25 de junho de 2026

Delação aproxima milícia ligada a clã Bolsonaro do assassinato de Marielle Franco

Interesses imobiliários dos milicianos na zona oeste do Rio seria uma das causas do assassinato de Marielle.
Flávio Bolsonaro e Jair Bolsonaro em celebração ao lado dos milicianos Alan, Alex e Valdenice Oliveira - Foto: Reprodução Postagem de 2017 no Instagram

Se o assassinato de Marielle Franco teve como pano de fundo os interesses imobiliários das milícias do Rio de Janeiro na Zona Oeste da cidade, a família Bolsonaro estaria indiretamente envolvida. Além da relação, de conhecimento público, do clã junto às milícias do estado, as milícias que comandavam a Zona Oeste trabalharam com a família do ex-presidente, notadamente com Flávio Bolsonaro.

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Em delação à Polícia Federal, o ex-policial militar Ronnie Lessa teria informado a expansão imobiliária das milícias do Rio como uma das motivações para o assassinato da vereadora Marielle Franco.

Marielle teria entrado em choque com grupos milicianos e interessados no setor imobiliário do Rio, informa coluna de Bela Megale, no Globo, desta quinta-feira (21).

A relação com a família Bolsonaro

Reportagem de 2020 de Luis Nassif mostrava um dos pontos de ligação justamente das milícias da Zona Oeste do Rio de Janeiro com a família Bolsonaro. À época, uma Operação da Polícia Federal (Quarto Elemento) foi deflagrada contra os integrantes.

Entre os envolvidos, os milicianos gêmeos Alan e Alex Rodrigues de Oliveira atuaram como segurança de Flávio Bolsonaro. O gêmeo Alex atuou ativamente em eventos de campanha de Flávio Bolsonaro em 2018.

A irmã deles, Valdenici de Oliveira Meliga, foi tesoureira-geral do PSL no Rio, quando o diretório era presidido por Flávio, e foi lotada no ex-Gabinete de Flavio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Além disso, Nassif recuperou que os principais chefes do grupo de milicianos alvos da Operação Quarto Elemento, movida pelo Grupo de Atuação Especial ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Rio de Janeiro, foram homenageados por Flávio quando ele era deputado estadual.

“A estratégia econômica das milícias, além da venda de proteção e de gás, são investimentos em terraplanagem e moradias populares”, já expunha o jornalista, na reportagem.

Além dos alvos daquela operação, a milícia do Rio tinha como um dos comandantes o ex-agente do Bope Adriano da Nóbrega, com trânsito livre e amigo da família Bolsonaro.

Também é de conhecimento público que a esposa e a mãe de Adriano, por exemplo, foram contratadas pelo gabinete de Flávio Bolsonaro.

Outros das peças principais apontadas na morte de Marielle, no setor político, a família Brazão – Domingos e Chiquinho Brazão – como o GGN narrou aqui, também tinham bom trânsito junto ao clã Bolsonaro e receberam, inclusive, passaporte diplomático do governo do ex-presidente.

Leia mais:

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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1 Comentário
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  1. ALBERTO LUIZ DE AMORIM

    22 de março de 2024 7:11 am

    O ggn expoe fatos e fotos, fico a me perguntar se fosse lula e esse KIT bombastico estivesse
    em poder da direita extremista, LULA nao seria mais o mesmo moralmente ja estaria sepultado e fora da politica. Imaginem os Srs. se NIKOLAS FERREIRA tivesse esse arcabouço a seu favor contra LULA. Concluo que a esquerda perdeu o combate das midias para a direita faz tempos

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