O prognóstico de um acordo com os representantes do Hamas perdeu força por conta da extrema-direita de Israel, de quem o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu depende para se manter no poder após a saída dos moderados do governo.
Durante reunião do Knesset (assembleia legislativa), o ministro das Finanças Bezalel Smotrich afirmou que o Hamas estava “exigindo a libertação de centenas de assassinos (detidos por Israel) para que os reféns fossem libertados”.
Além disso, Smotrich afirmou que o acordo que estava em negociação com o Hamas era um “suicídio coletivo” que levaria ao assassinato de judeus.
“Quando o Hamas exige o fim da guerra enquanto sobrevive em Gaza, significa que o grupo está se armando, cavando túneis, comprando foguetes e que muitos judeus poderão ser mortos e feitos reféns em outro 07 de outubro”, disse.
Tais comentários surgiram em meio às consequências da demissão de Benny Gantz, líder da centro-direita e antigo chefe do Estado-Maior do Exército, do gabinete de guerra.
Como lembra o jornal britânico The Guardian, Gantz renunciou ao cargo no mesmo fim de semana em que quatro reféns israelenses foram resgatados de Gaza, em operação onde mais de 270 palestinos foram mortos.
A saída de Gantz do governo ainda deixa a coligação de Netanyahu com assentos suficientes no parlamento, mas o deixou ainda mais dependente da extrema-direita – além de Smotrich, o ministro da segurança nacional, Itamar Ben-Gvir, fez sucessivas ameaças de abandono de qualquer acordo de cessar-fogo em troca de reféns.
Frederico Firmo
11 de junho de 2024 9:36 amO governo de Israel já foi sequestrado, agora está na mão de pessoas como Gvir, extremista fanático de direita que sonha com um Israel sozinho na Palestina. Netanhyahu já está quase cumprindo a missão, que é destruir Israel. Israel nunca mais será o mesmo, será fracionado entre os assentados e aquela parcela que vai acordar deste massacre destruida moralmente. Seus meninos e meninas vão voltar da guerra com os traumas de uma guerra e o a pecha de genocida. Nenhum judeu em Israel vai se sentir num refugio seguro. Uma nova diaspora se prepara. Enquanto uma palestina vai enfrentar suas crianças e mulheres mortas e as ruínas do que foi um dia Gaza. Na Cisjordânia os conflitos estao apenas começando.Ou tudo muda radicalmente ou os radicais vão destruir tudo.