10 de junho de 2026

África do Sul reage contra o genocídio palestino e leva Israel à Corte de Haia 

Israel criticou a ação e pediu que o Tribunal rejeite as acusações
ONU via Flickr

A África do Sul acionou a Corte Internacional de Justiça (CIJ) contra Israel por genocídio, pelos ataques contra o povo palestino na Faixa de Gaza. O principal órgão judicial das Nações Unidas (ONU) confirmou o recebimento da acusação na última sexta-feira (29). 

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Na petição de mais de 80 páginas, a África do Sul afirmou que Israel estaria violando a Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio, adotada por unanimidade pela Assembleia Geral da ONU em 1948.

Os atos e omissões de Israel que a África do Sul se queixa têm caráter genocida porque provocam a destruição de uma parte substancial do grupo nacional, racial e étnico de palestinos na Faixa de Gaza”, diz o requerimento. 

Joanesburgo acusou Israel de “não agir para impedir a realização de um genocídio, por conspirar para a realização de um genocídio e por impedir a investigação e a punição de um genocídio“, violando as suas outras obrigações fundamentais ao abrigo da Convenção sobre o Genocídio”. 

Dessa forma, a África do Sul pede à CIJ uma ordem provisória para que Tel Aviv suspenda imediatamente suas operações militares contra o povo palestino em Gaza.

Mas, vale ressaltar, este é o início de um longo processo, considerando os prazos da justiça internacional. 

Reação

Em reação, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Lior Haiat, classificou a acusação como “difamação“. Segundo ele, a denúncia “carece de base factual e jurídica e constitui uma exploração desprezível e desdenhosa do Tribunal“.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, também rejeitou a acusação. “Gostaria de dizer uma palavra sobre a falsa acusação da África do Sul de que Israel está ‘cometendo genocídio’. Não, África do Sul, não fomos nós que viemos cometer genocídio, foi o Hamas. Eles matariam a todos nós se pudessem”, disse.

A África do Sul. por sua vez, destacou na petição que “condena todas as violações do direito internacional por todas as partes, incluindo os ataques a civis israelenses e à tomada de reféns pelo Hamas”, mas que “nenhum ataque armado ao território de um Estado, por mais grave que seja — mesmo um ataque que envolva crimes atrozes — pode, no entanto, fornecer qualquer justificativa possível ou defesa contra violações da Convenção de 1948”.

Leia também:

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. +almeida

    2 de janeiro de 2024 4:44 pm

    O que a história registra, não se apaga e não se esconde.
    – Israel é o estado invasor
    – Israel é o estado usurpador
    – Israel é o estado opressor
    – Israel é o estado ditador
    – A Palestina é vítima flagrante do assalto, do genocidio e do terror.

Recomendados para você

Recomendados