10 de junho de 2026

EUA considera acusações de genocídio ‘infundadas’

Após decisão do Tribunal Interacional de Justiça sobre a Faixa de Gaza, porta-voz diz que Israel tinha o direito de tomar medidas
Foto: Corte Internacional de Justiça

Os Estados Unidos afirmam que Israel tinha o “direito” de tomar medidas para evitar que os ataques registrados em 07 de outubro voltassem a se repetir, mesmo após a morte de mais de 26 mil palestinos.

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Segundo o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, os Estados Unidos acreditam que as alegações de genocídio apresentadas contra Israel no Tribunal Internacional de Justiça são “infundadas”.

O manifesto norte-americano acompanhou as declarações de autoridades israelenses, como o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que afirmou que a afirmação de genocídio por parte de Israel contra os palestinos na Faixa de Gaza não só é “falsa”, como é “ultrajante, e a vontade do tribunal de deliberar sobre o assunto é um sinal da desgraça que não será apagada por gerações”.

Já o ministro da Segurança israelense, Yoav Gallant – que, segundo o site Al Mayadeen, chamou os civis em Gaza de “animais humanos” no começo da guerra – afirmou que a África do Sul foi “antissemita”, que a entidade “não precisa de sermões de moralidade” em sua guerra contra Gaza e que irá continuar os ataques na região para “desmantelar” o Hamas.

Tais manifestos foram feitos após a decisão da Corte Internacional de Justiça, em Haia, reconhecer o direito dos palestinos na Faixa de Gaza de serem protegidos de atos de genocídio, ressaltando que a população é protegida pela Convenção do Genocídio.  

Em atendimento ao processo apresentado pela África do Sul, o Tribunal ordenou que Israel tome as medidas necessárias para prevenir atos genocidas em Gaza, garanta que suas forças não cometam genocídio e tomem medidas para melhorar a situação humanitária na região.

Israel tem um mês de prazo para apresentar um relatório detalhando as medidas tomadas para cumprir a decisão judicial, além de implementar medidas para prevenir e punir a incitação direta ao genocídio dentro do contexto de seu confronto na região de Gaza.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    26 de janeiro de 2024 8:31 pm

    Os sionistas disseram nós temos o direito de cometer um genocídio. “SIM vocês tem, porque isso será diplomaticamente útil e economicamente lucrativo para nossos países” disseram os governantes dos EUA, Inglaterra e Alemanha. O cálculo frio e desumano destruiu os freios e contrapesos da racionalidade e legalidade internacionais do pós guerra. A barbárie é a regra e os governantes israelenses são aplaudidos justamente porque eles são o que existe de mais sofisticado e brutal em matéria de barbarismo no trato da questão Palestina.

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