4 de junho de 2026

Chefe de inteligência de Israel renuncia após reconhecer responsabilidade no ataque do Hamas de 7 de outubro

General Aharon Haliva é o primeiro funcionário de alto escalão a renunciar em decorrência do ataque do Hamas. “Carregarei para sempre a terrível dor da guerra”, afirmou ele, em carta
Chefe de inteligência de Israel, general Aharon Haliva. | Foto: Divulgação/Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês).

O diretor do serviço de inteligência militar israelense, general Aharon Haliva, pediu demissão do cargo, nesta segunda-feira (22), após reconhecer sua responsabilidade no ataque terrorista sem precedentes do Hamas contra Tel Aviv, em 7 de outubro.

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O general Haliva é o primeiro oficial de alto escalão a renunciar ao cargo pelas falhas de segurança que resultaram no ataque mais mortal da história de Israel. Em 7 de outubro, 1.170 israelenses foram mortos e outros 250 sequestrados pelo grupo paramilitar, segundo levantamento da AFP a partir de dados divulgados pelas autoridades israelenses.

Em coordenação com o comandante do Estado-Maior, solicitou o encerramento de suas funções devido a sua responsabilidade como diretor de inteligência nos eventos de 7 de outubro“, afirmou o Exército israelense em um comunicado. “Foi decidido que o general Aharon Haliva deixará sua posição e vai deixar o Exército após a nomeação de seu sucessor“, acrescenta a nota.

Em sua carta de renúncia, Haliva assumiu que “a divisão de inteligência sob meu comando não esteve à altura da tarefa que nos foi confiada“, escreveu. “Eu carrego aquele dia comigo desde então. Dia após dia, noite após noite. Carregarei para sempre a terrível dor da guerra“, completou.

O ataque do Hamas desencadeou no conflito com Israel, este último criticado pelo comunidade internacional devido ao contra-ataque desproporcional e uso indiscriminado da força que já matou mais de 30 mil palestinos e devastou toda a Faixa de Gaza.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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  1. Rui Ribeiro

    23 de abril de 2024 9:00 am

    Referindo-se à notícia segundo a qual “Diretor de inteligência militar de Israel pede demissão por falha em prever ataque terroristas de 7 de outubro”, um amigo meu disse: “Mentiroso. Ele foi rifado porque o Irã bombardeou o QG do Mossad. O Irã lançou um ataque com drones como disfarce, prá distrair as defesas de Israel. E lançou onze mísseis supersônicos, que atingiram os alvos: as duas bases aéreas em Israel, de onde partiram os aviões que atacaram o Consulado Iraniano da Síria e o Quartel General do Mossad, de onde saíram os assassinos do General Soleimani. Porque o Chefe do Mossad pediu demissão justo agora por uma coisa que aconteceu em outubro?

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