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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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27 Comentários
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  1. Motta Araujo

    18 de maio de 2014 3:31 am

    http://www.galleriacolonna.it

    http://www.galleriacolonna.it/

    A NOBREZA NEGRA DE ROMA – As dez familias da nobreza papalina de Roma se consideram a mais alta aristocracia da Italia, superior à nobreza do Piemonte, ligada a Casa de Savoia, mais alta que os nobres do Reino de Napoles e Duas Sicilias, dos reis Bourbons e até mais alta do que a orgulhosa nobreza austriaca que governou o Norte da Italia até a reunificação de 1870. Os nobres papalinos são as familias dos papas da Idade Média e do Renascimento, sua influencia, poder e riqueza permaneceram por séculos chegando até nossos dias, todas tem descendentes atuais, a riqueza foi preservada pelos imoveis, palacios e obras de arte, o prestigio social é do topo da aristocracia europeia.

    As familias são  os Adobrandini, os Barberini, os Borghese, os Borgia, os Borromeo, os Chigi, os Colonna, os Farnese,  os Mattei, os Orsini e os Doria Pamphili. Há outras de menor destaque mas essas dez são as principais, suas raizes vem do Medio Evo, tem muitos séculos de poder e prestigio, a riqueza foi acumulada através dos Papas, lembrando que o Papado tinha dominio por seculos da terra onde está a Italia central, o Papado era um Pais e a nobreza papalina era

    o nucleo administrativo desses territorios alem de fornecerem Papas para o Trono de São Pedro

     

    A nobreza papalina participa de varias funções no Vaticano, onde mantem seu secular prestigio no protocolo papal, conviveram bem no fascismo, onde inclusive ocuparam cargos, como o Principe Valerio Borghese, comandante da flotilha de ataque e sabotagem Decima Mas, da Real Marinha Italiana, tem influencia na politica e na diplomacia, o Palazzo Chigi foi sede do Ministerio das Relações Exteriores durante todo fascismo e hoje é a sede do Governo Italiano, o Palazzo Farnese é a Embaixada da França, o Palazzo Doria Pamphili é a atual Embaixada do Brasil, o nome das familias está por toda Roma, por casamento se entrelaçam tambem com a aristocracia do dinheiro, frequentam o Acquasanta Golf Club, o mais exclusivo de Roma e o Circolo dela Caccia,  clube fechado de gloriosa historia.

    Há cronicas saborosas da nobreza romana nos livros excelentes de Curzio Malaparte, especialmente A Pele, cujo pano de fundo é Roma durante a Segunda Guerra.

     

  2. jns

    18 de maio de 2014 3:57 am

    A Empresa Mais Temida da América

    Esta é uma chamada à ação contra a Monsanto em todo o mundo.

    MARCHA MUNDIAL CONTRA A MONSANTO – 24 DE MAIO DE 2014

    Os efeitos do desfolhante desenvolvido pela Monsanto, conhecido como Agente Laranja, lançado sobre o Vietnã pelas forças armadas americanas durante a guerra, são sentidos até hoje pela população.

    Marcha contra a Monsanto promete invadir Copacabana em Maio.

    Marcha contra a Monsanto promete invadir Copacabana em Maio.

    Quer você goste ou não, são imensas as chances de contaminação da comida que você comeu hoje com produtos químicos e organismos geneticamente modificados sem rótulos da Monsanto. 

    A Monsanto, apoiada por facilitadores como o FDA, USDA, EPA, GMA e BIO, aliada às empresas de alimentos processados ​​que utilizam os seus produtos, controla grande parte do abastecimento de alimentos do mundo, em detrimento da democracia mundial de alimentos. 

    No próximo dia 24 de Maio será o Dia Internacional Contra a Monsanto, que foi considerada pela Revista Fortune como “possivelmente a empresa mais temida da América”, responsável por um setor basilar para nossa saúde e bem-estar. Prejuízos aos pequenos agricultores, danos à saúde e meio ambiente, formação de lobby, manipulação de pesquisas científicas e até a contratação de mercenários são algumas das polêmicas nas quais a Monsanto se envolveu ao longo de seus 103 anos de existência.

    MONSANTO, a Empresa Mais Temida da América

    Por LUÃ BRAGA | 30/04/14

    A Monsanto é uma multinacional de alcance global da área de agricultura e biotecnologia, especializada em engenharia genética (produção de organismos geneticamente modificados), sementes e herbicidas. Criada em 1901 como uma start-up de engenharia química, aos poucos se tornou a maior empresa do mundo no setor, fornecendo produtos a base de organismos geneticamente modificados para gigantes como a Coca-Cola, a Pepsico e a Kraft. Hoje a empresa controla a maior parte do mercado mundial e aproximadamente 90% do mercado de sementes transgênicas do mundo – consagrando-se como um dos maiores monopólios já vistos. O crescimento da empresa é vertiginoso. Recentemente a Monsanto adquiriu diversas empresas na América do Sul e no Leste Europeu, dominando consistentes fatias de mercado em países como Argentina, México e aqui, no Brasil – onde a empresa está presente há quase 60 anos.

