A deputada federal Amália Barros (PL-MT) morreu na madrugada deste domingo, em decorrência de um câncer no pâncreas. Ela estava internada desde o início do mês.
Vice-presidente do PL Mulher, Amália era bastante próxima à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e foi eleita pelo Mato Grosso em 2022 com mais de 70 mil votos.
Amália nasceu em Mogi Mirim, era formada em jornalismo e perdeu a visão do olho esquerdo aos 20 anos, depois de enfrentar uma intoxicação por toxoplasmose. Para tratar a doença e os desdobramentos, ela teve de fazer 15 cirurgias e, em 2016, foi obrigada a retirar o olho.
Sua atuação política, então, ficou marcada pela luta pelos direitos da pessoa com deficiência. Em 2021 ela lançou o livro “Se Enxerga!: Transforme desafios em grandes oportunidades para você e outras pessoas”, contando sua história.
Também fundou um instituto com seu nome, que mais tarde seria rebatizado de Instituto Nacional da Pessoa com Visão Monocular, para arrecadar recursos para a compra de próteses oculares e lentes esclerais para doação.
A proximidade com os Bolsonaro influenciou ainda a aprovação da Lei. 14.126/2021, que deu as pessoas de visão monocular os mesmos direitos e benefícios previstos para as pessoas com deficiência.
Atuação
Amália fazia parte das comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, dos Direitos da Mulher e da Educação. Mas, nas redes sociais, votou contra a reforma da presidência e afirmou que “mulheres perdem espaço sim, para homens que se sentem mulheres”, em apoio à fala transfóbica do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).
Ela também votou pelo impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e foi co-autora do projeto de anistia para beneficiar “o nosso capitão” Jair Bolsonaro. “Essa anistia não visa beneficiar crimes hediondos, violentos nem de corrupção, mas sim ilícitos cíveis eleitorais ou declarados inelegíveis. Iremos buscar apresenta-lo em caráter de urgência para que possamos levar o projeto direto para o plenário. A direita está viva!”, justificou a deputada no X.
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AMBAR
12 de maio de 2024 2:56 pmUé, o principal não contaram. A parlamentar, malgrado sua visão monocular, que aliás, pode ter prejudicado sua visão de vida, conseguiu deixar algum legado palpável, mesmo tendo como “amiga” a Michele Bolsonaro, que arrancou o olhinho de vidro da deputada em pleno palanque e guardou no bolso. Que deus a tenha e que ela não precise dividir a eternidade com a amiga traira capaz de arrancar-lhe os olhos da cara.
Antonio Luiz Bittencourt
12 de maio de 2024 8:11 pmEssa mulher foi aquela que tirou o olho postiço a pedido da micheque em um palco do pl mulher, né? Putz, serventia caninha. Pelo menos passou, deve estar com almas melhores, assim esperamos.