5 de junho de 2026

Nilton Paz, cantor bom de voz e “Rei das Porradas”

Nilton Paz iniciou sua carreira de intérprete com o pé direito. Em 1939, aos 20 anos, gravou PIROLITO, marchinha de João de Barro e Alberto Ribeiro, PIROLITO, um dos grandes sucessos do carnaval de 1939. Infelizmente, na gravação original, foi omitido o nome de Emilinha Borba, malgrado tenha ela iniciado a gravação e dela participado totalmente em dueto com Nilton Paz…

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Não temos praticamente nada sobre a biografia de Nilton Paz. Sabemos que nasceu em 1919 e que começou a gravar em 1939, fazendo sucesso. A partir daí gravou VOCÊ GOSTA DE MIM, marchinha de Eratóstenes Frazão e Roberto Martins, em parceria com Zilá Fonseca. Continuou a gravar até a década de 1950, viajando então para os Estados Unidos a fim de tentar carreira no cinema.

Nilton Paz, após gravar PIROLITO, ficou de namorico com Emilinha Borba, linda e requestada por muita gente boa, inclusive Orson Welles. Em 1942, quando das tomadas de “It’s All True”, o diretor americano não arredava pé do Cassino da Urca. Ali se apaixonou por Emilinha Borba, apesar de estar mantendo um caso amoroso com Linda Baptista, que nutria grande ciúme de Emilinha e chegou a rasgar-lhe um vestido, minutos antes de uma gravação.

Pois bem: Nilton Paz não gostou nem pouco das missivas apaixonadas que Orson Welles vinha enviando a Emilinha Borba, inclusive convidando-a para ir aos USA e auto denominando-se “Rei do Café”. Apesar do americano ser um homenzarrão de 2 metros de altura, Nilton Paz interpela-o veementemente, dizendo-lhe que se ele era o “Rei do Café”, ele, Nilton, era o Rei das Porradas”… A partir daí, Emilinha ficou em paz. Com NILTON PAZ.

 

Fonte:

https://www.youtube.com/user/lucianohortencio

 http://decadade50.blogspot.com.br/2006/08/vingana-auge-e-declnio-de-uma-estrela_19.html

Luciano Hortencio

Música e literatura fazem parte do meu dia a dia.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

9 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. jns

    25 de maio de 2014 4:44 pm

    É tudo verdade

    Em 1942, logo depois que ele terminar a fotografia do seu segundo filme, The Magnificent Ambersons, mas antes de iniciar a edição, Orson Welles veio fazer um filme no Brasil promovendo a amizade interamericana. 

    [video:http://youtu.be/IevOgR1ftSc%5D

    Em guerra, o governo americano convocou Welles para realizar o dever patriótico, projetado para conduzir os vizinhos ao sul para a esfera de influência do Eixo.

    Welles – que, por várias doenças, era isento do serviço militar e dificilmente poderia se recusar – planejou fazer um filme diligente, misturando ficção e episódios documentais: uma espécie de ensaio sobre os aspectos da cultura sul-americana. 

    Welles caiu de amor pelo Brasil e tateou seu caminho lentamente em direção a uma forma na qual pudesse transmitir o que ele encontrou aqui, decidindo, finalmente, sobre a história do samba como uma chave fundamental para a sociedade.

    A sua abordagem frustrou os seus patrões corporativos da RKO, quando ele retornou a Hollywood.

    Para seu desprazimento, foi precisamente a diversidade racial que ele admirava na cultura brasileira que preocupou e prejudicou o seu projeto, que incluia filmagens que mostravam o que eles chamaram de ‘jigaboos’ (termo ofensivo) misturados e dançando com pessoas brancas no Carnaval e em clubes de samba do Rio. 

    Welles no Brasil e Rita Hayworth, com quem ele era casado.

    A RKO puxou o plugue do projeto e Welles foi deixado com apenas uma câmera, nenhum equipamento de som ,12 mil metros de filme preto-e-branco e US $ 10.000. 

    Na esperança de salvar algo da aventura, Welles seguiu para o norte para o que era então uma pequena vila costeira de Fortaleza, para fazer uma reconstrução documental do evento lendário na história brasileira recente – a viagem de 1.500 milhas de quatro pescadores, em uma jangada, para apresentar queixas ao governo federal instalado no Rio de Janeiro.

    Imagem rara das filmagens de Welles no Rio de Janeiro, provavelmente momentos antes da morte de Jacaré (veja a corda que puxava a jangada), cedida pela Professora Catherine Benamou.

