21 de maio de 2026

Países europeus reconhecem Estado palestino; Israel convoca embaixadores

Medida adotada pela Irlanda, Noruega e Espanha aumenta pressão internacional sobre o governo de Benjamin Netanyahu, que avança com sua ofensiva militar em Gaza
ONU via Flickr

Em mais um ato considerado parte da pressão internacional contra Israel, os governos da Irlanda, Noruega e Espanha anunciaram, hoje (22), o reconhecimento do Estado palestino. A ação, que visa um cessar-fogo da guerra na Faixa de Gaza,  deve ser oficializada na próxima terça-feira (28). 

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Esperamos que nosso reconhecimento e nossas razões contribuam para que outros países ocidentais sigam esse caminho, porque quanto mais formos, mais força teremos para impor um cessar-fogo, para conseguir a libertação dos reféns mantidos pelo Hamas e para relançar o processo político que pode levar a um acordo de paz“, afirmou o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, durante discurso na câmara baixa do país.

Segundo o jornalista Jamil Chade, Sánchez indicou ainda que, em conversas com outros líderes europeus, recebeu a informação de que outras nações deverão anunciar posições no mesmo sentido nas próximas semanas, enquanto o governo do israelense Benjamin Netanyahu avança com sua ofensiva militar em Gaza, que já matou mais de 35 mil palestinos. 

Pedimos um cessar-fogo. Mas não é suficiente. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu se faz de surdo e continua castigando a população palestina”, acrescentou o espanhol. “A comunidade internacional tem uma dívida histórica com o povo palestino“, completou.

Já o primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Store, foi o primeiro a fazer o anúncio. Segundo ele, o objetivo é atingir a paz na região e a solução de dois Estados é de “interesse de Israel” também.

Por sua vez, a Irlanda, que é aliada histórica dos Estados Unidos, lembrou da própria história – marcada pela necessidade de um reconhecimento internacional de sua soberania e independência – ao adotar a mesma decisão. 

Uma catástrofe humanitária, inimaginável para a maioria é inaceitável para todos, está se desenrolando em tempo real“, disse o primeiro-ministro irlandês, Simon Harris. “A paz permanente só pode ser garantida com base na vontade livre de um povo livre“, afirmou.

Ainda que a decisão não mude a realidade da guerra em Gaza, a lógica do anúncio é a de relançar a ideia de que a paz no Oriente Médio apenas poderá ocorrer com o estabelecimento de uma solução para a existência de dois Estados”, escreveu Chade. 

Reação

Em retaliação contra a decisão, Israel convocou seus embaixadores na Irlanda e Noruega para “consultas urgentes“, e alertou que “medida semelhante” pode ocorrer contra a Espanha, onde o posto da embaixada de Israel está vago.

Estou enviando uma mensagem clara à Irlanda e à Noruega. Israel não recuará contra aqueles que minam sua soberania e colocam em risco sua segurança“, disse o ministro das Relações Exteriores, Israel Katz.

Israel não vai aceitar isso em silêncio. Haverá outras consequências graves. Se a Espanha concretizar sua intenção de reconhecer um Estado palestino, uma medida semelhante será tomada contra ela”, completou.

Pressão

Vale lembrar que a medida acontece logo após a a procuradoria do Tribunal Penal Internacional (TPI) divulgar um pedido para que os juízes considerem a emissão de um mandado de prisão contra Netanyahu, por crimes de guerra e contra a humanidade em Gaza. A ação foi apoiada pela França.

Além disso, na semana passada, todos os países membros do G7, com exceção dos Estados Unidos, enviaram uma carta a Israel exortando que o país cumpra o direito internacional na guerra contra o Hamas. 

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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