4 de julho de 2026

Em 1962, Brasil perdia Pelé durante a Copa; Amarildo assumiu a vaga

Amarildo abraça Pelé, depois da conquista do Mundial no Chile, em 1962

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Em 1962, durante a campanha do bicampeonato mundial, o Brasil também perdeu um dos seus grandes astros. Pelé se contundiu durante o jogo contra a Tchecoslováquia, na segunda partida da Copa. O rei sofreu um estiramento muscular que o impediu de voltar aos gramados durante a Copa do Chile. Amarildo, ponta-esquerda do Botafogo-RJ, foi o substituto de Pelé.

O Brasil se recuperou da tragédia com uma brilhante atuação da dupla botafoguense Garrincha e Amarildo. Em sua primeira partida, Amarildo fez uma grande atuação, marcando os dois gols do Brasil na vitória contra a Espanha. Amarildo ainda marcou o primeiro gol do título do Brasil na final contra a Tchecoslováquia.

O jornalista Orlando Duarte, comentarista das rádios EBC, relembra o momento: “Quando ele se contundiu, inteligentemente a Comissão Técnica do Brasil não disse que Pelé não ia jogar. Todo o tratamento foi sendo feito, o Brasil foi levando e teve a sorte de entrar o Amarildo, que era conhecido como Possesso. Ele foi perfeito, graças às atuações maravilhosas do Garrincha.”

Garrincha foi a estrela da seleção naquela Copa, encantando o mundo com seus dribles desconcertantes. O “Mané” foi um dos artilheiros da seleção, ao lado de Vavá, com quatro gols durante o torneio. Um lance curioso daquela Copa foi a expulsão de Garrincha na semifinal contra a seleção anfitriã, o Chile. Embora não pudesse atuar no jogo seguinte, por uma ação de bastidores da Confederação Brasileira de Desportos (que se transformaria em CBF), o nome de Garrincha não apareceu na súmula da partida, permitindo a presença do craque na final.

Em 1970, Brasil vencia o Peru pelas quartas de final da Copa

Após a Copa, Amarildo foi jogar na Itália, atuando pelo Milan, Fiorentina e Roma, entre 1963 e 1972. Em 1974, encerrou sua carreira de atleta jogando pelo Vasco da Gama.

Com a contusão de Neymar, o técnico Felipão terá de buscar em seus convocados os novos Garrincha e Amarildo para que o Brasil conquiste o hexacampeonato.

 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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23 Comentários
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  1. Edivaldo Dias Oliveira

    5 de julho de 2014 4:07 pm

    O rei do penalti

    Na minha infancia ouvia falar de amarildo como “O rei do penti”. Qual a origem de tal alcunha?

  2. Toni

    5 de julho de 2014 4:11 pm

    E em 1966, Pelé foi criminosamente caçado

    No video abaixo pode se ver como Pelé foi caçado durante o jogo e no 1M30s está a falta que tirou o rei da copa.

    http://www.youtube.com/watch?v=9OtnR06Z3EY

    A falta irresponsável que tirou Neymar do mundial é consequência da tolerância cúmplice da FIFA. Falta de aviso não foi, falta de advertências e reclamações pelos brasileiros, também não foi.  Está cada vez mais claro que não é interesse da entidade máxima e federações européias, bem como sua imprensa, ver o Brasil hexacampeão.

    Em 1966 igualmente havia o medo de um terceiro título para o Brasil. A orientação dada pela FIFA aos juízes foi deixar a bola “correr” nos jogos daquela copa. Uma ordem sem intenções aparentes, o objetivo, contudo, era exatamente evitar com violência que equipes técnicas, como a brasileira, pudessem fazer seu jogo e procurava favorecer o futebol-força europeu. Não por acaso a final foi entre Inglaterra e Alemanha.

    Pelé, o grande astro brasileiro, foi da mesma forma que Neymar, caçado e no jogo contra Portugal agredido em um lance criminoso quando, atingido por um português, ainda se levanta e continua com a bola, quando é safanado pela segunda vez consecutiva e não levanta mais. Saiu da copa.  O jogador português sequer foi advertido.

