5 de junho de 2026

Argentina de Milei vive aumento da desigualdade e queda nos salários

Coeficiente que mede desigualdade foi o pior desde 2005, enquanto 42% estão na pobreza e salários caíram entre 14% e 22% neste ano
Javier Milei, presidente da Argentina - Foto: Fórum Econômico Mundial/Ciaran McCrickard - via fotospublicas.com

A reforma econômica de Javier Milei já gera duros impactos na Argentina, ampliando a desigualdade social de um país completamente fragilizado economicamente. O coeficiente de Gini, que calcula a desigualdade na distribuição da riqueza, foi de 0,467 no primeiro trimestre de 2024, o que revela um “aumento significativo da desigualdade” no país. Dados do ano passado mostravam que 42% da população argentina vive na linha da pobreza.

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E os novos números mostram que o cenário atual não mudará. Enquanto a inflação está a 272%, os salários informais aumentaram 136% em termos anuais, e tampouco as remunerações dos assalariados do setor privado alcançaram os índices de inflação, com aumento de 248%.

A Bloomberg, agência de notícias internacional voltada ao mercado financieiro, chegou a descrever que as medidas econômicas do mandatário estão “testando até que ponto os seus eleitores podem suportar a ‘terapia de choque'”.

De dezembro para cá, os preços da cesta básica de bens e serviços subiram mais de 100%. Assim, o pequeno aumento dos salários de trabalhadores formais, e menos ainda dos informais, não alcança as subidas dos preços, gerando uma queda brusca no poder de compra da população.

De acordo com um estudo da consultoria Equilibra, em dados reais, se comparados à inflação, os salários de trabalhadores formais caíram 14% no primeiro trimestre deste ano, e de trabalhadores informais a queda foi de 22%.

A consultoria Vision, sob comando do ex-ministro de Economia Martin Guzman, revela que o índice de desigualdade de rendimentos, o coeficiente Gini (leia o relatório aqui), disparou este ano para o nível mais elevado desde 2005, governo de Néstor Kirchner e quando o país estava se recuperando de uma de suas piores crises.

Ainda assim, dados de popularidade mostram que os índices de aprovação do governo de Javier Milei é correspondente à metade da população argentina.

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Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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1 Comentário
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  1. Vladimir

    18 de julho de 2024 2:40 pm

    Calma. Muita calma! O sujeito disse que a Argentina será grande novamente em 30 anos. Quem viver, verá.

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