23 de junho de 2026

Federico García Lorca: um homem andaluz

Enviado por Mara L. Baraúna

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Federico del Sagrado Corazón de Jesús García Lorca (Fuente Vaqueros, 5 de Junho de 1898 — Granada, 19 de Agosto de 1936) 

Do VIRTUÁLIA – O Manifesto Digital, por Jeocaz Lee-Meddi

Federico García Lorca é, ao lado de Miguel de Cervantes, o escritor espanhol mais conhecido e lido tanto na própria Espanha, como no resto do mundo. Poeta e dramaturgo, de uma obra intensa, marcada por codificações simbólicas: a lua, a morte, a terra, a água, o cavalo, a criança…

Lorca criou um dos mais belos teatros do século XX, introduzindo em suas peças uma linguagem poética singular. Sua insatisfação diante da vida transformava os costumes abordados em sua tragédia. Centro de um grupo de intelectuais que passou para a história como a “Geração de 27”, congregou com os maiores nomes do universo da arte e cultura da Espanha do século passado, entre o solar dos seus amigos estavam: Luís Buñuel, Salvador Dali, Antonio Machado, Manuel Falla e Rafael Alberti.

Federico García Lorca foi um dos primeiros a ser vitimado pela Guerra Civil Espanhola, sendo abatido pelos nacionalistas, grupo liderado pelo general Franco, que uma vez no poder, levaria a Espanha a uma ditadura de quatro décadas. Durante a ditadura franquista, o nome do poeta andaluz foi banido e proibido em todo o país. Numa época de conservadorismo dos costumes católicos na Ibéria, as idéias de Lorca, juntamente com a sua homossexualidade latente, foram decisivas para o seu fuzilamento. Se a conduta de idéias e as assimilações de vida de Lorca bateram no preconceito de uma nação, assassinando o homem, o poeta e o dramaturgo eternizaram o mito. Mesmo calada a sua obra por décadas, ela voltou com os ventos da democracia, formando um grande vendaval que fizeram das palavras dilaceradas à luz da lua, um grito que ecoou por toda a península Ibérica, tornando-se um dos maiores nomes da literatura espanhola.

Tendências Musicais no Universo do Jovem Lorca

Federico García Lorca nasceu em 5 de junho de 1898, em Fuente Vaqueros, povoação próxima a Granada, na Andaluzia. Filho mais velho de quatro irmãos, viveu uma infância que marcaria para sempre a sua vida e, principalmente, a sua obra. Todas as vezes que questionado sobre o que escrevia, Lorca aludia à infância como fonte de inspiração. Sua família enriquecera com o negócio do açúcar, formando um núcleo de pequenos proprietários e funcionários administrativos. É na figura da mãe que o pequeno Federico mais se espelha, apesar da sua tendência para a depressão. É com ela que inicia os seus estudos e aprende as primeiras letras. A infância corre-lhe feliz dentro do seio desta família andaluz, que trazia homens que gostavam da vida boêmia e da música, e mulheres que liam Vitor Hugo como modismo.

O mundo da arte abraçou desde cedo “el niño“ andaluz, que se dedicava horas a tocar piano, numa demonstração clara de vocação para a música. Por algum tempo acreditou que o pai o enviasse para Paris, onde pretendia continuar os estudos musicais, mas com a morte de seu professor de piano, António Segura Mesa, não teve como convencer a família, que queria para o filho uma profissão mais “útil”.
Terminado o sonho de ser músico na adolescência, o jovem Lorca seguiu para Granada, matriculando-se em Direito e Filosofia. Sem aptidão para os cursos, logo deles se desinteressa. Concluiria com dificuldade o curso de Direito. É desta época o seu primeiro sucesso literário “Impressões e Paisagens”. É em Granada que começa a desenvolver o seu círculo intelectual, travando conhecimento com António Machado e Manuel Falla, estreitando com eles uma longa amizade.

