A família Bolsonaro tem usado a Operação da Abin, que nesta segunda (29) chegou ao vereador Carlos Bolsonaro, para movimentar seguidores e aliados em apoio político. Carlos gravou um vídeo, mostrando como a PF deixou a sua casa, Jair Bolsonaro falou logo em “perseguição” e Michelle Bolsonaro chegou a falar em polícia nazista sobre a PF. Até um curso conservador foi aproveitado pela família para ser repercutido nesta segunda.
Logo na manhã desta terça (30), o alvo da Operação de uso da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para fins pessoais e de forma ilegal, Carlos Bolsonaro, gravou um vídeo de sua residência, no Rio: “Cheguei há pouco em casa com muitas coisas reviradas e largadas abertas. Aos poucos reorganizando tudo”, disse.
Carlos entrou para a mira das investigações quando ainda atuava a favor do pai, na eleição de 2018, utilizando Fake News. No atual inquérito, em uma mensagem de 2020, a assessora de Carlos pedia a uma assessora de Alexandre Ramagem, então diretor da Abin, informações sobre o ex-presidente e os filhos.
A casa de Carlos no Rio de Janeiro e em Angra dos Reis, além do seu gabinete na Câmara Municipal e seu escritório político, foram alvos de buscas e apreensões nesta segunda.
Michelle Bolsonaro se concentrou na retórica de “desmentir Fake News”, afirmando que os Bolsonaro não se esconderam ou fugiram da ação da PF e mostrou um vídeo de Jair Bolsonaro, Carlos e Eduardo na casa de Angra dos Reis. Michelle chegou a comparar a PF com a polícia nazista, ao chamar de “Operação da Gestapo de hoje”.
Já o ex-presidente, Jair Bolsonaro, disse que a ação contra Carlos era uma “perseguição implacável”, que tinha como “objetivo esculhachar”. Em ataque ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, disse que “esperavam pegar todos os filhos juntos e fazer um grande evento para a imprensa”.
A família ainda aproveitou, na noite desta segunda (29), para angariar clientes para um curso sobre valores conservadores que a família está lançando.
“Como você deve saber, hoje aconteceu mais um ato de perseguição, através de uma busca e apreensão na casa do presidente Jair Bolsonaro, tendo como alvo o vereador Carlos”, anunciava, em email, a plataforma Ação Conservadora, que lançará o curso.
“Para que essa missão seja bem-sucedida, queremos contar com você para nos ajudar e se mobilizar em sua cidade”, continuou. O curso conservador da família custa R$ 297,90 por pessoa.
Fábio de Oliveira Ribeiro
30 de janeiro de 2024 2:06 pmBolsonaro voltou a desafiar a autoridade da Suprema Corte. Me parece evidente que o relator do caso deverá congelar a conta dele e dos filhos no Facebook, Twitter X, Instagram, YouTube etc… durante o curso das investigações contra Carlos Bolsonaro. Não é lícito o investigado e seus familiares comprometerem o devido processo legal jogando a população contra o Tribunal.
+almeida
30 de janeiro de 2024 11:38 pmÉ importante lembrar que também existe um assunto muito importante na responsabilidade do STF. Refiro-me ao julgamento em 01/02/2024, que trata do destino de milhares de aposentados guardados em suas contribuições previdenciárias, pelo nefasto fator previdenciário. Desculpa Nassif, mas os trabalhadores contribuintes da previdência descontava de seu salário valores que obedeciam a uma espécie de de contrato de direito, que dependendo de quanto mais ganhava, mais era descontado. Todo montante do desconto previdenciário estava determinado a participar da formação das regras que resultaria no valor da aposentadoria. Então surge o trevoso FHC e confisca, através do fator previdenciário, todas as maiores contribuições do nosso histórico de descontos. Retiram do cálculo da aposentadoria nossas maiores contribuições e nota no bolso na marra e na cara de pau e de usurpadores.
Agora pressionam o STF com as estúpidas Fake News de que vai enfraquecer o caixa do sistema. Então cadê nossas contribuições desconsideradas e garfadas na mão grande?
Que espécie de país é este, que às vésperas de um genocídio financeiro contra os contribuintes que tiveram seus contratos e direitos usurpados vergonhosamente e ninguém se manifesta e não dá mínima importância?
O que somos? Invisíveis? Malditos? Peçonhentos?
Escravos que ousam contestar
AMBAR
2 de fevereiro de 2024 6:08 pmEba, depois que vi a foto da famiglia vou me inscrever no curso. Não é todo dia que a máfia abre inscrição. O Carluxo deve ter muita informação naquela cabeça de filtro salus.