    Fora Monsanto! Pela agricultura familiar.

    Fora Monsanto / Pela Agricultura familiar

    Este crescimento tem representado uma ameaça real à sobrevivência de pequenos produtores por todo o mundo. A empresa possui um guia de uso de seus produtos, denominado Technology Use Guide. Em seus contratos de venda de sementes, a Monsanto prevê que os pequenos agricultores não poderão guardar nenhuma semente, além de serem obrigados a permitir que a empresa vistorie suas plantações a qualquer momento. Além disso, as sementes geneticamente modificadas não produzem frutos e são tratadas apenas com os herbicidas vendidos pela Monsanto, fato que caracteriza seu monopólio e condiciona os agricultores à dependência da empresa. De todo modo, os impactos dos produtos geneticamente modificados comercializados pela Monsanto vão além da esfera socioeconômica.

    Um estudo do Journal of Biologycal Science mostrou que o consumo do milho proveniente da semente geneticamente modificada pode produzir efeitos negativos em órgãos como os rins e o fígado. Outro estudo, publicado no dia 19 de setembro de 2012 na Food And Chemical Review, constatou que ratos submetidos a uma dieta a base de organismos geneticamente modificados morrem mais rápido e possuem uma propensão maior ao desenvolvimento de câncer. Para chegar a esta conclusão, cientistas administraram em 200 ratos, durante dois anos, três dietas distintas: Uma a base de milho convencional, outra a base do milho transgênico NK603 e outra a base do NK603 tratado com o herbicida RoundUp. Tanto o milho transgênico NK603 e o herbicida RoundUp (o mais utilizado do mundo) foram desenvolvidos pela Monsanto. O resultado foi a morte acelerada de parte dos ratos e o aparecimento de tumores enormes naqueles cuja base da dieta fora o milho transgênico NK603, da Monsanto.

    A pesquisa divulgada pela Food And Chemical Review gerou controvérsias. Enquanto recebeu o apoio de diversos cientistas pelo mundo, alguns a criticaram afirmando que houve viés na metodologia, o número de ratos fora inadequado e que aquele tipo de rato de laboratório já possuía propensão ao desenvolvimento de tumores.

    Após forte pressão, a revista cedeu e, um ano depois, anunciou a retirada do estudo por ela publicado. A decisão, todavia, não agradou ao principal autor da pesquisa – o diretor científico do Comitê para Investigação e Informação Independente sobre Engenharia Genética da França, Gilles-Éric Séralini. O cientista reafirmou que a pesquisa não continha fraudes e que, caso a revista insistisse em sua decisão de retirar a publicação, iria acioná-la judicialmente por danos morais. A despeito da pesquisa de Séralini, outras pesquisas ao longo das décadas já confirmaram, em condições similares, os efeitos dos organismos geneticamente modificados em nossa saúde. Além disso, as empresas que controlam o setor – sobretudo a Monsanto – possuem altos níveis de poder acumulado, que permite interferir satisfatoriamente em pesquisas e políticas públicas por meio da formação de lobbies gigantescos para beneficiarem os seus produtos.

    Efeitos produzidos após dieta a base de milho da Monsanto.

    Efeitos produzidos após dieta a base de milho da Monsanto.

    O poder econômico acumulado pela Monsanto lançou as bases para um acúmulo significativo de poder político. Executivos da Monsanto foram posicionados em cargos absolutamente estratégicos do Governo dos Estados Unidos, dentre eles: A Environmental Protection Agency (EPA), o U.S. Departament of Agriculture (USDA) e o Comitê Consultivo do Presidente Obama para Política Comercial e Negociações. A Monsanto ainda posicionou funcionários em cargos estratégicos em Universidades pelo mundo, dentre elas a South Dakota State University, o Arizona State’s Biodesign Institute e a Washington University. Desde 1980, políticas federais americanas tem incentivado instituições públicas de ensino a produzir pesquisas nas áreas agrícola e de biotecnologia em parceria com empresas privadas. Em consonância com esta política, a Monsanto tem inundado instituições públicas de ensino com investimentos e em troca tem seus produtos assegurados e fortalecidos por um arcabouço de pesquisas técnicas e científicas.

    Além de cargos no governo e na academia americana, executivos da Monsanto ainda posicionaram-se em cargos no International Food and Agricultural Trade Policy Council, no Council for Bitechnology Information, na United Kingdom Academy of Medicine, na National Academy of Sciences Biological Weapons Workin Group, na CropLife International e no Council of Foreign Relations.

    Naturalmente, as posições privilegiadas conseguidas pela Monsanto renderam retornos extraordinários. Em 1993, a Food and Drug Administration (FDA) dos EUA aprovou um produto chamado Hormônio de Crescimento Bovino (Recombinant Bovine Hormone, ou rBGH). Este produto – desenvolvido pela Monsanto – é uma droga hormonal injetada em vacas para incentivar a produção de leite. O rBGH foi a primeira substância geneticamente modificada aprovada pelo FDA. No entanto, esta aprovação foi no mínimo controversa. Diversos estudos apontam que o rBGH produz sérios impactos na saúde física e psicológica das vacas. O mais comum deles, a mastite bovina, é tratada com base na administração de antibióticos. A exposição constante das bactérias aos antibióticos contribui para o surgimento de bactérias resistentes que podem infectar seres humanos. Além disso, os estudos também apontam que o consumo do leite com resíduos do hormônio aumenta o risco de desenvolvimento de câncer de colo, de mama e de próstata. A substância é proibida nos 27 países da União Europeia, mas graças ao poderoso lobby da Monsanto nos EUA sua utilização é liberada, inclusive no Brasil.

