O mercado formal de trabalho brasileiro registrou a abertura de 58.568 vagas em julho, segundo os dados do Novo Caged divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O resultado é fruto de 2.262.888 admissões e 2.204.320 desligamentos no mês.
Com o saldo positivo, o estoque de vínculos formais chegou a 48.082.866 empregos no país. No acumulado de janeiro a julho, foram criados 972.203 postos com carteira assinada, uma expansão de 2,06% em relação ao estoque registrado no início do ano. Considerando os 12 meses encerrados em julho, o saldo é de 880.717 empregos formais, com crescimento de 1,87%.
Em julho, quatro dos cinco grandes grupamentos econômicos registraram saldo positivo. Serviços liderou a criação de vagas, com 24.098 novos postos. Dentro do setor, o destaque foi para Transporte, Armazenagem e Correio, responsável por 15.222 empregos.
A Construção abriu 12.691 vagas, seguida pela Agropecuária, com 12.523, e pela Indústria, com 11.315. O Comércio foi o único segmento a apresentar saldo negativo, com fechamento líquido de 2.056 postos no mês.
A dinâmica se mantém no acumulado de 2026. De janeiro a julho, Serviços gerou 591.519 empregos formais, crescimento de 2,58%. Dentro do segmento, as atividades de informação, comunicação e os serviços financeiros, imobiliários, profissionais e administrativos responderam por 211.823 novas vagas.
A Construção abriu 180.449 postos no período, com crescimento de 6,12%. Obras de infraestrutura foi o principal destaque, com 71.711 empregos. A Indústria acumulou 154.052 novas vagas, alta de 1,7%, enquanto a Agropecuária registrou 54.106 postos.
Mais uma vez, o Comércio destoou do resultado geral: o setor acumulou saldo negativo de 7.896 vagas entre janeiro e julho, uma redução de 0,08%.
O desempenho regional também revela concentração na geração de empregos. São Paulo liderou o saldo acumulado no ano, com 267.107 novas vagas, seguido por Minas Gerais, com 113.981, e Paraná, com 68.243.
Em termos proporcionais, porém, os maiores crescimentos ocorreram no Amapá, com alta de 4,79%, Mato Grosso, com 3,96%, e Piauí, com 3,74%.
Jovens concentram novas vagas e salário de admissão avança
O resultado por faixa etária indica que a expansão líquida do emprego formal no mês foi fortemente concentrada entre os trabalhadores mais jovens: o perfil dos trabalhadores contratados em julho também chama atenção. Pessoas de até 24 anos registraram saldo positivo de 89.425 postos. Em contrapartida, trabalhadores com mais de 25 anos tiveram saldo negativo de 30.857 vagas.
Por escolaridade, o maior saldo foi registrado entre pessoas com ensino médio completo, com 50.675 vagas, seguido pelo ensino médio incompleto, com 12.027.
No recorte por raça, trabalhadores pardos tiveram saldo positivo de 64.881 postos, enquanto trabalhadores pretos registraram 10.694, amarelos, 481, e indígenas, 63. Entre os trabalhadores brancos, houve saldo negativo de 7.216 vagas.
Por gênero, os homens responderam por 38.085 novas vagas, enquanto as mulheres registraram saldo positivo de 20.483 postos.
O salário médio real de admissão também apresentou alta. Em julho, ficou em R$ 2.419,23, avanço de 0,6% sobre os R$ 2.404,10 registrados em junho. Na comparação com julho de 2025, o aumento foi de R$ 48,38, equivalente a 2,04%.
A diferença entre os tipos de contratação, porém, permanece significativa. Entre os trabalhadores considerados típicos, o salário médio real de admissão chegou a R$ 2.456,27, enquanto entre os não típicos ficou em R$ 2.142,12 — 11,5% abaixo da média geral.
Segundo o MTE, 95,1% dos postos gerados em julho foram classificados como típicos. Os demais 4,9% foram considerados não típicos, com predominância de trabalhadores intermitentes, que tiveram saldo positivo de 4.344 vagas, e pessoas físicas registradas no Cadastro de Atividades Econômicas (CAEPF), com 1.911 postos.
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