5 de junho de 2026

Em resposta a Moraes, Bolsonaro diz que tentativa de fuga na embaixada da Hungria é ilógica

Defesa informou que o ex-presidente não tem preocupação com prisão preventiva, o que afasta a hipótese de que estadia foi um pedido de asilo
Bolsonaro na Embaixada da Hungria. Crédito: Reprodução

Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmaram em ofício ser ilógico sugerir que o ex-presidente se hospedou por dois dias na embaixada da Hungria para pedir refúgio político. A defesa negou também que houve uma tentativa de fuga das investigações. 

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A estadia na sede da Hungria em Brasília, onde o ex-presidente estaria fora do alcance das autoridades nacionais, foi justificada a partir da amizade com autoridades daquele país e para tratar temas políticos. 

“[Bolsonaro] sempre manteve interlocução próxima com as autoridades daquele país, tratando de assuntos estratégicos de política internacional de interesse do setor conservador”, informa a defesa.

Os advogados alegaram ainda que o pedido de asilo político é infundado. “Diante da ausência de preocupação com a prisão preventiva, é ilógico sugerir que a visita do peticionário [Bolsonaro] à embaixada de um país estrangeiro fosse um pedido de asilo ou uma tentativa de fuga. A própria imposição das recentes medidas cautelares tornava essa suposição altamente improvável e infundada”, dizem os advogados.

Resposta

A justificativa dos advogados foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que na segunda-feira (25) estipulou prazo de 48 horas para o ex-presidente explicar a estadia na embaixada húngara. 

Logo após a repercussão da denúncia do jornal The New York Times, a defesa de Bolsonaro divulgou uma nota para afirmar que o convite recebido pelo ex-presidente brasileiro seria uma oportunidade de “conversar com inúmeras autoridades do país amigo”. 

“Quaisquer outras interpretações que extrapolem as informações aqui repassadas se constituem em evidente obra ficcional, sem relação com a realidade dos fatos e são, na prática, mais rol de fake news”, informou a defesa. 

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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