4 de junho de 2026

Medida provisória viabiliza importação de arroz

Para evitar especulação e manter preço estável, governo federal autoriza a compra de até 1 milhão de tonelada do grão
Foto de Pierre Bamin na Unsplash

O Governo Federal publicou uma medida provisória que autoriza a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) a importar até um milhão de tonelada de arroz beneficiado ou em casca para que os estoques reguladores sejam recompostos.

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A decisão foi tomada por conta das chuvas na região Sul, uma vez que o Rio Grande do Sul responde por mais da metade do arroz produzido no país.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou a adoção de tal medida como forma de equilibrar as perdas registradas na região Sul do país.

“Agora com a chuva, eu acho que nós atrasamos de vez a colheita do Rio Grande do Sul. Portanto, se for o caso, para equilibrar a produção, a gente vai ter que importar arroz. A gente vai ter que importar feijão. A gente vai ter que importar feijão para que a gente coloque na mesa do povo brasileiro um preço compatível com aquilo que ele ganha”, adiantou Lula durante o programa “Bom Dia Presidente” transmitido nesta terça-feira.

Compra via leilão

Segundo o Ministério da Agricultura, a compra será realizada por meio de leilões públicos a preço de mercados, de forma a evitar a especulação financeira e estabilizar o preço do produto. A autorização é limitada ao exercício financeiro de 2024.

“Neste momento, a medida vem para evitar qualquer especulação com o preço do arroz. Também já conversei com os produtores para deixar claro que não é para concorrer com o nosso arroz, até porque os produtores já têm para suprir a demanda nacional, porém, tem dificuldade logística. Com a dificuldade logística para abastecer, vem a especulação”, disse o  ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

Os estoques serão encaminhados para venda em pequenos varejistas das regiões metropolitanas, dispensada a utilização de leilões em bolsas de mercadorias ou licitação pública para venda direta.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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