    A viagem tornou os quatro homens heróis nacionais e eles foram recebidos pelo Presidente getúlio Vargas, ditador populista, que atendeu à maioria das demandas dos pescadores.

    Várias tomadas da chegada de Manuel Olímpio Meira, o pescador cearense mais conhecido por Jacaré, ao Rio foram feitas, no dia 19 de maio.

    A reconstituição da chegada da jangada São Pedro devia ser a apoteose do segundo episódio de ‘It’s all true’, chamado por Welles de  ‘Quatro Homens numa Jangada’.

    Quando filmavam a reconstituição da entrada triunfal no porto do Rio de Janeiro, uma manobra infeliz da lancha que rebocava a jangada a teria virado, jogando ao mar agitado os seus quatro tripulantes.

    Três se salvaram e o corpo de Jacaré desapareceu para nunca ser encontrado.

    Nesse mesmo dia, Wells recebeu um telegrama de George Schaefer, chefe da produtora, anunciando-lhe o fim do financiamento de ‘It’s all true’.

    Welles gravou a maioria das cenas que ele precisava, mas nunca teve permissão para editar o seu filme. 

    Após sua morte, o filme foi montado para se tornar algo apresentável, incluindo as cenas do documentário sobre o malfadado projeto brasileiro de Welles e o documentário está agora disponível em DVD.

    Vídeos sobre Welles e seus filmes

    [video:http://youtu.be/7SVwyDQEFss%5D

    [video:http://youtu.be/p5IObJCHxjY%5D

    [video:http://youtu.be/5kjXbQYowXo%5D

    [video:http://youtu.be/uxwfnot7pc%5D

    [video:http://youtu.be/7rYkNDnpllw%5D

    Fonte:  http://www.uv.com.br/  ,  http://www.cracked.com/  ,  http://www.mardecortesbaja.com/

  2. lucianohortencio

    25 de maio de 2014 6:00 pm

    Jangada!

    Amigo JNS!

     

    Estava sentindo sua falta por aqui. A Saga dos jangadeiros cearenses serviu de tema para a linda composição de Hervé Cordovil e Vicente Leporace, interpretada por Silvio Caldas e Hervé Cordovil ao piano, bem como pela excelente Leny Eversong.

    Abração do luciano

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=erdWOYWbfTY%5D

     [video:https://www.youtube.com/watch?v=i0cwaN_HY6Y%5D

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

  3. jns

    25 de maio de 2014 9:44 pm

    É tudo verdade

    LINDA ‘x’ EMILINHA

    a ´fortona’ por ser ‘chegada’ de Getúlio e ‘comer muito’

    contra

    a ‘espertona’ que ‘vendia a si própria e suas músicas com competência”

    Linda Batista - Foto Autografada

     Getúlio Vargas e Linda Batista

    O ano de 1951 marca o início do declínio de uma das maiores e mais famosas cantoras brasileiras de todos os tempos, Linda Batista.Vingança, samba-canção do compositor gaúcho Lupicínio Rodrigues – saído recentemente de três sucessos espetaculares, Nervos de Aço, Esses Moços e Cadeira Vazia, ambas as músicas gravadas por Francisco Alves – gravado por ela, alcança o topo das paradas de sucessos em meados do ano, permanecendo como uma das mais vendidas e executadas por diversos meses, terminando por se constituir no maior sucesso da cantora até então.

    Filha do ventríloquo e humorista Batista Júnior, e irmã mais velha de outra estrela, Dircinha Batista, Linda, alias Florinda Grandina de Oliveira, nasceu em São Paulo aos 14 de junho de 1919, logo se mudando para o Rio de Janeiro, indo morar no bairro do Catete.

    Como sua irmã Dircinha, começara a carreira artística, ainda menina, aos 12 anos, começa a frequentar alguns programas de rádio, acompanhando sua irmã ao violão, instrumento que aprendera a tocar alguns anos atrás com Patrício Teixeira. E foi devido a um atraso de Dircinha que Linda estréia no rádio, mais exatamente na Rádio Cajuti, em 1936, interpretando Malandro, de Claudionor Cruz (1910 – 1995), em programa comandado por Francisco Alves. Sua bela voz,  a boa presença no palco e uma ambição desmedida lhe proporciona continuar na Cajuti por mais algum tempo.

