Minha palavra calma de medo
por Romério Rômulo
Quando eu beber da tua mão e me encontrar
no púlpito de tudo e no mais visto
eu, bêbado do mundo, vou saber
Quando eu souber da vida, em tua luz
e não couber na pátina que abre
tantos cuidados com a terra crua
Com a música do tempo em meu ouvido
certo em tamanho, marcado de pavor
ao rebater o surto do segredo
Quando eu souber do sono que abate
-pela visão do ato sempre calmo-
minha palavra calma pelo medo.
Romério Rômulo (poeta prosador) nasceu em Felixlândia, Minas Gerais, e mora em Ouro Preto, onde é professor de Economia Política da UFOP e um dos fundadores do Instituto Cultural Carlos Scliar – Rio de Janeiro RJ.
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