13 de junho de 2026

Como a Lava Jato derrubou a construção civil, por Luís Nassif

Um retrato dos impactos da Lava Jato são os dados da construção civil, com redução de 18,5% no número de trabalhadores

Analisando os dados da PNAD (Pesquisa Nacional de Amostra por Domicilio) do IBGE, é possível tirar as seguintes conclusões.

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  1. Comparando o quarto trimestre de 2023 com o quarto de 2022, houve um aumento de 3,2%.

Grande campeã de crescimento, o salário médio na Agricultura aumentou apenas 1,1%, contra 5,8% na Indústria e 5,7% no Comércio e Reparação de Veículos. Houve queda de 1,3% em Transporte, Armazenagem e Correio e de 3,1% na Construção.

2. Quando se calcula no trimestre que se encerra em janeiro de 2024, percebe-se uma melhora gradativa em todos os indicadores. O salário médio total aumentou 3,9%, o da Agricultura 1,8% e o da Indústria em 5,3%.

3. Em relação à quantidade de trabalhadores, houve um aumento de 2% em 12 meses e de 9,5% em 120 meses. A Agricultura teve a maior queda – de 6,9% em 12 meses e de 22% em 120 meses. As maiores altas foram em setores de baixa remuneração, como Alojamento e Alimentação.

4. Um bom retrato dos impactos da Lava Jato se tem comparando os dados da construção civil em 2014 e 2019. Houve uma redução de 18,5% na quantidade de trabalhadores. E de 8,3% no salário médio.

5. Analisando o salário médio por setor, os maiores salários estão em Informação, Comunicação e na Administração Pública. Os menores em Agricultura, Construção e Alojamento.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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1 Comentário
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  1. evandro condé

    19 de março de 2024 11:20 am

    Especificamente sobre BH. Classe C e D estão sendo jogadas cada vez mais para periferia, os próprios operários que constroem oara as classes A e B. Fico na torcida que a “periferia” se baste. Mas as infraestruturas deixam por demais a desejar. Triste ver.
    E aproveitando, o Estadão mostrando como Paris mantém 25% da população de baixa renda em moradias governamentais.

    https://www.estadao.com.br/economia/paris-injeta-bilhoes-euros-moradias-publicas/

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