    Funcionários, ligados a Monsanto, que trabalhavam na FDA foram investigados pelo Government Accountability Office (GAO) por formação de lobby. O GAO investigou Michael Taylor, Margaret Miller e Suzanne Sechen. Os três funcionários tiveram ativa participação no desenvolvimento da droga e, posteriormente, exerceram funções na FDA que atribuíam responsabilidade pela avaliação e aprovação do produto que ajudaram a desenvolver. Ao fim da investigação, o GAO concluiu que não haviam dispositivos legais para incriminar os envolvidos e que não haviam provas cabais de conflitos de interesses no caso, apesar dos fatos escancaradamente expostos.

    O lobby e suas contradições.

    O lobby e suas contradições.

    Em 2012, a empresa se opôs à chamada Proposition 37 – apelidada pelos americanos de “Right to Know initiative”. A iniciativa se propunha a promulgar uma lei no estado da Califórnia que obrigava as empresas que vendessem produtos a base de ingredientes geneticamente modificados a neles instalarem rótulos visíveis alertando para tal fato, evitando assim a venda destes produtos como naturais. Esta iniciativa, no entanto, não passara incólume pelo imenso poder de barganha e de construção de consenso das grandes indústrias do setor, capitaneadas pela Monsanto. Empresas como a Nestlé e Mars Inc. (citadas aqui entre as “10 gigantes” que controlam nossa vida) despejaram mais de 370.000 dólares em campanha contra o projeto. A Monsanto – que não brinca em serviço – bancou sozinha 8.1 milhões de dólares, estabelecendo-se como a doadora majoritária em uma campanha que totalizou 45 milhões de dólares arrecadados de diversas empresas envolvidas na derrubada da proposta. É claro que, com todo este empenho, a iniciativa foi derrubada e os californianos conquistaram o direito de não saber a procedência do que estão ingerindo.

    Além do fato público do fornecimento do famoso Agente Laranja lançado nas plantações do Vietnã pelas forças armadas americanas durante a guerra – cujas consequências em seus alvos até hoje são sentidas –, a Monsanto guarda em sua história relações íntimas com o poder militar. A empresa contratou serviços de espionagem de empresas ligadas a conhecida Black Water (agora XE) – uma das maiores PMCs (Private Military Companies) do mundo. Segundo documentos conseguidos pela The Nation, a empresa usou de serviços oferecidos por duas empresas de espionagem – Total Intelligence Solutions e Terrorism Research Center – cuja propriedade é do dono e fundador da Black Water, Eric Prince. Os documentos apontam que entre os serviços prestados a Monsanto por estas empresas estão a infiltração de espiões em movimentos sociais, ONGs e entidades protetoras dos animais e de combate aos transgênicos. Este tipo de relação íntima da Monsanto com empresas de espionagem talvez explique o misterioso vírus que atacou os computadores de ativistas da organização “Amigos da Terra” e da “Federação para o Meio Ambiente e Proteção à Natureza” da Alemanha. O ataque se deu no contexto de apresentação de uma pesquisa realizada por estas entidades sobre os efeitos da substância glisofato no corpo humano. O glisofato é base de um dos produtos mais rentáveis vendidos pela Monsato – o herbicida RoundUp. A empresa afirmou que não teve e jamais teria envolvimento no fato. Contudo, após este breve histórico de atuação pelo mundo, torna-se difícil a aceitação de sua versão.

    A maior parte das informações aqui colocadas pode ser encontrada no relatório “Monsanto: A Corporate Profile”, da Food & Water Watch. Para mais informações acesse e leia o material produzido. Além disso, o portal Esquerda.net possuiu um dossiê completo da empresa e sua atuação soturna pelo mundo. Para quem preferir material audiovisual, recomendo os documentários “Food Inc”, “The future of Food”, “El Mundo Según Monsanto” e “Seeds of Free”. Podem ser acessados online e fazem uma ótima abordagem do assunto aqui tratado. Por fim, reforço o convite feito para a Marcha do Dia Internacional Contra a Monsanto, que reunirá pessoas por todo o mundo em protesto contra os desmandos da empresa. O site oficial do evento pode ser acessado aqui. No Rio de Janeiro a Marcha acontecerá na praia de Copacabana, altura do posto 4, às 16 horas. Divulgue o link deste texto e a data do evento para o máximo de pessoas as quais você considerar de interesse e ajude a democratizar as informações acerca de uma corporação que produz tanto impacto em nossas vidas e em nossa saúde.