    Sua força no palco era tamanha que, no ano seguinte, 1937, mesmo sem o sucesso esmagador de uma Carmem Miranda, por exemplo, se torna a primeira Rainha do Rádio do Brasil, em um concurso promovido no Iate das Laranjas, um barco carnavalesco atracado na Esplanada do Castelo, título esse que manteve por 11 anos consecutivos. Com 17 anos, casa-se com Paulo Bandeira, detestado por sua família, especialmente pela poderosa Dona Neném, sua mãe, por ser um joão-ninguém, sem emprego definido. Devido à pressão, ela, já grávida, perde o bebê, largando o marido logo depois, antes de um ano de casamento. Linda não era mulher de ter nenhum homem a seguir-lhe os passos.

    Ainda em 1937, grava seu primeiro disco pela Odeon, em dupla com Fernando Alvarez, interpretando as músicas Chimarrão (Djalma Esteves) e Churrasco (Djalma Esteves/Augusto Garcez). Depois de participar do filme Banana da Terra, de Downey e Byington, argumento de Braguinha, roteiro de Mário Lago e com um elenco estelar (Carmem Miranda, Aurora Miranda, Dircinha Batista, Almirante, Aloísio de Oliveira, Bando da Lua, Linda Rodrigues, Carlos Galhardo, Castro Barbosa, Virgínia Lane, a “Vedete do Brasil”, Lauro Borges, Oscarito e uma Emilinha Borba absolutamente linda em seus 14 anos), e permanecer atuando em São Paulo por vários meses, Linda Batista volta para o Rio de Janeiro, sendo imediatamente contratada para o Cassino da Urca, que estava perdendo Carmem Miranda para Hollywood, onde permanece de 1939 a 1945.

    Como consequência, sua vida profissional entra numa roda-viva de sucessos e glamour; em 1940, já contratada pela Victor, grava Passei na Ponte, uma marcha-conga de Ary Barroso, de quem se torna uma de suas principais intérpretes. Em 1941, excursiona, pela primeira vez, à Argentina, enquanto lança dois grandes sucessos, Tudo é Brasil (Vicente Paiva/Sá Roriz) e Batuque no Morro (Russo do Pandeiro/Sá Roriz). Seguem-se vários outros grandes sucessos que colocam a artista nos píncaros da glória.

    Esse foi o período de maior popularidade para a estrela Linda Batista. Íntima do poder, frequenta o Palácio do Catete com a desenvoltura das grandes estrelas, tendo recebido de Getúlio o título de “Patrimônio Nacional”. Mulher da noite, Linda tinha mesa cativa na boate Vogue, a mais badalada da cidade, recepcionando amigos e puxa sacos. Sua garagem parecia uma revendedora de carros, uma vez que a estrela possuía, segundo se especulava, nada menos do que 14 carros, importados, naturalmente.

    Em 1942, no Cassino da Urca, acontece sua famosa briga com Emilinha Borba por causa de Orson Welles, considerado pela crítica internacional como o diretor do melhor filme de todos os tempos, Cidadão Kane.

    Orson Welles e Emilinha Borba

    Welles estava no Brasil filmando o inacabado “It’s All True” (Tudo é Verdade) e não saía do cassino. Linda Batista já era a estrela absoluta do Brasil e do Cassino da Urca, e Emilinha, uma linda mocinha, cuja graciosidade encantava a todos à sua volta. Welles, então, inicia um romance com a estrela, enquanto permanecia no Rio de Janeiro em farras e bebedeiras. Até que coloca os olhos em Emilinha, já com postura de futura estrela. O cineasta não perdoa a pouca idade da cantora, nem o fato de ela namoriscar o cantor Nilton Paz, com quem gravara a marcha Pirulito em 1939 (participando do coro). Começa a assediá-la, prometendo levá-la para Hollywood; também, enviava-lhe bilhetes em que se dizia o “Rei do Café” e outros agrados. Linda, sabedora do que estava acontecendo, e morta de ciúmes, descarregava suas frustrações na mãe da jovem cantora, serviçal no Cassino, humilhando-a sempre que podia.

    Até que um dia, completamente descontrolada, a temperamental estrela cerca Emilinha nos bastidores, dá-lhe algumas porradas e rasga seu melhor vestido com o qual se apresentaria dali a pouco. Já parecia antever que aquela cantora, ainda menina, acabaria por tomar-lhe o reinado e se tornar a nova “Estrela do Brasil”. Reza o folclore que Nilton Paz, incomodado com os bilhetes endereçados a Emilinha, interpela o cineasta de 2 metros de altura, dizendo-lhe que se ele, Orson Welles, era o “Rei do Café”, então, ele, Nilton Paz era o “Rei das Porradas”. Welles, sentindo a barra, teria deixado Emilinha em paz definitivamente… E com Nilton Paz.

