O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, criticou o que chamou de “coaches do caos”, que surfam na tragédia do Rio Grande do Sul para proliferar Fake News, no intuito de alarmar a situação ainda mais e impossibilitar soluções, em meio a um cenário de guerra que assola o estado. As declarações foram dadas em evento que celebra os 30 anos da Carta Capital, nesta terça (14), transmitido pela TV GGN.
“As pessoas não podem achar que o que é visto como crime seja liberado no mundo digital. A internet não é passaporte para praticar crimes. As pessoas deveriam ter aprendido com as centenas de milhares de mortes que as Fake News levaram durante a pandemia”, afirmou, abrindo o debate.
Em 2024, a CartaCapital completa trinta anos. O GGN transmite o evento que promove um ciclo de debates fundamentais para o futuro do Brasil [confira a transmissão abaixo]. A primeira rodada acontece nesta terça (14/05), em Brasília. Grandes líderes, da política e do setor privado, falam sobre os caminhos para impulsionar a reindustrialização sustentável e fortalecer as exportações brasileiras.
A reconstrução do país, tema principal do evento, contrasta com os desafios enfrentados no Rio Grande do Sul, conforme destacado pelo ministro, pela importância de uma abordagem consciente sobre o cenário de emergência climática.
“O enfrentamento do [desastre no] Rio Grande do Sul nos traz para aquilo que eu acho que é o centro da agenda para um novo projeto no Brasil. Não é apenas sobre reeditar o Plano Marshall, que foi tão importante, mas que hoje é insuficiente diante dos desafios da transição ecológica e das mudanças climáticas.”
De acordo com Padilha, há quatro focos prioritários no primeiro eixo para a reconstrução do país, nos quais o governo se concentra até o final do primeiro semestre do ano: a criação de um novo mercado regulado de carbono; o Programa de Aceleração da Transição Energética (Paten); o projeto de governo que visa o combustível do futuro; e a regulação de bioinsumos, este último ainda tramitando na Câmara dos Deputados.
O segundo eixo elencado por Padilha consiste em “Salvar a Democracia”, em alusão ao 8 de janeiro e os atos que o precederam, que culminaram na depredação da Praça dos Três Poderes.
“Não descansaremos enquanto essas pessoas estiverem devidamente punidas, sem anistia a quem tentou agredir a democracia do Brasil. Não existe projeto no Brasil que não aposte na democracia.”
Outro desafio para salvar a democracia, de acordo com o ministro, visa reconstruir as relações institucionais. “A gente viu um relacionamento tóxico no governo anterior, do presidente da República com o Congresso, com o Judiciário, com a imprensa. É preciso reconstruir as relações institucionais, com todas as dificuldades.”
O terceiro desafio abarca o debate sobre a regulação das redes sociais: “Não existe democracia sem informação sendo difundida de forma correta, livre, tendo responsabilidade com quem recebe e dialoga com essa informação”, defendeu.
Outros pontos destacados pelo ministro Padilha indicam um novo ciclo de crescimento econômico; a recriação de políticas sociais e reposicionar o Brasil no mundo, para que volte a ser respeitado.
“Reconstruir junto com todos, com atores econômicos, com debate público, a possibilidade de o Brasil voltar a ter um ciclo de crescimento econômico que reduza a desigualdade e que seja, do ponto de vista fiscal, responsável, consolidando a saúde das contas públicas.”
Confira o programa ao vivo, pelo link abaixo
Silvio de Barros Pinheiro
14 de maio de 2024 8:13 pmA Internet é um valhacouto de estelionatarios.
Martha Tanizaki
15 de maio de 2024 11:23 pmA volta à normalidade neste país está também dependendo do julgamento do destruidor maior da convivência democrática e civilizada, o ex presidente Jair bolsonaro