4 de outubro de 2026

Após ação de Moraes, Fachin determina que Mendonça libere em 24 horas documentos do caso Master

Presidente do STF acolheu pedido da PGR, que criticou divulgação parcial dos autos e alertou para uma “ideia equivocada de transparência”
Foto: Fellipe Sampaio/STF

Edson Fachin determinou que André Mendonça libere em 24h documentos do caso Master e Operação Compliance Zero.
PGR criticou liberação parcial dos autos, pedindo acesso integral para garantir transparência nas investigações.
Ministros Moraes e Zanin solicitaram acesso a documentos e mídias antes da sessão do STF sobre o caso Master.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou nesta sexta-feira (11) que o ministro André Mendonça libere, no prazo de 24 horas, os documentos relacionados ao caso Master e à Operação Compliance Zero. A decisão atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que defendeu o levantamento do sigilo dos autos e criticou a divulgação apenas parcial dos procedimentos.

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Na decisão, Fachin determinou que Mendonça encaminhe à Presidência e aos gabinetes dos demais ministros do Supremo todos os procedimentos contidos ou relacionados à Petição 15.556 e à Operação Compliance Zero. O presidente da Corte também determinou o levantamento do sigilo dos processos. A exceção fica restrita a diligências que ainda estejam em andamento ou que ainda serão realizadas e cuja divulgação possa comprometer a efetividade das investigações.

A Petição 15.556 reúne documentos e apurações relacionados à Operação Compliance Zero e ao caso Master. A decisão de Fachin ocorre após Mendonça ter retirado parte do sigilo dos autos na quinta-feira (10), mas mantido sob segredo outras frentes da investigação.

PGR critica liberação parcial

Ao solicitar a retirada do sigilo, a PGR afirmou que a divulgação incompleta dos documentos poderia transmitir uma “ideia equivocada de transparência”. Segundo o órgão, a relação de documentos disponibilizada por Mendonça não contemplava uma parcela significativa dos procedimentos vinculados à investigação mais ampla da Polícia Federal sobre a Operação Compliance Zero.

A manifestação foi apresentada ao presidente do STF pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também atuará no caso.

Para a PGR, a ausência de parte dos procedimentos poderia comprometer o entendimento sobre a extensão das investigações. O órgão afirmou que a divulgação seletiva dos autos, ainda que eventualmente decorrente de razões administrativas, poderia esvaziar o sentido da transparência pretendida.

Moraes e Zanin também pediram acesso

A decisão de Fachin foi tomada após outros dois ministros do STF apresentarem pedidos relacionados ao acesso aos documentos do caso Master.

Alexandre de Moraes defendeu o levantamento integral do sigilo dos procedimentos e criticou a retirada considerada por ele como seletiva. Segundo o ministro, 180 documentos e arquivos digitais não foram incluídos no material disponibilizado aos integrantes da Corte. Para Moraes, a ausência desses documentos dificulta uma análise completa dos fatos investigados.

Cristiano Zanin, por sua vez, solicitou acesso a uma mídia específica relacionada ao caso. O ministro afirmou que o material é necessário para a análise de requerimentos apresentados pela PGR que serão discutidos pelo Supremo na próxima semana. Segundo Zanin, a mídia estaria abrangida tanto pela decisão de compartilhamento dos autos quanto pelo levantamento do sigilo determinado por Mendonça.

Os pedidos de Moraes e Zanin foram apresentados às vésperas da sessão marcada para terça-feira (15), quando o STF deverá analisar petições relacionadas às investigações do caso Master.

Divergências dentro do STF

A determinação de Fachin amplia a tensão em torno da condução do caso Master no Supremo. Mendonça havia liberado na quinta-feira documentos referentes às principais apurações envolvendo o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, mas manteve sob sigilo outras frentes investigativas.

Entre os procedimentos que permaneceram restritos estão apurações envolvendo o senador Jaques Wagner (PT-BA) e investigações relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O filme também levou a Polícia Federal a investigar conversas entre Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A manutenção do sigilo sobre parte dos autos provocou manifestações de integrantes do STF, da PGR e da própria estrutura de investigação.

A disputa tornou públicas divergências entre ministros da Corte e órgãos responsáveis pela condução das apurações. Com a decisão desta sexta-feira, Fachin determinou que o acesso aos procedimentos seja ampliado para os integrantes do Supremo, preservando apenas informações cuja divulgação possa prejudicar diligências investigativas em andamento ou ainda não realizadas.