Em 1919 Lorca seguiu para Madrid, para concluir o curso de Direito. As conturbações culturais assolavam a Europa, que acabara de viver os duros anos da Primeira Guerra Mundial. Era hora de refazer os escombros que a guerra deixara, inclusive o cultural. Sob os ecos do horror da guerra, tudo parecia finito, os ventos reluziam mudanças, os símbolos tomavam dimensões no jogo social e artístico, refletidos em Freud e Nietzsche, incitando códigos que respingariam na obra que o jovem García Lorca começava a traçar. Nesta época publica o seu primeiro poema na “Antologia de Poesia Espanhola”, e começa o projeto de um livro de poemas. O escritor matava de vez o músico. Os versos usurpavam as notas musicais, e o maior poeta da Espanha do século XX estava pronto

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Pinturas

Leia mais em: 

Blog La casa de Federico García Lorca

Federico García Lorca- biografia e obra

Fundación Federico García Lorca

Patronato Cultural Federico García Lorca, órgão que gerencia o funcionamento do local de nascimento do poeta 

Wikipédia 

Artigos, livros e trabalhos acadêmicos

Ambigüidade trágica e condição materna em García Lorca, por Claudio de Souza Castro Filho

O assassinato de García Lorca e suas repercussões no Brasil, por Luciana Montemezzo

A concepção literária e simbólica encontrada nas Canciones de Federico García Lorca: estudo de caso, de Idalmo Mendes Lara. Dissertação de Mestrado,Universidade Federal de Uberlândia, MG, 2009

Los cuatro hombres de Federico García Lorca, por Juan Luis Tapia

Federico García Lorca: “Ele fez mais dano com a caneta que outros fizeram com a arma” . Direitos fundamentais LGBT, de Carlos Alexandre Neves Lima

Federico García Lorca. Fotos 

Federico García Lorca, poeta do século XX e de sempre, por Basilio Miranda

Federico García Lorca: pequeno poema infinito, por José Mauro Brant e Antonio Gilberto. Coleção Aplauso

García Lorca anunciando a Guerra Civil Espanhola, por Syntia Alves

García Lorca, de autor e diretor a alvo dos fascistas espanhóis, por Luciana Montemezzo

Garcia Lorca: na praça, na política e na alma do brasileiro, por Christiane Marcondes

Garcia Lorca, o músico. Manuel de Falla, o humilde, por Osvaldo Colarusso

Mulher, desejo e morte: dramaturgia e sociedade no inseparável triângulo de García Lorca, por Irlei Margarete Cruz Machado. Dissertação de Mestrado, Universidade Federal de Uberlândia, MG, 2009

A música em García Lorca, por Fred Góes

A noite e o dia de Garcia Lorca, por Pedro Corrêa do Lago 

As Notas Poéticas de Federico Garcia Lorca, por Andréa Santos

Para o estudo de Lorca no Brasil, por Gilberto Mendonça Teles

A possibilidade de representação visual  na obra de Federico García Lorca, por Susana Giraudo

Sobre o poético e o trágico em Yerma, de Federico García Lorca, por Syntia Pereira Alves 

O teatro de García Lorca: a arte que se levanta da vida, por Syntia Pereira Alves. Tese de Doutorado, PUC-SP, 2011

O trágico no teatro de Federico García Lorca,  por Claudio de Souza Castro Filho. Dissertação de Mestrado, UNICAMP, 2007  

A violência do silêncio: a morte de Federico García Lorca, por Syntia Alves 

Filmes:

O Desaparecimento de Garcia Lorca, direção de Marcos Zurinaga

Lorca, el mar deja de moverse, direção de Emilio Ruiz Barrachina

Poucas cinzas, direção de Paul Morrison

Vídeos

Programa Magazine, transmitido na TV espanhola 

Lorquianas 

 

 

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2 Comentários
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  1. Motta Araujo

    6 de junho de 2014 3:01 am

    Belissima narrativa do grande

    Belissima narrativa do grande poeta universal, que tem poemas sobre Nova York, um intelecto adiante de seu tempo historico, precursor de varias liberdades que se tornariam aceitas decadas depois. Parabens à autora.

  2. leandro silva carvalho

    9 de março de 2017 12:23 am

    adorei a página foi um bela enpriencia
    Adorei bastante começou a vir aqui mais vezes

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