4 de junho de 2026

China alerta para adoção do protecionismo em detrimento da competitividade

Enquanto UE discute tarifas adicionais a veículos elétricos, chineses dizem que competitividade é o escudo mais forte para qualquer indústria
Foto de Chevanon Photography via pexels.com

Enquanto a União Europeia discute uma eventual imposição de tarifas adicionais aos veículos elétricos fabricados pela China, os chineses dizem ser aconselhável priorizar a competitividade como escudo mais forte para a manutenção de qualquer indústria.

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“Face à forte concorrência externa, a tentação de tomar medidas que protejam as indústrias locais é sempre forte”, diz editorial publicado pela agência de notícias chinesa Xinhua.

Iniciada em outubro, a investigação da Comissão Europeia contra os veículos elétricos chineses pegou a indústria de surpresa.

Segundo a Xinhua, as grandes indústrias alemãs “acreditam que só podem aumentar sua competitividade em um mercado totalmente competitivo, e não precisam de tais medidas de proteção para defender seu mercado”.

A publicação destaca ainda a parceria firmada entre empresas chinesas e europeias, lembrando que muitas montadoras investem e operam na China, com o mercado chinês evoluindo para ser o maior mercado internacional para diversas empresas.

Efeito reverso do protecionismo

A agência estatal lembra que a própria União Europeia tem sido vítima do protecionismo, citando a Lei de Redução da Inflação (Inflation Reduction Act) adotada pelos Estados Unidos, que tem sido encarada por muitos europeus como “traição” do governo norte-americano.

“À luz disto, a UE deve reconhecer os riscos do protecionismo e, em vez disso, dar prioridade à promoção de um mercado aberto e competitivo”, diz a Xinhua.

“A Europa é um importante e tradicionalmente global centro de produção automóvel, com marcas, talentos e tecnologias avançadas. Em vez de recorrer ao protecionismo, a UE deve permanecer aberta e confiante na criação de um ambiente de concorrência leal para reforçar a sua competitividade industrial”, destaca a agência chinesa.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. José de Almeida Bispo

    10 de junho de 2024 8:41 pm

    Mas, competitividade, só quando somente os POVOS DO MAR têm com que competir, não é mesmo? (Lembrando que, “povos do mar” foi como ficaram conhecidos os montes de bandos de assaltantes europeus, que começaram por assaltar os micênios na Grécia, estes,m por sua vez assaltantes em Creta; e terminaram por uma invasão maciça, em 50 anos determinando o fim da Idade do Bronze, ferindo de morte até a esplendorosa civilização egípcia dos faraós).

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