11 de setembro de 2026

Após ação de Moraes, Fachin determina que Mendonça libere em 24 horas documentos do caso Master

Presidente do STF acolheu pedido da PGR, que criticou divulgação parcial dos autos e alertou para uma “ideia equivocada de transparência”
Foto: Fellipe Sampaio/STF

Edson Fachin determinou que André Mendonça libere em 24h documentos do caso Master e Operação Compliance Zero.
PGR criticou liberação parcial dos autos, pedindo acesso integral para garantir transparência nas investigações.
Ministros Moraes e Zanin solicitaram acesso a documentos e mídias antes da sessão do STF sobre o caso Master.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou nesta sexta-feira (11) que o ministro André Mendonça libere, no prazo de 24 horas, os documentos relacionados ao caso Master e à Operação Compliance Zero. A decisão atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que defendeu o levantamento do sigilo dos autos e criticou a divulgação apenas parcial dos procedimentos.

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Na decisão, Fachin determinou que Mendonça encaminhe à Presidência e aos gabinetes dos demais ministros do Supremo todos os procedimentos contidos ou relacionados à Petição 15.556 e à Operação Compliance Zero. O presidente da Corte também determinou o levantamento do sigilo dos processos. A exceção fica restrita a diligências que ainda estejam em andamento ou que ainda serão realizadas e cuja divulgação possa comprometer a efetividade das investigações.

A Petição 15.556 reúne documentos e apurações relacionados à Operação Compliance Zero e ao caso Master. A decisão de Fachin ocorre após Mendonça ter retirado parte do sigilo dos autos na quinta-feira (10), mas mantido sob segredo outras frentes da investigação.

PGR critica liberação parcial

Ao solicitar a retirada do sigilo, a PGR afirmou que a divulgação incompleta dos documentos poderia transmitir uma “ideia equivocada de transparência”. Segundo o órgão, a relação de documentos disponibilizada por Mendonça não contemplava uma parcela significativa dos procedimentos vinculados à investigação mais ampla da Polícia Federal sobre a Operação Compliance Zero.

A manifestação foi apresentada ao presidente do STF pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também atuará no caso.

Para a PGR, a ausência de parte dos procedimentos poderia comprometer o entendimento sobre a extensão das investigações. O órgão afirmou que a divulgação seletiva dos autos, ainda que eventualmente decorrente de razões administrativas, poderia esvaziar o sentido da transparência pretendida.

Moraes e Zanin também pediram acesso

A decisão de Fachin foi tomada após outros dois ministros do STF apresentarem pedidos relacionados ao acesso aos documentos do caso Master.

Alexandre de Moraes defendeu o levantamento integral do sigilo dos procedimentos e criticou a retirada considerada por ele como seletiva. Segundo o ministro, 180 documentos e arquivos digitais não foram incluídos no material disponibilizado aos integrantes da Corte. Para Moraes, a ausência desses documentos dificulta uma análise completa dos fatos investigados.

Cristiano Zanin, por sua vez, solicitou acesso a uma mídia específica relacionada ao caso. O ministro afirmou que o material é necessário para a análise de requerimentos apresentados pela PGR que serão discutidos pelo Supremo na próxima semana. Segundo Zanin, a mídia estaria abrangida tanto pela decisão de compartilhamento dos autos quanto pelo levantamento do sigilo determinado por Mendonça.

Os pedidos de Moraes e Zanin foram apresentados às vésperas da sessão marcada para terça-feira (15), quando o STF deverá analisar petições relacionadas às investigações do caso Master.

Divergências dentro do STF

A determinação de Fachin amplia a tensão em torno da condução do caso Master no Supremo. Mendonça havia liberado na quinta-feira documentos referentes às principais apurações envolvendo o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, mas manteve sob sigilo outras frentes investigativas.

Entre os procedimentos que permaneceram restritos estão apurações envolvendo o senador Jaques Wagner (PT-BA) e investigações relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O filme também levou a Polícia Federal a investigar conversas entre Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A manutenção do sigilo sobre parte dos autos provocou manifestações de integrantes do STF, da PGR e da própria estrutura de investigação.

A disputa tornou públicas divergências entre ministros da Corte e órgãos responsáveis pela condução das apurações. Com a decisão desta sexta-feira, Fachin determinou que o acesso aos procedimentos seja ampliado para os integrantes do Supremo, preservando apenas informações cuja divulgação possa prejudicar diligências investigativas em andamento ou ainda não realizadas.

*Com informações do g1.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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