Jornal GGN – A bolsa começou a semana apresentando um ritmo consistente de ganhos, com valorização generalizada apurada por praticamente todos os papéis em circulação, mesmo com uma agenda esvaziada de indicadores econômicos.
O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) terminou as operações de segunda-feira em alta de 2,15%, aos 54.273 pontos e com um volume negociado de R$ 7,275 bilhões. Com isso, a bolsa acumula ganho mensal de 5,92%, e a valorização no ano chega a 5,37%.
As operações chegaram a ser influenciadas pelos dados econômicos divulgados na China, mas os agentes aguardam com alguma expectativa a publicação de novas pesquisas eleitorais nos próximos dias, como os dados do Ibope e do Vox Populi. Por conta da agenda esvaziada de índices, um dos pontos de referência do dia foi o detalhamento do Datafolha, que mostrou que a presidente Dilma Rousseff tem 23% das intenções de voto, praticamente empatada com o candidato Aécio Neves (PSDB), com 20%.
No câmbio, o dólar comercial caiu pelo terceiro pregão consecutivo: a moeda norte-americana fechou em queda de 0,83%, negociada a R$ 2,231 na venda. Neste caso, os números foram influenciados pela decisão do Banco Central de estender seu programa de atuações diárias no mercado a partir do próximo dia 1º de julho.
Em comunicado, o órgão informou que decidiu estender o programa de leilões de contratos de swap cambial, que acabaria no fim deste mês, mas não detalhou até quando as intervenções continuarão.
Segundo a autoridade monetária, os leilões cambiais são necessários para fornecer hedge (proteção) contra oscilações bruscas do dólar e liquidez ao mercado de câmbio. Informações como extensão, prazos e montantes das operações, horários e demais características das ofertas, serão repassadas posteriormente, de acordo com a nota do BC.
O programa de intervenções cambiais começou em agosto, quando a autoridade monetária anunciou que leiloaria até US$ 500 milhões por dia, jogando US$ 60 bilhões no mercado de câmbio até dezembro do ano passado. Em janeiro deste ano, o valor das operações de swap foi diminuído para US$ 200 milhões diários, mas o programa acabaria no fim de junho.
Ao mesmo tempo, a autoridade monetária realizou nesta segunda-feira mais um leilão de rolagem dos contratos de swap cambial que vencem em 1º de julho. Foram vendidos 10 mil swaps: 5 mil com vencimento em 4 de maio de 2015 e 5 mil para 1º de julho de 2015. A operação movimentou o equivalente a US$ 494,3 milhões.
O programa de intervenções diárias também foi mantido, com o BC vendendo toda a oferta de 4 mil contratos de swaps: 2 mil com vencimento em 1º de dezembro deste ano e 2 mil para 2 de fevereiro de 2015, que movimentou US$ 199 milhões.
Na agenda macroeconômica de terça-feira, destaque para o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) referente ao primeiro decêndio de junho, o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor, medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), e os números de fluxo de veículos divulgado pela ABCR. No setor externo, o foco fica concentrado com os números de otimismo de pequenos negócios e estoques no atacado nos Estados Unidos, entre outros dados.
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