O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou nesta sexta-feira (11) que o ministro André Mendonça libere, no prazo de 24 horas, os documentos relacionados ao caso Master e à Operação Compliance Zero. A decisão atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que defendeu o levantamento do sigilo dos autos e criticou a divulgação apenas parcial dos procedimentos.
Na decisão, Fachin determinou que Mendonça encaminhe à Presidência e aos gabinetes dos demais ministros do Supremo todos os procedimentos contidos ou relacionados à Petição 15.556 e à Operação Compliance Zero. O presidente da Corte também determinou o levantamento do sigilo dos processos. A exceção fica restrita a diligências que ainda estejam em andamento ou que ainda serão realizadas e cuja divulgação possa comprometer a efetividade das investigações.
A Petição 15.556 reúne documentos e apurações relacionados à Operação Compliance Zero e ao caso Master. A decisão de Fachin ocorre após Mendonça ter retirado parte do sigilo dos autos na quinta-feira (10), mas mantido sob segredo outras frentes da investigação.
PGR critica liberação parcial
Ao solicitar a retirada do sigilo, a PGR afirmou que a divulgação incompleta dos documentos poderia transmitir uma “ideia equivocada de transparência”. Segundo o órgão, a relação de documentos disponibilizada por Mendonça não contemplava uma parcela significativa dos procedimentos vinculados à investigação mais ampla da Polícia Federal sobre a Operação Compliance Zero.
A manifestação foi apresentada ao presidente do STF pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também atuará no caso.
Para a PGR, a ausência de parte dos procedimentos poderia comprometer o entendimento sobre a extensão das investigações. O órgão afirmou que a divulgação seletiva dos autos, ainda que eventualmente decorrente de razões administrativas, poderia esvaziar o sentido da transparência pretendida.
Moraes e Zanin também pediram acesso
A decisão de Fachin foi tomada após outros dois ministros do STF apresentarem pedidos relacionados ao acesso aos documentos do caso Master.
Alexandre de Moraes defendeu o levantamento integral do sigilo dos procedimentos e criticou a retirada considerada por ele como seletiva. Segundo o ministro, 180 documentos e arquivos digitais não foram incluídos no material disponibilizado aos integrantes da Corte. Para Moraes, a ausência desses documentos dificulta uma análise completa dos fatos investigados.
Cristiano Zanin, por sua vez, solicitou acesso a uma mídia específica relacionada ao caso. O ministro afirmou que o material é necessário para a análise de requerimentos apresentados pela PGR que serão discutidos pelo Supremo na próxima semana. Segundo Zanin, a mídia estaria abrangida tanto pela decisão de compartilhamento dos autos quanto pelo levantamento do sigilo determinado por Mendonça.
Os pedidos de Moraes e Zanin foram apresentados às vésperas da sessão marcada para terça-feira (15), quando o STF deverá analisar petições relacionadas às investigações do caso Master.
Divergências dentro do STF
A determinação de Fachin amplia a tensão em torno da condução do caso Master no Supremo. Mendonça havia liberado na quinta-feira documentos referentes às principais apurações envolvendo o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, mas manteve sob sigilo outras frentes investigativas.
Entre os procedimentos que permaneceram restritos estão apurações envolvendo o senador Jaques Wagner (PT-BA) e investigações relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O filme também levou a Polícia Federal a investigar conversas entre Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A manutenção do sigilo sobre parte dos autos provocou manifestações de integrantes do STF, da PGR e da própria estrutura de investigação.
A disputa tornou públicas divergências entre ministros da Corte e órgãos responsáveis pela condução das apurações. Com a decisão desta sexta-feira, Fachin determinou que o acesso aos procedimentos seja ampliado para os integrantes do Supremo, preservando apenas informações cuja divulgação possa prejudicar diligências investigativas em andamento ou ainda não realizadas.
*Com informações do g1.
LEIA TAMBÉM:
ed.
11 de setembro de 2026 5:17 pmSim, legalizou os vazamentos seletivos ilegais.
