4 de junho de 2026

Governo lança programa de incentivo à pesquisa em ciência, tecnologia e inovação

Decreto do programa foi assinado por Dilma Rousseff (Foto: Valter Campanato/Agência BR)

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Jornal GGN – O governo federal deve investir, ao longo de uma década, no desenvolvimento de 20 áreas do conhecimento e estimular pesquisas na área de ciência, tecnologia e inovação. A proposta consta no Programa Nacional de Plataformas do Conhecimento, lançado nesta quarta-feira (25), em Brasília. A iniciativa foi lançada em reunião do Conselho de Ciência e Tecnologia, no Palácio do Planalto, com a participação da presidenta Dilma Rousseff, que assinou o decreto do programa.

O programa prevê que cada plataforma deverá reunir lideranças científicas para organizar recursos e desenvolver produtos com o apoio de empresas para lançá-los ao mercado. Paralelamente, o governo federal vai lançar editais de fomento e financiamento visando que pesquisadores e empresas se candidatem para desenvolver projetos. Também está prevista a contratação de pessoal, via regime especial, e aquisição de insumos para o desenvolvimento do projeto.
A proposta inclui a inda a criação de um Comitê Gestor formado por representantes de seis ministérios. A ideia é que o grupo possa acompanhar o andamento do programa. Do mesmo modo, as plataformas serão submetidas a etapas de seleção que vão avaliar a capacidade científica, inscrição e seleção dos pré-projetos por meio dos editais, julgamento e contratação das empresas e instituições de pesquisa, além de avaliação dos resultados e da continuidade do financiamento.

“Eu confio que as plataformas terão critérios muito claros para serem escolhidas, todas precisam combinar participação de grupos de excelência em pesquisa de uma ou mais plataformas ou consórcio”, afirmou a presidente Dilma, durante o lançamento do programa. A presidente defendeu ainda que as parcerias do programa envolvam a participação de empreendedores, ponham em prática as novas tenologias e tenham relevância econômica.

Com informações da Agência Brasil.

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7 Comentários
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  1. Leandro_O

    26 de junho de 2014 3:48 pm

    Orra… será que dessa vez o

    Orra… será que dessa vez o Brasil deixará de ser o eterno país exportador de bens primários?

    1. gentilhomme

      27 de junho de 2014 2:43 am

      o Brasil não é exportador de bens “primários”

      Desde que concluiu sua industrialização, digamos assim, “clássica”, mais de 50% das exportações brsileiras são de bens industriais. Foi assim desde o início dos anos 80. Esse percentual caiu com a valorização dos bens primários – em todos países competitivos em bens primários isso aconteceu, Canadá, Austrália, Estados Unidos, Rússia etc – no período recente, que correspondeu ao maior aumento de preços relativos em prol de primários desde a II Guerra. Até 2008, contudo, a chamada “primarização” da pauta não impediu que O BRASIL ESTIVESSE AUMENTANDO SUA PARTICIPAÇÃO NAS EXPORTAÇÕES MUNDIAIS DE MANUFATURADOS (com China e tudo).

      O acúmulo de uma valorização cambial de mais de 50% somada à superoferta de manufaturados e consequente liquidação de estoques a partir da crise, contudo, vem alterando brutalmente essa situação. Até que essa situação se apresentasse, como sempre aconteceu em nossa história econômica desde o final do Século passado, todos os ciclos virtuosos de crescimento, como o de 2004-2008, com coincidência impressionante, pela melhora de nossa inserção na divisão internacional do trabalho.

      Contudo, isso não deve levar a uma equivocada associação entre baixa capacidade tecnológica e grau de processamento industrial das exportações. Como dito, países com elevada capacidade tecnológica, como EUA, Rússia e Canadá, são relativamente exportadores de bens primários. Segundo, o Brasil, ao contrário do que é veiculado e do que é a autoimagem vira-lata da grande parte dos brasileiros (não digo que é este teu caso, Leandro, nao dá para saber pelo post curto), o nível de investimento tecnológico no Brasil é bastante alto para seu nível de renda (o dobro de outros países próximos), e a proporção gasto em outras formas de investimento é elevada (quase 7%, contra 11 na OCDE e 3 nos países em desenvolvimento).

