11 de junho de 2026

De benesses parlamentares a uso de Itaipu, as polêmicas do senador Giordano

Fugir de rodízio municipal, gasolina para atravessar o planeta e tentativa de compra de energia paraguaia de Itaipu
Foto: Reprodução/Redes Sociais 2019

O senador Alexandre Giordano (MDB-SP) acumula polêmicas. A mais recente é o pedido de placas oficiais de carros de São Paulo para fugir do rodízio municipal e transitar em faixas preferenciais de ônibus.

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Mas esta é a última e menor polêmica, depois que ele teve gastos de combustíveis pagos pelo Senado capazes de das 5 voltas na Terra e ser protagonista de uma tentativa de compra de energia paraguaia de Itaipu por empresa privada brasileira.

Giordano assumiu cadeira no Senado com a morte do senador Major Olímpio (PSL-SP), em 2021, do qual ele era suplente. No mês passado, ele marcou o noticiário após gastar R$ 145,4 mil da cota parlamentar para supostamente abastecer 25 mil litros de gasolina em São Paulo.

De acordo com reportagem do Metrópoles, a quantia seria suficiente para dar 5 voltas no planeta ou cruzar 45 vezes o Brasil, de Oiapoque ao Chuí.

Ainda, no governo anterior, o ex-PSL declarou ter ligação e influência junto à família Bolsonaro, e esteve envolvido no escândalo paraguaio de negociações na concessão da energia de Itaipu, em 2019.

No episódio, denunciado em publicação de Luis Nassif, no Jornal GGN, uma empresa sairia beneficiada da comercialização do excedente de 300 MW, em comercialização proibida, já que a cota corresponde à Eletrobrás paraguaia.

Na renovação do acordo de Itaipu, a Eletrobrás do país seria substituída pela Léros Energia e Participações SA, empresa brasileira vinculada ao Léros Group. O então suplente pelo PSL e empresário Alexandre Giordano fez a articulação e a intermediação para esse acordo ilegal.

Giordano chegou a participar presencialmente de uma reunião na Ciudad del Leste junto ao advogado José Rodrigues González, que representava o vice-presidente paraguaio Hugo Velázquez, e outro representante do Grupo Léros. Os dois empresários se diziam representar o governo brasileiro de Jair Bolsonaro.

Em agosto de 2019, em entrevista à Piauí, Giordano confirmou ter participado de reuniões, como interessado no negócio, mas que depois desistiu e que não citou o então presidente Jair Bolsonaro e disse que não tinha vínculos com ninguém da família.

Outros envolvidos na polêmica confirmaram que Giordano dizia ter influência junto ao governo de Bolsonaro para conseguir autorização de comércio de energia excedente do Paraguai no Brasil.

Hoje no MDB, Giordano cedeu uma sala em endereço onde tem o registro de uma empresa dele para ser a sede do diretório do PSL de São Paulo.

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Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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2 Comentários
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  1. +almeida

    3 de junho de 2024 7:08 pm

    Acredito que se o Brasil já era um dos países com mais políticos picaretas do planeta, eu imagino que hoje ele já está entre os cinco primeiros, tal é a fartura da multiplicação.
    As denúncias surgem, as investigações não acontecem, as conversões do bem para o mal ganham força e impulso pela facilidade da lei e das casas do executivo, do legislativo e do judiciário.
    Então, envergonhado constato que a ética e a moral brasileira, antes habituais presenças nas casas da política brasileira, estão se tornando virtudes proibidas e indesejáveis nas mesmas.

  2. Blzpatriciatudobemcomvc?

    4 de junho de 2024 10:07 am

    Obg ggn vdd defensores do jornalismo afinal o seu fundador é um legítimo perseguido com selo de qualidade e tudo !!!Obs. Sem mais mas querendo escrever muito mais,vcs não aguentariam o q supostamente eu queria escrever aqui,sem mais um A braço do jotapomto…aqui !!!

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