*Com informações do g1.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

4 Comentários
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  1. ed.

    11 de setembro de 2026 5:17 pm

    Sim, legalizou os vazamentos seletivos ilegais.
    A grande pergunta é:
    Por que para Frachin, Mendonça e a míRdia corporativa, as impropriedades (até o momento, legais) de Alexandre de Moraes cujo ambito afeta eminentemente ele mesmo é mais importante do que as impropriedades, IRREGULARIDADES e ILEGALIDADES de Mendonça que afetam a instigação de BILHÕES, a proteção de dezenas de evidenciados bandidos diretamente envolvidos, a depreciação de instituições do sistema de Justiça (PF, PGR e STF) e a interferência significativa nas eleições? (quanto mais Flavio é evidenciado bandido, mais seu eleitorado sobe!).
    Moraes: suas atitudes, na pior das hipóteses, afetam ele mesmo.
    Mendonça: suas atitudes já afetam o BRASIL!

  2. ed.

    11 de setembro de 2026 5:38 pm

    Aliás, como o relevante tempo eleitoral está correndo, Frachin não precisa dar 24h ou qualquer outro prazo para Mendonça parar de enrolar, proteger/pescar e tumultuar: Como já fez com Moraes, basta ELE MESMO ASSUMIR a relatoria do INSS e MASTER e ele mesmo decretar a abertura TOTAL e IMEDIATA do sigilo. Precisa ver se seu colega Mendonça vai “deixar”, né?
    Desde que o bozogélico assumiu a relatoria, HÁ ~6 MESES, ele não andou nada do seu lado bilionário, protegendo seus “afetos”. Se dignou apenas a pescar desafetos, municiando a míRdia de vazamentos seletivos ilegais, tumultuando as instituições e e interferindo nas eleições decisivas para o futuro da nação.
    As impropriedades de Moraes, fora um contrato pouco moral, mas legal, estão ainda no terreno das ilações.
    Já as impropriedades, irregularidades e ilegalidades de Mendonça são FATOS públicos interferindo nos maiores escândalos da História do país em suas áreas.
    Cada hora que Mendonça fica nesta relatoria, o Brasil sangra mais.

  3. Jose

    12 de setembro de 2026 4:06 am

    Como eh posssivel que um caso desse em que 99.9999% dos envolvidos são bolsonaristas, inclusive Mendonça eh suspeito, e mesmo assim o processo continua nas mãos de Mendonça após ficar provado que ele comete ilegalidades processuais o tempo todo e age pra favorecer o Tariflavio
    ????!?

  4. Fábio de Oliveira Ribeiro

    12 de setembro de 2026 8:36 am

    Se existem algumas lições que podem tiradas da crise do STF elas são as seguintes:
    1- um único juiz bolsonarista conseguiu implodir a Suprema Corte, impossivel dizer o que acontecerá quando vários outros forem nomeados;
    2- um presidente da Suprema Corte tímido, gentil e fraco não salvará a Justiça nem a Constituição democrática;
    3- o devido processo legal é uma ficção se não for preservado com chicotadas dolorosas no lombo de um juiz fascista;
    4- não existe Inteligência Artificial jurídica capaz de superar a indigência do fanatismo religioso de um juiz;
    5- a Suprema Corte nunca conseguiu salvar a democracia, mas pode agora arruina-la de vez ao destruir sua própria credibilidade;
    6- quando um juiz bolsonarista mete o pau na bunda da Deusa Concórdia é preciso invocar Hades para restaurar a ordem no cabaré judicial em chamas;
    7- a vingança de Elon Musk será maligna porque ela vem obscurecida e disfarçada nas entrelinhas de decisões que beneficiam o clã Bolsonaro;
    8- quem pauta a Suprema Corte brasileira de maneira oculta é Donald J. Trump;
    9- um juiz deu início ao segundo turno de 08 de janeiro de 2023 e à prorrogação do golpe de Impeachment sem crime de responsabilidade de 2016;
    10- o povo brasileiro não cabe no plenário da Suprema Corte nem influenciará as decisões que tem sido tomadas nos últimos dias do regime democrático;
    11- quando o medo que o juiz tem de jornalistas e/ou o desejo de inspirar reações midiáticas entram nos cálculos decisórios, a Justiça já saiu morta pela janelinha do banheiro do Tribunal;
    12- o último juiz a sair do STF apagará a luz da democracia e fará o Brasil entrar no túnel medonho da ditadura;
    13- esse é o número do PT e de Lula e por isso não pode ser o último item dessa lista;
    14- no Brasil tem juiz que usa terno de 500 mil reais para atuar como o carcereiro de luxo encarregado de aprisionar o país no quintal dos EUA.

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