26 de junho de 2026

Reforma tributária é “salto antipatrimonialista”, diz Haddad

Ministro da Fazenda discutiu estratégias para alcançar a sustentabilidade fiscal e disse acreditar na aprovação do texto no Senado
Fernando Haddad, ministro da Fazenda. Foto: Washington Costa/MF

O texto da reforma tributária, aprovado na Câmara dos Deputados, segue para discussão e votação no Senado Federal, e o ministro da Fazenda Fernando Haddad acredita que o texto será aprovado pelos senadores, mesmo que “com um pouco mais dificuldade” no Senado.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

“Nós tivemos um entendimento muito bom na Câmara e penso que vai ser a mesma coisa no Senado, talvez com um pouco mais de dificuldade, mas eu tenho certeza que nós vamos aprovar a reforma tributária”, disse Haddad em evento realizado pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), em São Paulo.

O ministro também discorreu sobre as exceções inclusas no texto – o que, na visão do ministro, acaba prejudicando a reforma tributária por levar a um aumento da alíquota padrão.

“Nós temos três formas de diminuir a alíquota, uma é não ter exceção, a segunda é combater a sonegação e a terceira é aumentar o imposto sobre a renda”, explicou Haddad.

“Você manda um projeto coerente com essas três estratégias. Mas você sabe que o Brasil é um país patrimonialista. Os grupos de interesse se apossam do Estado brasileiro, desde o fim do Império é assim. O papel do poder público é ir blindando o Estado brasileiro, e a reforma tributária é um grande salto antipatrimonialista”, afirmou.

“Não tem bala de prata na economia”

Fernando Haddad também abordou temas como o equilíbrio fiscal, e deixou claro o compromisso que o governo federal fechou para garantir o crescimento econômico, mesmo com as dificuldades vistas nos últimos anos.

“O Brasil, do ponto de vista fiscal, viveu duas pandemias. A pandemia propriamente dita [da covid-19] e a eleição de 2022, que teve calote. Passaram a mão no dinheiro dos governadores e abriram os cofres do Tesouro para distribuir benefícios em época eleitoral. É uma confusão fiscal que nós vamos ter que ter paciência para pôr em ordem”, pontuou.

“Eu não acredito que a expansão fiscal, neste momento, seja boa para o Brasil. Ao contrário, eu penso que se nós fizermos uma contenção desse período de 10 anos, nós temos espaço na política monetária de corte de juros para promover um desenvolvimento sustentável, para o investimento privado aumentar. O objetivo de equilíbrio das contas é o que vai fazer o juro cair e o Brasil crescer”, reforçou Haddad.

“Não tem bala de prata na economia. ‘Se eu fizer isso, dá tudo certo’. Você tem que ter um plano de desenvolvimento associado a isso. E aí vai colher os frutos”, completou.

Leia Também

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Jose Esper

    13 de julho de 2024 11:01 am

    respeito e verdade – ou melhor – sem honra – que pena – o neoliberalismo não tem mais saída

Recomendados para você

Recomendados