    LUÃ BRAGA

    É graduando em Defesa e Gestão Estratégica Internacional e Pesquisador Associado ao Laboratório de Simulações e Cenários da Escola de Guerra Naval.

    Link: http://www.feedbackmag.com.br/a-empresa-mais-temida-da-america/

  3. Gilson AS

    18 de maio de 2014 4:38 am

    Novelas brasileiras passam imagem de país branco.

    Novelas brasileiras passam imagem de país branco, critica escritora moçambicana/////////////////////////////////////////////////////////////////

    http://arquivo.geledes.org.br/patrimonio-cultural/literario-cientifico/literatura/literatura-africana/13823-novelas-brasileiras-passam-imagem-de-pais-branco-critica-escritora-mocambicanapaulina-chiziane-AgenciaBrasil

    Brasília – “Temos medo do Brasil.” Foi com um desabafo inesperado que a romancista moçambicana Paulina Chiziane chamou a atenção do público do seminário A Literatura Africana Contemporânea, que integra a programação da 1ª Bienal do Livro e da Leitura, em Brasília (DF). Ela se referia aos efeitos da presença, em Moçambique, de igrejas e templos brasileiros e de produtos culturais como as telenovelas que transmitem, na opinião dela, uma falsa imagem do país.

    “Para nós, moçambicanos, a imagem do Brasil é a de um país branco ou, no máximo, mestiço. O único negro brasileiro bem-sucedido que reconhecemos como tal é o Pelé. Nas telenovelas, que são as responsáveis por definir a imagem que temos do Brasil, só vemos negros como carregadores ou como empregados domésticos. No topo [da representação social] estão os brancos. Esta é a imagem que o Brasil está vendendo ao mundo”, criticou a autora, destacando que essas representações contribuem para perpetuar as desigualdades raciais e sociais existentes em seu país.

    “De tanto ver nas novelas o branco mandando e o negro varrendo e carregando, o moçambicano passa a ver tal situação como aparentemente normal”, sustenta Paulina, apontando para a mesma organização social em seu país.

    A presença de igrejas brasileiras em território moçambicano também tem impactos negativos na cultura do país, na avaliação da escritora. “Quando uma ou várias igrejas chegam e nos dizem que nossa maneira de crer não é correta, que a melhor crença é a que elas trazem, isso significa destruir uma identidade cultural. Não há o respeito às crenças locais. Na cultura africana, um curandeiro é não apenas o médico tradicional, mas também o detentor de parte da história e da cultura popular”, detacou Paulina, criticando os governos dos dois países que permitem a intervenção dessas instituições.

    Primeira mulher a publicar um livro em Moçambique, Paulina procura fugir de estereótipos em sua obra, principalmente, os que limitam a mulher ao papel de dependente, incapaz de pensar por si só, condicionada a apenas servir.

    “Gosto muito dos poetas de meu país, mas nunca encontrei na literatura que os homens escrevem o perfil de uma mulher inteira. É sempre a boca, as pernas, um único aspecto. Nunca a sabedoria infinita que provém das mulheres”, disse Paulina, lembrando que, até a colonização europeia, cabia às mulheres desempenhar a função narrativa e de transmitir o conhecimento.

    “Antes do colonialismo, a arte e a literatura eram femininas. Cabia às mulheres contar as histórias e, assim, socializar as crianças. Com o sistema colonial e o emprego do sistema de educação imperial, os homens passam a aprender a escrever e a contar as histórias. Por isso mesmo, ainda hoje, em Moçambique, há poucas mulheres escritoras”, disse Paulina.

    “Mesmo independentes [a partir de 1975], passamos a escrever a partir da educação europeia que havíamos recebido, levando os estereótipos e preconceitos que nos foram transmitidos. A sabedoria africana propriamente dita, a que é conhecida pelas mulheres, continua excluída. Isso para não dizer que mais da metade da população moçambicana não fala português e poucos são os autores que escrevem em outras línguas moçambicanas”, disse Paulina.

    Durante a bienal, foi relançado o livro Niketche, uma história de poligamia, de autoria da escritora moçambicana.

     

    1. Zanchetta

      18 de maio de 2014 1:37 pm

      Nossa, se eu dissesse “Tenho

      Nossa, se eu dissesse “Tenho medo de Moçambique”, seria tachado de “racista”…

  4. Gilson AS

    18 de maio de 2014 4:41 am

    Movimentos sociais farão protesto dia 29/05 contra Joaquim Barbo

    Stédile: Movimentos sociais farão protesto dia 29/05 contra Joaquim Barbosa///////////////////////////////////////////////////////////////////////////////..

    http://tijolaco.com.br/blog/?p=174822014-02-12-16.47.56-e1392252526848 

    A liderança mais conhecida do Movimento dos Sem Terra (MST), José Pedro Stédile, um dos palestrantes neste sábado no Encontro Nacional de Blogueiros, anunciou que diversos movimentos sociais acertaram, na última sexta-feira, a realização de uma caminhada até a sede do STF em Brasília, no dia 29 de maio, para protestar contra a decisão de Joaquim Barbosa de proibir o trabalho externo de José Dirceu.

    Ele convocou a todos a participarem da manifestação.

