A Voz do Povo é a Voz (Cravos de Portugal)
por Romério Rômulo
Porque de nós, amplíssimo horizonte
vamos varrer a média combinada
na dura revisão de um desponte
Pelo fim já perdido em minha pele
pelo visgo do Senhor, sempre mais bruto
pelos aros do mundo que me abre
Pelo gosto da vida sempre tida
como toda manhã e todo braço
de um olho que abate cada noite
Eu me arranco daqui e sempre leve
vou passar nas estradas desta Minas
onde a pedra me cabe e me abraça
Onde o tempo fulcral, visto da luz
sempre diz ser a vida seca e dura
e que em toda manhã a vida cabe.
Romério Rômulo (poeta prosador) nasceu em Felixlândia, Minas Gerais, e mora em Ouro Preto, onde é professor de Economia Política da UFOP e um dos fundadores do Instituto Cultural Carlos Scliar – Rio de Janeiro RJ.
Deixe um comentário