Todos os países membros do G7, com exceção dos Estados Unidos, enviaram uma carta ao Relações Exteriores israelense, Israel Katz, se posicionando contra a invasão militar terrestre em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, e exortando que o país cumpra o direito internacional na guerra contra o Hamas.
Além das nações do G7, entre elas Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Japão e Canadá, outros países apoiadores do grupo como Austrália, Dinamarca, Finlândia, Holanda, Nova Zelândia, Coreia do Sul e Suécia, também assinaram o documento de cinco páginas, datado na última quarta-feira (15), informou a agência de notícias internacional Reuters.
No documento, os países afirmaram que são contra “uma operação militar em grande escala em Rafah” e apelaram ao governo de Benjamin Netanyahu para frear a crise humanitária em Gaza, a partir da abertura de todas as as fronteiras para o fornecimento de ajuda, incluindo a passagem de Rafah com o Egito, rota vital que está sob seu controle.
“De acordo com estimativas da ONU, uma ofensiva militar intensificada afetaria aproximadamente 1,4 milhões de pessoas”, diz a carta, que destaca a necessidade “de medidas específicas, concretas e mensuráveis” para aumentar significativamente o fluxo de ajuda.
“Ao exercer o seu direito de se defender, Israel deve cumprir integralmente o direito internacional, incluindo o direito humanitário internacional”, afirmam os países em outro trecho do documento, em que reiteraram a “indignação” pelo ataque do Hamas em 7 de Outubro.
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