    “Os movimentos sociais finalmente viraram reacionários, nós vamos fazer uma manifestação para que se cumpra a lei”, ironizou Stédile.

    “Faremos uma manifestação para que o imperador Joaquim Barbosa respeite as leis da Constituição Brasileira”.

    A decisão dos movimentos sociais serve como um marco divisor para definir Joaquim Barbosa, definitivamente, como um instrumento da direita reacionária brasileira.

    Não um juiz, mas um marionete de um setor político e midiático que faz oposição não somente ao governo, mas ao interesse nacional, ao povo e, agora, à Constituição Brasileira.

     

  5. jns

    18 de maio de 2014 4:43 am

    FACEBOOK

    Como o Facebook foi transformado em um perfeita ferramenta de vigilância em massa.

    Venture Beat | Harrison Weber | 15/04/14

    A Agência de Segurança Nacional e o FBI se uniram em outubro de 2010 para desenvolver técnicas para transformar o Facebook em uma efetiva ferramenta de vigilância.

    Como a NSA e FBI fez Facebook a ferramenta de vigilância em massa perfeita

    Documentos divulgados juntamente com o novo livro do jornalista Glenn Greenwald, “No Place To Hide”, revelaM a parceria da NSA e do FBI, na qual as duas agências desenvolveram técnicas para a exploração de chats do Facebook, captura de fotos privadas, coleta de endereços de IP e coleta de dados de perfis privados.

    De acordo com os slides abaixo, as agências estabeleceram como meta capturar e colecionar “uma fonte muito rica de informações sobre dados pessoais, padrão de vida, conexões entre os alvos e associados e mídia”.

    Screen Shot 2014/05/15 em 8.56.48 AM

     

    Documentos da NSA tornam dolorosamente claro como as agências de informações faze a coleta “explorando as fraquezas inerentes ao modelo de segurança do Facebook”,  através do uso do popular   rede de distribuição de conteúdo Akamai. A NSA descreve os seus métodos como “assumir autenticação” e obter “segurança pela sombra”.

    Screen Shot 2014/05/15 em 8.57.21 AM

    O slide abaixo mostra como a agência de espionagem NSA e o GCHQ, do Reino Unido, trabalharam em conjunto para “obter perfil e álbum de imagens”.

    Screen Shot 2014/05/15 em 8.58.03 AM

    Dois meses atrás, depois de uma série de vazamentos sobre a espionagem da NSA relacionada ao Facebook, Mark Zuckerberg afirmou em um post no seu blog  que ele está  “confuso e frustrado com os repetidos relatórios sobre o comportamento do governo dos EUA”.

    De acordo com  um relatório do  The Intercept , os slides acima não revelam o programa de vigilância da NSA sobre o Facebook, de forma integral. O relatório afirma que a NSA também “se disfarça como um servidor fake do Facebook” para executar o ” man-in-the-middle “, incluindo “ataques e espalhar malware” –  [vídeo abaixo].

    [video:http://vimeo.com/88822483%5D

    O Facebook passou a ser usado pela “NSA como uma resposta declarada ao declínio de outras técnicas de injeção de malware – técnicas anteriores incluíam o uso de “e-mails contendo spam para fraudar a comunicação do usuário que clicasse em um link malicioso”.

    Na sequência do relatório, divulgado em março, Zuckerberg disse: “Enquanto os nossos engenheiros trabalham incansavelmente para melhorar a segurança, imaginamos que estamos nos protegendo contra criminosos, mas não do nosso próprio governo”.

    Zuckerberg afirmou que ele desaprovava as ações da NSA e disse que falou com o presidente Barack Obama por telefone para ‘expressar frustração sobre os danos que o governo está criando para todo o nosso futuro”.

    Fonte:

    http://venturebeat.com/2014/05/15/how-the-nsa-fbi-made-facebook-the-perfect-mass-surveillance-tool/

  6. Gilson AS

    18 de maio de 2014 4:57 am

    Por que Lula não quer ser candidato

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/por-que-lula-nao-quer-ser-candidato/

    lula3blogueirosspbruno

    Ficou claro para mim agora por que Lula não quer ser candidato. Em que outra situação ele teria condição de falar o quem falado? De dar entrevista para quem quer?

    Como candidato, ele teria amarras que hoje não tem. Isso significa que ele pode defender causas que julga importantes, como a regulamentação da mídia.

    Nisso, ele está certíssimo.

    O atual sistema de mídia é bom apenas para as grandes companhias de jornalismo e seus bilionários donos.

    Não faz sentido que meia dúzia de famílias controlem tão amplamente a opinião pública. Elas defendem seus próprios interesses, e não os interesses públicos.

    Para a sociedade, é um drama, é um pesadelo o atual estado de coisas na mídia.

    Circula na internet uma primeira página do Globo de 1964, pré-golpe, em que o décimo-terceiro salário criado por Jango Goulart era tratado como “desastroso”.

