4 de junho de 2026

Em dia de baixa liquidez, bolsa fecha em queda de 0,76%

Jornal GGN – A bolsa brasileira operou de forma descolada do setor externo e encerrou as operações em queda e com liquidez reduzida, embora o índice tenha se mantido na casa dos 52 mil pontos.

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O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) terminou as operações em queda de 0,76%, aos 52.239 pontos e um volume negociado de R$ 4,514 bilhões. No mês, o índice acumula ganho de 1,19% e, no ano, a valorização chega a 1,42%.

Os destaques de queda ficaram com as ações da Petrobras, da BMF e do setor de bancos. Entre os pontos que influenciaram tal desempenho, estão as declarações do presidente da bolsa, Edemir Pinto, de que os volumes de negociação serão menores neste ano, por conta da Copa do Mundo. No caso dos bancos, os papéis realizaram lucros depois dos ganhos apresentados recentemente, após o adiamento do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) referente ao ajuste da caderneta de poupança devido aos planos econômicos das décadas de 80 e 90.

No Brasil, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou que o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) encerrou o mês de maio em queda de 0,13%, após a alta de 0,78% em abril. Ao mesmo tempo, o Tesouro Nacional anunciou que o governo central apresentou um superávit de R$ 16,596 bilhões em abril, levando o superávit acumulado no primeiro quadrimestre ficou em R$ 29,659 bilhões, equivalente a 1,81% do PIB.

No setor externo, os dados divulgados ajudaram a bolsa dos Estados Unidos a fechar em alta. Na agenda, destaque para o PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano no primeiro trimestre, que recuou a uma taxa anual de 1%, ante uma previsão inicial de 0,6% – a leitura inicial apontava um avanço marginal de 0,1%. Já o número de trabalhadores que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego caiu 27 mil na semana encerrada em 24 de maio, para 300 mil, ante previsão de que iria para 319 mil solicitações.

Quanto ao câmbio, a cotação à vista no balcão fechou em queda de 0,40%, negociado a R$ 2,2240. Segundo informações do serviço Broadcast, da Agência Estado, a operação com a moeda foi pressionada pelos indicadores norte-americanos, ao mesmo tempo em que a guerra entre comprados e vendidos para a formação da taxa Ptax de maio trouxe volatilidade no mercado.

Na agenda macroeconômica de sexta-feira, os destaques no Brasil são o PIB (Produto Interno Bruto) referente ao primeiro trimestre, além do coeficiente dívida/PIB, resultado nominal e primário do mês de abril. No setor externo, o foco está nos Estados Unidos, com a publicação do núcleo PCE, ISM Milwaukee, do índice compras de gerentes de Chicago, confiança da Universidade de Michigan e vendas de imóveis pendentes, além da produção de veículos no Japão.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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