     

  3. Gilberto Cruvinel

    5 de julho de 2014 4:31 pm

    0 escândalo é a falta de indignação

    Depois do carnaval diante da mordida de Suarez, observadores silenciam diante da agressão criminosa contra Neymar

    Paulo Moreira Leite – Revista IstoÉ

     

    O aspecto mais chocante da contusão que deixará Neymar fora da Copa é a falta de indignação.

     A joelhada de Zuñiga aos 41 minutos do segundo tempo foi um ato  desleal e deliberado. Atacando sua vítima por trás, Zuñiga empurrou a cabeça de Neymar com a mão direita, para que o tronco ficasse encurvado e a espinha dorsal, mais exposta.

    Se Neymar tivesse sido atingido algumas vértebras acima, o dano seria muito grave e é bom nem pensar nas consequências para o futuro do jogador. Mesmo assim, uma vértebra foi fraturada – o que dá uma ideia da violência que atingiu Neymar.

     Zuñiga não foi expulso. Nem recebeu cartão amarelo. 

    A agressão, brutal, foi tratada como uma agressão normal de jogo, embora tivesse produzido uma lesão muito mais grave do que a mordida do uruguaio Luis Suárez no ombro do italiano Chiellini.

    Olha só: embora tenha sido um ato de uma pessoa psicologicamente perturbada, o que é sempre um atenuante num caso como este, a mordida de Suárez lhe valeu a suspensão por nove partidas da FIFA. Até Chiellini achou um exagero.

    A reação diante da violência contra Neymar, o maior jogador brasileiro, a estrela número 2 da Copa depois do argentino Messi, foi a passividade. Essa é a mensagem. 

    É curioso imaginar por que não se fez um escândalo, nem no momento da agressão nem depois. Ficou tudo na normalidade.

    O juiz Carlos Velazco Carballo será punido? E Zuñiga? Nada. A maior crítica que li nos jornais, hoje, foi um comentário dizendo que sua entrada foi “maldosa.” Fraco, hein?

    Será que a Comissão de Arbritragem da FIFA irá se manifestar contra Carballo? Quem está pedindo? Quem exige?

    Dá para entender o recado enviado aos árbritos das próximas partidas do Brasil, certo?

    Essa reação compreensiva – digamos assim — encobre um movimento que não ousa se mostrar por inteiro. Estou falando da torcida contra a Copa.

    Derrotados fora de campo, quando se comprovou que a Copa era um sucesso nacional e internacional, e que a maioria dos meios de comunicação havia embarcado numa Escola Base em nível federal, testemunhada por 200 milhões de brasileiros, essa turma foi obrigada a guardar as energias negativas para o que acontece nos gramados.

    Não vamos negar: a possibilidade, real, do Brasil sair campeão  deixa essa turma em pânico.

    Seu movimento mental é semelhante ao discurso de Carlos Lacerda contra Juscelino Kubisctheck nas eleições de 1955, quando ele dizia: JK não pode candidatar-se; se sair candidato, não pode vencer; se vencer, não será empossado. Na Copa de 2014, o raciocínio é o mesmo. Não podia haver Copa. Como ela aconteceu, deve ser ruim. E se não foi ruim, o Brasil não pode vencer.  

     Por isso ficaram muito indignados com o penalti (duvidoso, no mínimo) em cima de Fred no jogo do VNTC contra a Croácia. Mostraram-se generosos quando a Holanda foi beneficiada num lance parecido. Acharam normal. O silêncio diante da omissão absurda de Carballo é parte dessa postura. 

      Nas rodadas finais do Mundial, a turma do “Não vai ter Copa” aposta suas últimas esperanças numa derrota da Seleção.

    Exibe sorrisos amarelos a cada vitória dos meninos. Ontem, quando ficou garantido que, na pior das hipóteses, a Seleção Brasileira terá direito a disputar uma medalha de bronze, o que ninguém espera mas está longe de ser aquele fiasco anunciado, a ausência de Neymar tornou-se a esperança silenciosa desse pessoal que, nos últimos dias, tentava inutilmente jogar nas costas da “Copa” e do “PAC” a tragédia numa obra de infraestrutura de Belo Horizonte, licitada e administrada pela prefeitura de um aliado da oposição.

