4 de junho de 2026

Direitos desportivos de TV mantém receitas do império de Murdoch

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Jornal GGN – Após o escândalo de grampos telefônicos que abalou, em 2011, as estruturas do império midiático do magnata Rupert Murdoch, as receitas do grupo – que foi forçado a se dividir por determinação da Justiça – basicamente são mantidas graças a direitos desportivos de televisão e serviços de assinaturas dos jornais The Sun e The Times. Boa parte das receitas está relacionada a Premier League, além da integração ao serviço de música online Spotify, já que os assinantes dos jornais têm acesso gratuito ao serviço. As informações são do jornal Financial Times.

De acordo com a reportagem de Henry Mance, o principal desafio da News UK – uma das empresas resultantes da divisão do império midiático – é fazer com que os jornais The Times e The Sun voltem a dar lucros como antes. As duas publicações tiveram perdas fiscais de 500 milhões de Libras desde o ano de 2001, último em que os periódicos ainda tinham lucros satisfatórios. A crise piorou em 2011, quando explodiram as denúncias que terminaram com o fechamento do jornal News of the World, que era parte do grupo.
A reportagem sustenta que Murdoch voltou a ostentar o que a publicação chama de “antiga arrogância”, já que o valor do império, ainda que rachado, estão na ordem de US$ 85 bilhões. Às vésperas da crise de 2011, o valor de mercado do grupo era de US$ 48 bilhões. A matéria diz ainda que “o valor de seu império de mídia no mercado atesta a facilidade com que seu negócio ignorou o que antes parecia ser uma crise existencial”. Mas o FT afirma que os fatos que decorreram após as denúncias vão mudar a forma com que o império será gerido de agora em diante.

Basicamente, o jornal analisa a crise familiar que envolveu os Murdoch em decorrência da crise. Antes das denúncias, por exemplo, seus filhos eram as apostas mais óbvias para suceder o magnata – o que mudou de três anos pra cá. Uma das filhas se distanciou do pai, enquanto outro filho luta contra os próprios executivos do grupo em relação à sucessão. Apesar disso, as coisas parecem se acalmar – embora Murdoch não tenha se manifestado sobre a recente absolvição de um dos executivos da empresa na acusação de grampos ilegais.

A reportagem do Financial Times conclui afirmando que ainda há risco de que o governo dos Estados Unidos possa, na teoria, agir contra a empresa em decorrência do pagamento de propinas a funcionários públicos, que teriam facilitado os grampos e demais atividades ilegais do império de Murdoch, “embora as autoridades norte-americanas vejam pouco ímpeto para tal acusação”, diz a publicação dos EUA.

Com informações do Financial Times.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. roland

    26 de junho de 2014 2:56 pm

    é igual

    É o pai do Marcelo Tas!

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