A grande pergunta é:
Por que para Frachin, Mendonça e a míRdia corporativa, as impropriedades (até o momento, legais) de Alexandre de Moraes cujo ambito afeta eminentemente ele mesmo é mais importante do que as impropriedades, IRREGULARIDADES e ILEGALIDADES de Mendonça que afetam a instigação de BILHÕES, a proteção de dezenas de evidenciados bandidos diretamente envolvidos, a depreciação de instituições do sistema de Justiça (PF, PGR e STF) e a interferência significativa nas eleições? (quanto mais Flavio é evidenciado bandido, mais seu eleitorado sobe!).
Moraes: suas atitudes, na pior das hipóteses, afetam ele mesmo.
Mendonça: suas atitudes já afetam o BRASIL!
ed.
11 de setembro de 2026 5:38 pmAliás, como o relevante tempo eleitoral está correndo, Frachin não precisa dar 24h ou qualquer outro prazo para Mendonça parar de enrolar, proteger/pescar e tumultuar: Como já fez com Moraes, basta ELE MESMO ASSUMIR a relatoria do INSS e MASTER e ele mesmo decretar a abertura TOTAL e IMEDIATA do sigilo. Precisa ver se seu colega Mendonça vai “deixar”, né?
Desde que o bozogélico assumiu a relatoria, HÁ ~6 MESES, ele não andou nada do seu lado bilionário, protegendo seus “afetos”. Se dignou apenas a pescar desafetos, municiando a míRdia de vazamentos seletivos ilegais, tumultuando as instituições e e interferindo nas eleições decisivas para o futuro da nação.
As impropriedades de Moraes, fora um contrato pouco moral, mas legal, estão ainda no terreno das ilações.
Já as impropriedades, irregularidades e ilegalidades de Mendonça são FATOS públicos interferindo nos maiores escândalos da História do país em suas áreas.
Cada hora que Mendonça fica nesta relatoria, o Brasil sangra mais.
Jose
12 de setembro de 2026 4:06 amComo eh posssivel que um caso desse em que 99.9999% dos envolvidos são bolsonaristas, inclusive Mendonça eh suspeito, e mesmo assim o processo continua nas mãos de Mendonça após ficar provado que ele comete ilegalidades processuais o tempo todo e age pra favorecer o Tariflavio
????!?
Fábio de Oliveira Ribeiro
12 de setembro de 2026 8:36 amSe existem algumas lições que podem tiradas da crise do STF elas são as seguintes:
1- um único juiz bolsonarista conseguiu implodir a Suprema Corte, impossivel dizer o que acontecerá quando vários outros forem nomeados;
2- um presidente da Suprema Corte tímido, gentil e fraco não salvará a Justiça nem a Constituição democrática;
3- o devido processo legal é uma ficção se não for preservado com chicotadas dolorosas no lombo de um juiz fascista;
4- não existe Inteligência Artificial jurídica capaz de superar a indigência do fanatismo religioso de um juiz;
5- a Suprema Corte nunca conseguiu salvar a democracia, mas pode agora arruina-la de vez ao destruir sua própria credibilidade;
6- quando um juiz bolsonarista mete o pau na bunda da Deusa Concórdia é preciso invocar Hades para restaurar a ordem no cabaré judicial em chamas;
7- a vingança de Elon Musk será maligna porque ela vem obscurecida e disfarçada nas entrelinhas de decisões que beneficiam o clã Bolsonaro;
8- quem pauta a Suprema Corte brasileira de maneira oculta é Donald J. Trump;
9- um juiz deu início ao segundo turno de 08 de janeiro de 2023 e à prorrogação do golpe de Impeachment sem crime de responsabilidade de 2016;
10- o povo brasileiro não cabe no plenário da Suprema Corte nem influenciará as decisões que tem sido tomadas nos últimos dias do regime democrático;
11- quando o medo que o juiz tem de jornalistas e/ou o desejo de inspirar reações midiáticas entram nos cálculos decisórios, a Justiça já saiu morta pela janelinha do banheiro do Tribunal;
12- o último juiz a sair do STF apagará a luz da democracia e fará o Brasil entrar no túnel medonho da ditadura;
13- esse é o número do PT e de Lula e por isso não pode ser o último item dessa lista;
14- no Brasil tem juiz que usa terno de 500 mil reais para atuar como o carcereiro de luxo encarregado de aprisionar o país no quintal dos EUA.