ano.
E tudo isso sem contar os problemas enfrentados também pelas empresas holdings da família fundadora – como a Rioforte, por exemplo, envolvida em negociações com a Portugal Telecom e a Oi e sob fortes boatos de um calote junto às duas companhias do setor de telefonia – o que poderá impactar diretamente a instituição financeira.
Como se não fosse mais possível um dia péssimo para os administradores, a queda acelerou após o Espírito Santo Financial Group (ESFG), que detém 25% da fatia da família no BES, suspender as negociações das ações e bônus, citando problemas em uma de suas empresas. Horas mais tarde, a Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), órgão regulador do mercado de capitais de Portugal, suspendeu a negociação das ações do Banco Espírito Santo (BES), aguardando que seja prestada informação relevante ao mercado.
Economistas acreditam que a ação do BES está caindo devido à crescente probabilidade de reestruturação da dívida nas companhias holdings da família. Uma exposição direta e indireta que pode chegar a quase 3,5 bilhões de euros – o total da capitalização de mercado do BES.
lenita
10 de julho de 2014 6:54 pmUai ! isto não acontece
Uai ! isto não acontece somente no Brasil ???? Pensei que o resto do mundo estava “nadando” em prosperidade. Tirando a esperta purdimais Alemanha, parece que o mundo inteiro está com problemas. Viram srs. “Economistas” vira-latas. Logo o Sardenberg vai dizer q é pq eles falam português .
Motta Araujo
10 de julho de 2014 8:58 pmNada a ver. Não tem nenhum
Nada a ver. Não tem nenhum banco afundando alem desse em Portugal por uma razão especifica de negocio mal feito, não é um problema geral do sistema bancario português ou europeu.
O maior banco portguês não é o Espirito Santo, é a CAIXA GERAL DE DEPOSITOS.
Maria Luisa
10 de julho de 2014 7:44 pmTempus horribilus
Parece que a coisa aqui não vai andar mesmo. A França continua estagnada, apesar dos esforços do governo Hollande-Valls, e o desemprego nos picaros ! O Brasil que reforce suas finanças.
rl
10 de julho de 2014 8:15 pmBanco Espirito Santo
O banco está virtualmente quebrado desde fins do mes passado, quando o governo portugues negou-lhe empréstimo da ordem de 4 bilhões de dólares. Os tres principais dirigentes demitiram-se, e um deles viajou para Angola em busca de auxílio na antiga colônia. Lá já se falava em inquérito sobre o caso. Em uma população de 11 milhões, 150 mil famílias não conseguem pagar as casas que compraram (o que pode explicar, em parte, o problema do BES); estão em processo de fechamento 430 escolas primárias, para economizar dinheiro público; nos últimos tres anos, 150 mil jovens emigraram em busca de emprego, e se discute seriamente incluir no PIB, este ano, os imaginados ganhos com tráfico de drogas e prostituição (coisa que, aliás, está em andamento na Italia, na França e na Inglaterra). A crise na terrinha está medonha.
cesa
10 de julho de 2014 9:16 pmGoverno se metendo aonde não deve
Os Governos não deveriam botar dinheiro público em bancos privados; deveriam sim fiscalizar e aplicar penas em quem se alavanca demais e descumpre normas de proteção ao dinheiro dos clientes.
Só que os governos querem estimular o crescimento com dívidas futuras e isto é a maior causa de crises. Querem estimular consumo de quem não tem dinheiro. Resultado: crises e inadimplência.