Estreia, no próximo dia 25 de janeiro, o documentário Servidão, que retrata o trabalho escravo contemporâneo na Amazônia. O filme tem a direção de Renato Barbieri, consagrado pelo longa Pureza.
Ainda que a Lei Áurea, de maio de 1888, proibisse a propriedade e comércio de pessoas escravizadas, a prática ainda é uma mazela recorrente em diversas regiões do País.
Em Servidão, foram m ouvidos trabalhadores rurais escravizados em frentes de desmatamento no Norte do Brasil, além de abolicionistas de diferentes vertentes. A narração é da cantora Negra Li.
“O filme nasce como uma peça de resistência no combate ao trabalho escravo, com conceitos relevantes de como se opera a mecânica escravagista contemporânea no Brasil e de como a resistência abolicionista vem se organizando e ganhando força ao longo das últimas décadas. Estou certo de que, passados 135 anos da Lei Áurea, caberá a nossa geração o combate e a erradicação do trabalho escravo contemporâneo. Somente com a sociedade como um todo tomando o projeto abolicionista para si, isso será possível um dia e fato é que não podemos mais adiar isso”, declara o diretor Renato Barbieri.
Assista ao trailer do documentário na íntegra:
Pureza
Esta não é a primeira obra de Barbieri relacionada ao trabalho análogo à escravidão no Brasil. Em 2019, ele lançou Pureza, longa baseado na história real de Pureza Lopes Loiola, uma mãe que lutou para resgatar o filho caçula, Abel, de um garimpo.
A busca de Pureza por notícias e pela liberdade de Abel a transformou em um símbolo do combate ao trabalho escravo, tendo em vista que durante sua jornada, ela se deparou com centenas de trabalhadores em condições precárias.
Pureza também denunciou o desaparecimento do filho no Congresso e aos presidentes Fernando Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso por meio de cartas.
Atualmente, Abel vive com a família em Bacabal, no Maranhão, a 240 quilômetros de capital São Luís.
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