     

  7. Gilson AS

    18 de maio de 2014 5:00 am

    Como o dinheiro público vem patrocinando a Globo há décadas

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/como-o-dinheiro-publico-vem-patrocinando-a-globo-ha-decadas/

    O donheiro público financiou a gráfica que é hoje um elefante branco

    A Globo falando de forças antidemocráticas chega a ser engraçado.

    Foi num editorial do Globo, e as tais forças eram os manifestantes.

    Em 1954, Roberto Marinho trabalhou intensamente para derrubar Getúlio Vargas.

    Vargas trouxe o voto secreto, deu às mulheres o direito de votar, criou leis trabalhistas que regularam o horário de trabalho e estipularam férias.

    Em 1964, mais uma vez Roberto Marinho foi destaque para derrubar um governo popular, agora o de João Goulart.

    Jango cometeu o crime, aspas, de tentar combater a desigualdade. Criou, por exemplo, o 13.o salário, “uma tragédia”, conforme noticiou o Globo na ocasião.

    Mesmo com esta folha corrida, a Globo se julga no direito de falar em forças antidemocráticas.

    Pausa para rir.

    No mesmo editorial, a Globo se revelou magoada com a maneira como é tratada na internet por blogs “patrocinados pelo governo”.

    Nova pausa.

    Nenhuma empresa jornalística tem sido tão patrocinada pelo governo, ao longo de tantos anos, como a Globo.

    Apenas nos 10 anos de PT no poder, a empresa levou 6 bilhões de reais do governo em publicidade oficial – isto com a audiência despencando.

    Isto para não falar em coisas como o dinheiro do BNDES – nosso, portanto – que financiou a construção de uma supergráfica, nos anos 1990, que hoje é um elefante branco.

    Não é só do governo federal que a Globo se abastece.

    Nos meus tempos de Editora Globo, o governo do Amazonas comprava lotes milionários de livros da Globo.

    A contrapartida era um tratamento generoso na revista Época para o então governador do Amazonas, Eduardo Braga.

    Tive com Braga uma briga memorável na sede da Editora Globo depois que publicamos um artigo desfavorável a ele. Eu era diretor editorial  naquela ocasião, e ele saiu da reunião dizendo, ameaçador, que ia conversar com João Roberto Marinho.

    Uma boa parte do patrimônio bilionário da família Marinho vem do dinheiro público da propaganda oficial.

    Durante muitos anos, quando os anunciantes já conseguiam descontos expressivos das empresas de mídia, apenas o governo continuava a pagar a tabela cheia, bovinamente.

    Veja a tabela de preços da TV Globo para ter uma ideia de quanto dinheiro foi para os Marinhos por esse atalho.

    E mesmo assim a empresa faz pose.

    No campo dos impostos a atitude é a mesma. Até os manifestantes do MST pediram outro dia que a empresa mostrasse o Darf – o recibo de uma multa milionária que a Receita lhe aplicou por trapaça na Copa de 2002.

    Mesmo assim, a Globo começa a fazer pressão contra o Google na questão fiscal.

    É verdade que o Google levou mundialmente ao estado da arte a sonegação legal, aspas, ao encaminhar seu faturamento para paraísos fiscais.

    Como o DCM deu diversas vezes, governos no mundo inteiro – o americano, o inglês, o alemão, o francês etc – estão tratando de acabar com a farra fiscal do Google e de outras empresas.

    A primeira providência dos governos tem sido publicar o faturamento local do Google e a quantia que paga de imposto – uma miséria.

    No Brasil, só agora – segundo o Globo – a Receita decidiu agir. Dilma, noticiou o Globo, teria dado ordens expressas para cuidar do caso Google.

    Quem é o principal interessado? O Globo, uma vez que o faturamento publicitário do Google no Brasil cresce vertiginosamente, e tende a bloquear as ambições da Globo na internet.

    Não que o Google não tenha que pagar o imposto devido. Tem. Exclamação.

    Mas um sonegador falando de outro?

    Se a Receita cercar apenas o Google fará um trabalho pela metade.

    Enquanto a Globo não mostrar o Darf, a sociedade tem toda a razão de entender que a Globo é mais igual que os outros perante a Receita, e não só a Receita, 

     

  8. Gilson AS

    18 de maio de 2014 5:31 am

    Moda Gospel movimenta bilionário mercado evangélico.

    Bonita em nome do senhor: Na mesma velocidade em que cresce o rebanho cristão, multiplicam-se as lojas de vestuário evangélico////////////////////////////////////////////////////////

    http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2014-05-18/moda-gospel-movimenta-bilionario-mercado-evangelico.html

    Na mesma velocidade em que cresce o rebanho cristão — 16 milhões de novos fiéis em 10 anos — multiplicam-se as lojas de vestuário evangélico. Blogueiras, sacoleiras, que compram no atacado artigos de grifes como a ‘Bela Loba’ e lojas virtuais tentam dar conta da demanda de quem não pode ir a São Paulo, centro de moda cristã.

    Polo de compras no estado, a Rua Teresa, em Petrópolis, também se rendeu ao look chic crente, de olho num universo que movimenta R$ 15 bilhões por ano (entre produtos culturais e de consumo). Evangélicas chegam a gastar, em média, R$ 6 mil por mês com roupas e sapatos.

