Quando se analisam as importações brasileiras, percebe-se que a neoindustrialização sequer começou. Os aumento concentram-se em bens finais e quase nada em bens de capital.
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Houve um aumento de 108,86% nas importações, nos 12 meses acumulados até junho, em relação ao mesmo período do ano passado. As importações da China aumentaram incríveis 763,48%, as dos Estados Unidos 130,05% e do México 105,58%.

Do mesmo modo, Bens de Consumo Duráveis registrou aumento de 19,23%, com grande salto da Argentina (274,74%), do Vietnã (154,57%) e da Espanha (93,82%).

Já Bens de Capital aumentaram apenas 4,69%, com um crescimento do Uruguai mas, mesmo assim, de valor inexpressivo -apenas US$ 25,8 milhões.

Equipamentos de Transporte Industrial aumentaram apenas 7,07%.

A importação de Insumos Industriais Elaborados teve queda de 17,6%.

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Sergio Navas
16 de julho de 2024 8:54 amA recuperação da indústria brasileira, passa por uma maior atenção à indústria de transformação de produtos de baixa tecnologia, muitos dos quais já produzimos no passado e que deixamos de produzir, graças à concentração provocada pelos cartéis formados após as privatizações, em especial do setor Siderúrgico.
José Carvalho
16 de julho de 2024 6:11 pmSempre é melhor exportar que importar; importações se tornam problema quando aquilo que é trazido produz pouca alteração no que é feito no País. Ou seja não dá qualidade ao contexto produtivo do País. O próprio termo “neo” dessa reindustrrialização requer mudar as capacidades da indústria. Essas importações retratam de certa forma o quanto equivocada foi a opção de não dar continuidade à industrialização do Brasil. Indústrias que são como aquelas equipes que ao estar num campeonato, apenas cumprem tabela. Qualquer indústria tem na busca pela evolução uma das principais motivações. Se não houver o desejo de realizar o esforço de superação necessário para construir um caminho para o País, e pra isso tem que ter investimentos, vai prosseguir essa situação de atraso. Sem saber o que quer o País, o papel que tem pra si mesmo, não se consegue construir nada. O foco deve ser ampliado; assim como o País a indústria não pode ficar andando de lado. O problema é a dificuldade de olhar adiante. As soluções não caem do céu.
Vander Resende
17 de julho de 2024 3:05 pm“Já Bens de Capital aumentaram apenas 4,69%,”
Um “apenas” que corresponde a mais de R$ 900 milhões de bens de capital é tão pouco assim?
Entendo que é 1/3 do aumento dos automóveis .
Contudo os mais de R$ 900 milhões de aumento na importação dos bens de capitais (4,69%) são quase 3 vezes os pouco mais de R$ 330 milhões de aumento dos bens de consumos duráveis.
Seria interessante ver os dados em termos históricos de médio prazo.
Talvez expresse melhor a proporcionalidade.
https://jornalggn.com.br/noticia/nas-importacoes-nenhum-sinal-de-recuperacao-da-industria/#:~:text=J%C3%A1%20Bens%20de%20Capital%20aumentaram%20apenas%204%2C69%25%2C
ROGERIO BROSTOLINE
17 de julho de 2024 9:18 pmREALMENTE A INDUSTRIA NACIONAL TEVE QUEDA NA SUA PRODUÇÃO SOU IMPORTADOR DE INSUMOS ELABORADOS PARA A INDUSTRIA DE COSMÉTICOS E ISSO OCORREU