Os comentários do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, com relação às ações de Israel na Faixa de Gaza representam um ruído considerável na comunicação entre os aliados desde que os ataques tiveram início em outubro.
Segundo a agência Al Mayadeen, as tensões ficaram mais claras por conta da sinalização de Biden de que o bombardeio indiscriminado em andamento na Faixa de Gaza poderia comprometer o apoio internacional à ação.
Em discurso, Biden afirmou que o mundo estava virando contra Israel, e apelou por mudanças no governo de Benjamin Netanyahu – um disco que aponta considerável ruptura ante o discurso adotado em outubro.
“A segurança de Israel pode repousar nos Estados Unidos, mas neste momento existe mais do que os EUA: tem a União Europeia, tem a Europa, tem a maior parte do mundo… E (Israel) está começando a perder esse apoio aos bombardeios indiscriminados que ocorrem”.
Tal sinalização foi igualmente feita em conversa direta por Netanyahu que, ao rebater tal argumentou, lembrou algumas ações dos próprios EUA, como o lançamento da bomba atômica.
Biden precisou lembrar Netanyahu que instituições como as Nações Unidas foram criadas após a Segunda Guerra justamente para garantir que esses eventos não ocorram novamente, chegando inclusive a pedir ao premiê que “não cometa os mesmos erros que cometemos no 11 de Setembro”.
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