    Na hora das compras, um olho na vitrine e outro na Bíblia. O livro sagrado respalda a vaidade: “A mulher de verdade cuida bem da aparência e dos que dela dependem”, diz o provérbio. Na Igreja ou no trabalho, as fiéis devem se vestir de acordo com a palavra de Deus. “Que Deus ponha em nossos corações a vontade de sermos fiéis a Ele e que possamos dar bom testemunho através do nosso vestir”, citou a blogueira Mari Raugust, no blog ‘Passarela Estreita’.

    A regra, no caso, é que as mulheres de Deus são a atração, não as partes do seu corpo. É o que procura seguir a cantora Pamela. “Não uso roupas curtas e provocantes. As meninas da Igreja se inspiram em mim”, conta ela, que tem em seu closet marcas de luxo, como Chanel, Dior e Louis Vuitton.

    O sucesso não a livrou do preconceito. “Uma vez, gostei de uma bolsa da Dior, mas a vendedora disse que custava R$ 5 mil e tinha que ser à vista. Minha tia, que estava comigo, pediu duas e pagamos no ato”, diz Pamela, que vendeu 400 mil cópias (o novo CD, ‘Tempo de Sorrir’, sai em agosto).

     

  9. IV AVATAR

    18 de maio de 2014 8:01 am

    A onda Shehereazeda chega à comunidade LGTB

     

    Travesti é assediada e agredida dentro de ônibus, na Forum, via Pragmatismo Político

    ——————Travesti é assediada, ameaçada e agredida em ônibus. Após reclamar de homem que a apalpava, estudante é ameaçada com uma faca por outro passageiro—————

    travesti aracaju preconceitoNão bastasse o assédio, outro passageiro saiu em defesa do abusador “Isso é um viado. Um traveco!” (Reprodução / Facebook)

    No caminho para a faculdade, Sofia Ricardo sofreu agressões físicas e verbais por ser travesti. A estudante, que cursa psicologia, estava ontem (15) em um ônibus em Aracaju (SE) quando sentiu um homem a apalpando. Ao reclamar em voz alta, o abusador negou o assédio. Em seguida, ela foi vítima de mais transfobia.

    Não bastasse o assédio, outro passageiro decidiu defender o abusador e ofender Sofia. “Você não apalpou uma mulher não rapaz, isso é um viado! Um traveco! Deve tá indo fazer programa!”, gritou o homem. Pela página que possui, Travesti Reflexiva, a estudante contou que as pessoas que presenciavam a cena riram da situação.

    Sofia revidou o comentário, afirmando que era travesti e que estava a caminho da faculdade, mas mesmo que fosse prostituta ninguém teria o direito de assediá-la. Nesse momento, o rapaz tirou uma faca da mochila e começou a ameaçá-la. “Ele me mandou descer do ônibus. Segundo ele, ‘ia tirar o demônio do meu corpo’!”. Os passageiros pararam de rir, mas ficaram como espectadores.

    “Esperei ele guardar a faca e disse calmamente a ele que o ônibus tinha câmera. Três meninas pediram pra descer do ônibus e ele deu espaço pra elas descerem, aproveitei e desci com elas. Nisso, ele me deu um chute enquanto eu estava no último degrau. Cai no chão. Riram de mim”, narrou Sofia. “Ele – não satisfeito – desceu e deu dois chutes na minha cabeça e disse que meu lugar era ali. No asfalto. Que eu deveria agradecer porque ele não meteu a faca em mim”, relatou.

    O lugar onde a estudante caiu era em frente à faculdade que ela estuda, na Avenida Tancredo Neves. Ela feriu as mãos e os joelhos, além de ter seu celular danificado. Uma senhora a ajudou a ligar para sua mãe, que a levou para a delegacia. Sofia realizou o Boletim de Ocorrência, foi à empresa de ônibus para conseguir as gravações e vai fazer perícia no Instituto Médico Legal.

    Revista Fórum

      

     

  10. IV AVATAR

    18 de maio de 2014 8:08 am

    Fortuna dos 15 mais ricos supera 11 vezes mais o Bolsa Família

     

     

     

     

    Será aqueles que criticam o Bolsa Família sabem desses dados sobre o 1% vs povão:

     

    15 mais ricos do Brasil têm patrimônio maior que 14 milhões do Bolsa Família—————-

    Patrimônio das 15 famílias mais ricas do Brasil é maior que a renda dos 14 milhões de beneficiários do Bolsa Família. No topo da lista da Forbes está o clã Marinho, dono das Organizações Globo, que aparece com uma fortuna acumulada de 64 bilhões de reais.—————–

    O patrimônio das 15 famílias mais ricas do Brasil, segundo lista divulgada pela revista Forbes, é dez vezes maior que a renda de 14 milhões de grupos familiares atendidos pelo programa Bolsa Família. De acordo com a publicação americana, os 15 clãs mais abastados do Brasil concentram uma fortuna de 270 bilhões de reais, cerca de 5% do PIB do País. O Bolsa Família, por sua vez, atendeu 14 milhões de famílias em 2013 com um orçamento de 24 bilhões de reais, equivalentes a 0,5% do PIB.