     A joelhada de Zuñiga foi um ato canalha. Mas o jogo fora do campo é muito pior e desleal, vamos combinar. 

    1. Carlos Alberto Alves Marques

      5 de julho de 2014 4:57 pm

      Zuñiga não será punido,

      Zuñiga não será punido, porque tornou-se o herói – oculto in pectore – dos que, por cálculo político-eleitoral, torcem contra a Copa, e que têm enorme poder, mas não têm a coragem de explicitar seu íntimo desejo.

    2. drigoeira

      5 de julho de 2014 6:18 pm

      O Brasil sempre prejudicado.

      Não foi este cara que no primeiro tempo deu uma no joelho do Hulk. O amarelo já era aí…

  4. Leo V

    5 de julho de 2014 4:34 pm

    Esse ano não tem

    Esse ano não tem Amarildo.

    Aliás, foi morto pelo Estado ano passado.

    1. Epaminondas

      6 de julho de 2014 3:15 am

      Piadinha

      Oportunismo político e piadinha infame.

  5. Carlos Alberto Alves Marques

    5 de julho de 2014 4:54 pm

    É, parece que sem Neymar,

    É, parece que sem Neymar, para a batalha decisiva da terça-feira, 08 de julho, estamos cercados pelos alemães, comandados pelo marechal-de- campo, Joachim “von Paulus” Löw. E estão dizendo que o nome atual do Mineirão das Alterosas é Stalingrado. Muitos gostam de referir-se algo pejorativamente ao nosso treinador como o sargento Felipão. Logo veremos que o nosso sargentão é, na verdade, um general Jukov redivivo, e que, neste momento, se encontra envolvido na preparação, montagem e execução da nossa Operação Urano, para envolver num circulo de fogo os que nos cercam no Mineirão-Stalingrado, e empurrá-los de volta a Berlim.

  6. C B

    5 de julho de 2014 4:56 pm

    Agora não dá mais pra fazer isso
    Mataram o Amarildo.

    1. Almeida

      5 de julho de 2014 6:38 pm

      Pois é, a pergunta que nunca pode calar:

      Cadê o Amarildo?

      [video:http://www.youtube.com/watch?v=yBi2N-0oAL0%5D

       

      Principalmente agora, quando a “justiça” brasileira começa a inocentar os responsáveis.

      1. Almeida

        6 de julho de 2014 5:44 am

        Ué, perguntar ofende? Cadê o Amarildo?

        Pelas reações negativas, eu vejo que há uma ala petista doida para esconder o Caso Amarildo. São os petistas que acham o cabralzinho a ultima bolacha do pacote, são as viúvas dispostas a se atirarem ao túmulo desse escroto defunto, da “base aliada”. O petismo se acha na obrigação de se aliar na escrotidão e chafurda na sua decadência, faz questão de se identificar com os seus podres aliados.

        1. Ulisses s

          6 de julho de 2014 12:06 pm

          Por que os almeidinhas da vida

          Para tudo, tem jogar no nome do PT! Até o Arruda agora declarou que sua corrupção foi culpa do PT. A falta de argumento e excesso de energumetros que misturam futebol, violência brasileira e política que faz aparecer expontaneamente estupidez assim!

  7. anarquista sério

    5 de julho de 2014 5:42 pm

     
    Post infeliz e explico.
     

     

    Post infeliz e explico.

      Escale a seleção de 62 e a de hoje sem Pelé e Neymar,posição por posição.

    Em qual posição a de hoje ganha da 62?

           Sempre considerando que Garrincha valia por uns 75 por cento do TIME INTEIRO de hoje.

              Cada uma…..

  8. Zanchetta

    5 de julho de 2014 6:19 pm

    Aquela seleção de 62 tinha

    Aquela seleção de 62 tinha GARRINCHA, ZITO, DIDI, VAVÁ, ZAGALO (todos campeões de 58) e o Amarildo foi só mais um a entrar.

