4 de junho de 2026

Habito a tua carne. Sou um rio, por Romério Rômulo

Te deixo a minha vala de esquecer / e cru, só falo sempre na envolta
Henri Matisse

Habito a tua carne. Sou um rio

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por Romério Rômulo

Irei te ver, amor, irei te ver
com o coração na mão e a voz solta.
Te deixo a minha vala de esquecer
e cru, só falo sempre na envolta

cruz de devaneio amargo
na mão que tenho, te entrego e trago
sem minha luz exata de saber
a dura solidão onde eu amargo.

Serei um puro a mais, se não te ver.

2.

Declarei sempre, pra quem não soubesse:
eu nunca te olhei, que eu não morresse.

Romério Rômulo (poeta prosador) nasceu em Felixlândia, Minas Gerais, e mora em Ouro Preto, onde é professor de Economia Política da UFOP e um dos fundadores do Instituto Cultural Carlos Scliar – Rio de Janeiro RJ.

Romério Rômulo

Romério Rômulo (poeta prosador) nasceu em Felixlândia, Minas Gerais, e mora em Ouro Preto, onde é professor de Economia Política da UFOP e um dos fundadores do Instituto Cultural Carlos Scliar – Rio de Janeiro RJ.

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