    De acordo com Simon Callow, biógrafo de Welles, no segundo volume (de um total de três) da biografia de Welles com ele, todo de branco, de braços dados com Elisete Cardoso e com Ademilde Fonseca), Roberto Meltzer, que acompanhava o diretor em suas aventuras brasileiras, em memorando enviado à RKO, que produzia It’s All True, Linda Batista é descrita como “a maior sambista do mundo”, cantando melhor que Carmen Miranda. Ainda, segundo ele, Linda, já bastante forte à época, “come muito”.

    Já Emilinha é apresentada de forma nada lisonjeira; na visão de Meltzer, ela era uma cantora morena, “que vende a si própria e suas músicas com competência”, seja lá o que isso quer dizer. Deve-se deixar claro que Emilinha, em 1942, estava praticamente em início de sua carreira profissional, Meltzer sendo profético, pois, a competência de Emilinha a levaria ao estrelato cinco ano depois, quando estoura em todo o Brasil com a rumba Escandalosa e com o samba-canção Se queres Saber.

    Desde essa época, então, as duas nunca mais se deram bem. Quando trabalhavam nos mesmos filmes, nem se cumprimentavam. Inclusive, da turma do rádio, uma das poucas artistas a não freqüentar a casa de Linda, fosse para jogar, conquanto, em sua casa se jogava uma barbaridade, fosse para saborear a famosa feijoada preparada por Dona Neném, a poderosa mãe das irmãs Batista, era exatamente Emilinha. Segundo Jorge Goulart, em depoimento a Alcir Lenharo, sabia-se entre os artistas que Linda usava de todo o seu prestígio como estrela absoluta do Cassino da Urca para dificultar a ascensão de Emilinha Borba naquele espaço.

    Outro motivo era que Dircinha Batista, muito amiga de Marlene, ficou muito visada pelas fãs de Emilinha, que a vaiavam constantemente. Quando isso acontecia, quem tomava satisfação era Linda, que, bastante forte e brava, descia o pau nas meninas. A coisa chegou a tal ponto que, certa feita, Emilinha, para não tomar outra surra de Linda, teve que fugir pelos fundos da Rádio Nacional.

    Informações e fotos da Internet

    1. lucianohortencio

      26 de maio de 2014 1:58 pm

      Na briga de Linda e Emilinha…

      QUEM SOU EU PRA SER JUIZ!

       

      Abraços, Dom JNS!

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=5n3768Tk7BU%5D

  4. Jair Fonseca

    26 de maio de 2014 12:46 am

    Orson Welles no Brasil

    Acrescento que o filme de Welles no Brasil desagradou não só a RKO, mas também o Departamento de Estado dos EUA e o Estado Novo brasileiro… Segue o curta A linguagem de Orson Welles, de Rogério Sganzerla, narrado por Grande Otelo, que junto com Herivelto Martins foram grandes companheiros de bebedeira e samba do grande cineasta americano.

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=TWhmxCfUvOI%5D

     

    1. lucianohortencio

      26 de maio de 2014 10:47 am

      Ao Jair!

      Obrigado, amigo Jair. Interessantíssimo!

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=Padsw6WTE6A%5D

  5. Sergio fontoura

    5 de março de 2019 10:49 pm

    Trabalhei
    com Nilton Paz nos anos 70 e ele
    me contava essas historias. Falava sempre de um relacionamento com a cantora Marlene que resultou numa gravidez interrompida.

  6. José Daniel Pessoa Júnior

    12 de outubro de 2019 2:52 pm

    A última menção que encontrei sobre Nilton Figueiredo da Paz (era seu nome completo) é de 1975, em uma publicação da Associação Brasileira de Imprensa, que informava os aniversariantes do mês de outubro. Além disso, ainda nos anos 70, Nilton foi candidato a Deputado Federal pela Arena. Também compôs o “Broco do Dodô Crioulo” para o carnaval de 1970.

  7. Alexandre

    31 de janeiro de 2022 4:51 am

    Olá a todos.
    Sou neto do cantor Nilton Paz e fiquei feliz em ver o respeito de todos ao se referirem ao meu avô. Para completar a menção do José Daniel, ele nasceu no Maranhão, em 12 de outubro de 1919.
    Luciano, eu ficarei muito grato se você me colocar em contato com o Sergio Fontoura para que eu possa reunir mais informações e abrir uma página na Wikipédia.
    Muito obrigado.
    Alexandre
    [email protected]

Recomendados para você

Recomendados