      Terceiro, e talvez o mais importante: embora não industriais, boa parte das exportações de commodities no Brasil são de  intensidade tecnológica relativamente alta. É o caso de nosso petróleo, da soja e do álcool e em menor medida até mesmo do ferro. Mais um vez contrariamente à crença popular e à autoimagem do Brasil, nossa competitividade é apenas parcialmente resutado de benesses naturais. Mesmo nossos produtos agrícolas ou extrativos só se tornaram competitivos graças a tremendos esforços de nossos cientistas e homens públicos, pouco tendo a ver com o que aconteceu na quase totalidade do restante da periferia primário-exportadora, cujos recursos ou estavam ao alcance da mão ou foram conquistados graças ao suporte de companhias estrangeiras, que ainda são seus centros tecnológicos relevantes.

  2. Luís Carlos Gonçalves de Oliveira

    26 de junho de 2014 7:16 pm

    Tudo que a presidente da
    Tudo que a presidente da república anuncia com pompa e circunstância existe em duas leis federais:

    Lei 10973, de 02 de Dezembro de 2004;
    Lei 11.196, de 21 de novembro de 2005.

    e no Decreto 5978, de 08 de junho de 2006.

    Para uma análise detalhada sugiro que a presidente leia:

    “Focalizando a Lei de Inovação
    Autor : Nizete Lacerda”

    1. Marcos Antônio

      27 de junho de 2014 12:39 am

      Será possível QUE TODOS OS

      Será possível QUE TODOS OS ENVOLVIDOS NÃO SABIAM DISTO?

      Não haverão detalhes IMPORTANTES não contemplados pela nova lei?

      Dê uma lida na NOVA lei e repasse aqui no blog!

    2. Fabiano K

      27 de junho de 2014 2:10 am

      Inovação

      Inovar virou chavão das política públicas brasileira nos últimos anos, dezenas de projetos nos ministérios, normativas, planos de financiamento todos em ações isoladas sem perceber que apenas estão atirando para todo lado para ver se acertam alguma coisa. Eu não acredito na capacidade da promoção de inovação de um governo que fica limitado a palavras e atitudes conservadora do ponto de vista da mudança. E impossível construir um modelo de novas tecnologias e construção de conhecimento sem uma mudança significativa na forma de perceber o conhecimento como uma ferramenta inclusiva e colaborativa, apoiar e insentivar patentes e atende apenas aos interesses dos grandes grupos e a manutenção do conhecimento nas mãos de uns poucos, os decretos e leis citados realmente não promoveram nenhuma mudança no panorama.

      Acho que tanto os governos Lula quanto Dilma foram importantes do ponto de vista de melhoria do país do ponto de vista da infraestrutura, condições sociais e econômicas e particularmente no apoio a ciência e tecnologia mas não apoiou um modelo que provocasse mudanças do ponto de vista de uma mudança ideológica a respeito da inovação como uma ferramenta para sustentar a construção de um país melhor. O Brasil tentou destaque em um modelo que não é adequado as práticas inclusivas do uso da inovação para a melhoria dos processos e produtos que agreguem qualidade de vida as pessoas ao invés da promoção do consumo. Inovar é melhorar e incluir e não restringir acesso baseado em direitos privados de posse da tecnologia.

  3. Alexandre Weber - Santos -SP

    27 de junho de 2014 1:07 am

    Como a China conseguiu ter indústria de ponta em menos de 20 ano

    Reengenharia, roubo de patentes e desrespeito a propriedade intelectual.

    Agora que alcançaram o mesmo patamar dos outros países podem desenvolver sua própria tecnologia.

    Aqui querem reinventar a roda.

    Dinheiro, tempo e auto-estima jogadas fora, na minha humilde opinião.

    Não é por falta de Leis, como postaram antes de mim, que não existe tecnologia nacional.

    A tecnologia vem a reboque da demanda, se tem quem compra, tem quem vende.

    Dilma, acorda!

  4. Sergio SS

    27 de junho de 2014 1:24 am

    Lá vem a Presidenta teimosa

    Lá vem a Presidenta teimosa em desenvolver uma proposta destas, envolvendo 6 ministérios e toda a academia, mais empresas interessadas em inovação (não !! não são aqueles que telefonam pro Nassif reclamando da Presidenta… não mesmo !! Estes não investem nem 0,1% de seu portfólio de investimentos em inovação. Importam tudo pronto.)

    Junto com o PNPS, o PNE e mais o plano de estímulo à aviação regional é tudo fruto de uma centralização absurda da gestão, de quem está de poucos ouvidos para os diversos interesses da nação, que conduz tudo com autoritarismo e blá, blá, blá…

     

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