    Hoje a Seleção tem fred,hulk,oscar e quem entrar tem que ser TUDO nesta seleção…

     

  9. marcos coimbraa

    5 de julho de 2014 6:55 pm

    Tudo dominado

    Brasil passa fácil pela Alemanha na terça. Com mais um meia, vai começar a sobrar bola redondo pra Fred (até agora era só tijolo) e ele vai colocar pra dentro. Brasil 3 x 1 alemanha+globo+folha+PIG. 

    Que venha o vice do confronto entre holanda e argentina.

  10. morallis

    5 de julho de 2014 7:34 pm

    (Sem título)

    1. Augusto César Mourão e Lima

      5 de julho de 2014 9:01 pm

      Resposta

      Olá meu caro midiota. Seu mórbido comentário só demonstra o quanto de ódio insensato você guarda no peito. Vergonosos a sua psotura e o seu post;;

      Boa tarde

    2. Jair Fonseca

      6 de julho de 2014 2:52 am

      Forastieri – taí um cara que

      Forastieri – taí um cara que não vale nada.

  11. anarquista sério

    5 de julho de 2014 8:08 pm

     
    A grande pergunta:
     Quem é

     

    A grande pergunta:

     Quem é o pior comentarista da Copa?

    Roberto Carlos ou Roger Flores?

      Não vale NETO, porque esse ganha de goleada.

  12. Gilson AS

    5 de julho de 2014 11:23 pm

    Entrevistaram o Amarildo e

    Entrevistaram o Amarildo e perguntaram a ele quem seria o Amarildo de hoje na seleção.

    Segundo ele, o Amarildo de hoje não foi convocado que seria o Robinho.

    Também não temos um Garrincha, que na falta do Pelé, jogou pelos dois.

  13. Luiz Gonzaga da Silva

    5 de julho de 2014 11:29 pm

     “Amarildo, ponta-esquerda do

     “Amarildo, ponta-esquerda do Botafogo-RJ, foi o substituto de Pelé.”

    O “Possesso” não era o ponta esquerda do Fogão. Nosso ponteiro neste lado do campo era Zagalo. O alvinegro jogava no esquema 4-3-3 com o ponta recuado, no caso Zagalo. Amarido era atacante, fazia dupla com Quarentinha. Com a entrada dele o ataque do glorioso passou a ser o da seleção. Lembrando que ainda tinhamos no time titular Didi e Nilton Santos.

    Na Copa de 70, o ataque botafoguense foi todo convocado: Rogério, Jairzinho, Roberto e Paulo Cesar Cajú. Rogério era o titular até se lesionar e ser desligado com o time em território mexicano. Para seu lugar, Zagalo convocou um terceiro goleiro, Leão. No time titular entrou  o “Furacão da Copa”, Jairzinho. 

    Para manter a tradição, temos dessa vez o goleiro Jefferson. A presença do goleirão é garantia de sucesso. Ganharemos esta Copa de maneira épica, inesquecível.

  14. José Almir

    6 de julho de 2014 2:10 pm

    A verdade é que o destino

    A verdade é que o destino trouxe uma oportunidade incalculavel para o Bernar

  15. MAAR

    6 de julho de 2014 4:11 pm

    NÃO PODE HAVER CONVOCAÇÃO DE SUBSTITUTO?

    Não vi, em nenhum lugar, nada sobre eventual possibilidade de convocação de outro jogador para suprir a ausência de Neymar. Na copa de 1962, Pelé sofreu contusão que o impediu de continuar na competição e foi substituído por Amarildo, que contribui bastante para a conquista do título naquela copa. Imagino que o regulamento atual deve permitir a substituição de atleta nesta situação. Acho estranho que não tenha sido divulgado nenhum comentário sobre a possibilidade da referida substituição, nem sobre eventual impossibilidade neste caso. Não entendo o motivo do silêncio. Inclusive porque talvez fosse recomendável convocar alguém tipo um Ronaldinho Gaúcho, para termos mais opções no esquema tático de ataque, e também para reforçar o espírito de equipe e melhorar a eficiência dos passes.

    Em tempo, estimo melhoras para o Neymar e faço votos de que ele tenha um restabelecimento rápido e pleno.

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