A taxa de mortalidade em decorrência da diabetes mellitus e hipertensão arterial sistêmica no Brasil ficou acima da média mundial durante a pandemia de Covid-19, indica um estudo de pesquisadores da Fiocruz publicado na revista PLOS Global Public Health.
Coordenado pelo pesquisador do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), o artigo aponta que em um total de 11.423.288 mortes registradas no país no período avaliado, as taxas de mortalidade permaneceram estáveis até 2019, mas tiveram um aumento acentuado em 2020 e 2021. Houve uma diminuição em 2022, mas ainda assim não como o nível anterior.
De acordo com a pesquisa, o crescimento para diabetes mellitus e hipertensão arterial sistêmica começou nas faixas etárias mais jovens (0-19 e 20-29, respectivamente). No geral, as taxas de mortalidade ajustadas foram, respectivamente, 9% e 24% mais elevadas em 2020 e 2021 em comparação com 2015 a 2019, enquanto em 2022 foram 2% mais baixas.
Em relação às doenças cardiovasculares, a pesquisa mostrou que as taxas tiveram o mesmo padrão das taxas globais – um aumento nos anos de 2020 e 2021 e retorno a níveis mais baixos em 2022. “A pandemia teve um impacto duradouro nas taxas de mortalidade por essas enfermidades e os números analisados enfatizam a necessidade de atenção contínua à gestão e prevenção dessas doenças como parte das estratégias de saúde pública, durante e após a pandemia”, reforçaram os responsáveis pelo artigo.
*Com informações da Fiocruz.
LEIA TAMBÉM:
Deixe um comentário