4 de junho de 2026

Como antecipado pelo GGN, quebra na safra gaúcha pode levar governo a importar grãos

Nesta terça-feira, presidente Lula também destacou necessidade de financiar produção de grãos em outros estados para que preço possa cair
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Entrevista a emissoras de rádio, na Sede da Empresa Brasil de Comunicação, em Brasília. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que o Rio Grande do Sul não ficará sem receber recursos públicos, mas admitiu a possibilidade de importar grãos para compensar as perdas geradas pelas fortes chuvas.

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“Agora com a chuva, eu acho que nós atrasamos de vez a colheita do Rio Grande do Sul. Portanto, se for o caso, para equilibrar a produção, a gente vai ter que importar arroz. A gente vai ter que importar feijão. A gente vai ter que importar feijão para que a gente coloque na mesa do povo brasileiro um preço compatível com aquilo que ele ganha”, adiantou Lula durante o programa “Bom Dia Presidente” transmitido nesta terça-feira.

O posicionamento do presidente confirma aquilo que o Jornal GGN antecipou nesta terça-feira, com a safra de arroz apresentando um quadro problemático uma vez que a colheita do grão estava em andamento.

“O Rio Grande do Sul tem 75% da produção brasileira, e ainda tinha 1,5 milhão de tonelada para colher. A situação está problemática”, destacou o consultor Carlos Cogo, da Cogo Inteligência em Agronegócio.

O consultor destacou que o risco de déficit no abastecimento de arroz em 2024 não pode ser descartado, o que vai afetar a inflação por conta da importância do item na composição da cesta básica e na alimentação da população.

Lavoura de grãos em outras regiões

Ao longo do programa, o presidente Lula também destacou a necessidade de financiar a produção de grãos em outros estados para reduzir o preço do arroz e do feijão para o consumidor final.

“Eu agora estou numa briga para abaixar o preço do feijão e do arroz. Porque está caro e, com essa chuva no Rio Grande do Sul, possivelmente encareça mais. A Bahia precisa plantar arroz, precisamos financiar produção de arroz nos outros estados que não tenham hábito de plantar arroz. Porque, se tem uma coisa que não pode estar caro é o arroz e o feijão. E para quem gosta de carne, um pedacinho de carne”, afirmou.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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  1. Leandro

    8 de maio de 2024 9:28 am

    Esse país é mesmo uma piada. Somente após uma situação de calamidade como essa e de risco de elevação drástica de preços, é que se verifica a má distribuição geográfica (concentração) da producão agropecuária do país, bem como a concentração da produção nacional em determinadas culturas. E no entanto, não se fala o essencial, que esse país nunca fez e fará uma reforma agrária que oriente a produção para prover as necessidades alimentares básicas da população. Agora vão aparecer centenas de produtores rurais fo Sul do país reclamando apoio do governo federal, muitos dos quais somente querem plantar aquilo que acham que vai gerar grande lucro pra eles, aumentam ou diminuem áreas de cultivo (ou simplesmente abandonam a produção de certas culturas) de acordo com o preço das comoddites e ao seu bel-prazer.

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