10 de junho de 2026

Reconstrução do RS terá primeiro “cidades temporárias” e casas de até 53m² em alguns meses, diz Leite

Gestão das cidades provisórias poderão ficar a cargo dos municípios ou de "organizações internacionais", diz jornal
Por meio dos recursos do pix SOS Rio Grande do Sul, serão concedidos R$ 2 mil às famílias afetadas em vulnerabilidade social - Foto: Maurício Tonetto/Secom
Por meio dos recursos do pix SOS Rio Grande do Sul, serão concedidos R$ 2 mil às famílias afetadas em vulnerabilidade social - Foto: Maurício Tonetto/Secom

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, anunciou nesta sexta (17) a criação do Plano Rio Grande para reconstruir o Estado após as cheias de maio, que deixaram mais de 80% dos municípios inundados, e mais de 70 mil desabrigados, além de mais de uma centena de mortos.

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Para colocar o plano na prática, o Estado encaminhou e espera aprovação da Assembleia Legislativa para criar o Fundo Plano Rio Grande, onde concentrará os recursos externos recebidos para ajudar na reconstrução.

Em coletiva de imprensa, Leite comentou que o Plano Rio Grande será executado em fases. Um dos primeiros projetos a ser contratado tão logo as águas recuarem será o Cidades Temporárias, por meio do qual o governo estadual montará cidades provisórias para acolher os desabrigados. As cidades serão feitas em quatro municípios que concentra 70% dos desalojados hoje no Estado: Porto Alegre, Canoas, São Leopoldo e Guaíba.

Segundo a Folha de S. Paulo, as cidades temporárias serão construídas em áreas oferecidas pelos municípios, e serão geridas ou pela própria prefeitura local, ou por “organizações internacionais”. A cidade de Porto Alegre anunciou a contratação da consultoria americana Alvarez & Marsal para ajudar a reconstruir a capital. >>> Leia mais: Como a Alvarez & Marsal, que vai gerir a crise em Porto Alegre, capitaliza com desordens e tragédias naturais

“O plano é montar grandes estruturas, como um galpão, cada um com capacidade para até 1.032 pessoas, com módulos divididos entre casais e solteiros. O modelo leva de 15 a 20 dias para ser montado depois da contratação. Esses espaços terão administração, almoxarifado, brinquedoteca, espaços para animais, cozinha, dormitórios, refeitório, chuveiros e banheiros fora do espaço, entre outros.”

Hoje, os desabrigados no RS encontram-se alojados em locais provisórios e sem muita estrutura, como escolas e universidades, que em breve precisarão retomar suas rotinas. Ainda segundo o anúncio, as famílias em pobreza ou extrema pobreza receberão do governo estadual um vale de R$ 400,00 a título de aluguel social.

Além disso, Leite também anunciou que haverá construção de moradias definitivas dentro do programa Plano Rio Grande. Há pelo menos três modelos de casas em estudos.

CONSTRUÇÃO DE CASAS PERMANENTES

A construção de casas permanentes se dará numa fase futura do plano. O primeiro tipo de moradia em estudo é uma unidade habitacional de até 44 m², que leva 120 dias para ser construída. O governo estima contratar 250 dessas unidades no Vale do Taquari, a partir de 21 de maio.

O segundo modelo habitacional seria uma unidade temporária e transportável de 27 m². A previsão é contratar 500 unidades, sendo que 200 delas seriam entregues em 30 dias. A contratação seria feita sem licitação pelo caráter emergencial.

Por fim, o terceiro modelo analisado é uma unidade habitacional de 53 m², com dois quartos, sala e cozinha conjugadas e banheiro, que levaria 90 dias para ser erguida. A estimativa é contratar 2.500 unidades em até 40 dias.

DEPÓSITO DE R$ 2,5 MIL PARA FAMÍLIAS NA POBREZA OU EXTREMA POBREZA

Por meio do programa Volta por Cima, o governo estadual também anunciou o pagamento de R$ 2,5 mil a cada família em situação de vulnerabilidade (pobreza ou extrema pobreza) já cadastradas no CadÚnico, e que tenham sido afetadas pela enchente. Além disso, serão concedidos R$ 2 mil a cada uma delas, por meio dos valores arrecadados pelo pix SOS Rio Grande do Sul, diz a comunicação do Estado.

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