    Lidera a lista da Forbes a família Marinho, dona das Organizações Globo. Os irmãos Roberto Irineu Marinho, João Roberto Marinho, José Roberto Marinho possuem uma fortuna de 64 bilhões de reais. Outra empresa de mídia que aparece na lista é o Grupo Abril, do clã Civita, com patrimônio de 7,3 bilhões de reais.

    O setor bancário se destaca na origem das fortunas das famílias mais ricas do Brasil, representado pelos clãs Safra (Banco Safra), Moreira Salles (Itau/Unibanco), Villela (holding Itaúsa), Aguiar (Bradesco) e Setubal (Itaú).

    Eram três os bilionários do Brasil em 1987, quando a Forbes produziu a primeira lista: Sebastião Camargo (Grupo Camargo Correa), Antônio Ermírio de Moraes (Grupo Votorantim) e Roberto Marinho (Organizações Globo). Hoje são 65, 25 deles parentes, o que leva a revista americana a constatar que para se tornar um bilionário no Brasil, o mais importante é ser um herdeiro.

    Segue a lista das famílias mais ricas do Brasil:

    1) Marinho, Organizações Globo, US$ 28,9 bilhões

    2) Safra, Banco Safra, US$ 20,1 bilhões

    3) Ermírio de Moraes, Grupo Votorantim, US$ 15,4 bilhões

    4) Moreira Salles, Itaú/Unibanco, US$ 12,4 bilhões

    5) Camargo, Grupo Camargo Corrêa, US$ 8 bilhões

    6) Villela, holding Itaúsa, US$ 5 bilhões

    7) Maggi, Soja, US$ 4,9 bilhões

    8) Aguiar, Bradesco, US$ 4,5 bilhões

    9) Batista, JBS, US$ 4,3 bilhões

    10) Odebrecht, Organização Odebrecht US$ 3,9 bilhões

    11) Civita, Grupo Abril, US$ 3,3 bilhões

    12) Setubal, Itaú, US$ 3,3 bilhões

    13) Igel, Grupo Ultra, US$ 3,2 bilhões

    14) Marcondes Penido, CCR, US$ 2,8 bilhões

    15) Feffer, Grupo Suzano, US$ 2,3 bilhões

    CartaCapital

      

     

  11. IV AVATAR

    18 de maio de 2014 8:10 am

    “TV Revolta”, o fenômeno da pregação de ódio seletivo na web

    “TV Revolta”, o fenômeno da pregação de ódio seletivo na internet————-

    Por que se fala tanto da TV Revolta, página que detona os direitos humanos, os pobres, os “preguiçosos e vagabundos que dependem de programas sociais”, enquanto defende Sheherazade, Bolsonaro e afaga a polícia?, no DCM, via Pragmatismo Político————-

    joão revolta tv revolta João Vitor Almeida Lima, criador do TV Revolta, se define como um “rapaz de 30 anos indignado com o sistema”

    “Ponha um cretino fundamental em cima da mesa e você manda ele falar, ele dá um berro e, imediatamente, milhares de outros cretinos se organizam, se arregimentam e se aglutinam”, disse Nelson Rodrigues. “O cretino fundamental raspava a parede da sua humildade e na consciência da sua inépcia. Mas, agora, conseguiram finalmente pela superioridade numérica. Porque para um gênio, você tem um milhão de imbecis.”

    João Vitor Almeida Lima, sonoplasta barbudo da rede Bandeirantes, é o criador da chamada TV Revolta, que virou notícia pela quantidade de seguidores. Ele tem um canal no YouTube e uma página no Facebook com quase 3 milhões de curtidas em que o que faz é reverberar ódio patológico.

    É um fenômeno de audiência. De cima de seu banquinho, Lima conseguiu reunir uma multidão de gente como ele, supostamente indignada com “tudo isso que está aí”. Aparece em vídeos babando na gravata, falando palavrões, batendo na mesa, despejando sua intolerância mortal — seletiva, claro. Há memes, ilustrações, frases, o que for, contra cotas raciais, o funk, o Bolsa Família, a saúde, a Copa.

    Deságua nos Grandes Satãs: Lula e Dilma. Não entra nada, absolutamente nada, sobre nenhum outro político ou partido.

    No meio da ignorância, das ofensas e das simplificações, aparecem posts sobre cães abandonados, com ameaças aos donos que cometem essa crueldade, e frases de auto-ajuda. Lima usa um alter ego, “João Revolta”, para gravar seus depoimentos. João é, em sua descrição, um “rapaz de 30 e poucos anos indignado com o sistema global”.

    Detona os direitos humanos, os pobres, os preguiçosos e vagabundos que dependem de programas sociais, enquanto defende Rachel Sheherazade, idolatra Joaquim Barbosa, afaga a polícia. Recentemente, ele afirmou que foi denunciado no YouTube e sua conta suspensa por alguns dias. Voltou mais animado ainda, desta vez alegando que foi censurado pelo governo. Governo comunista, claro.

    A raiva online polui o ambiente da internet e se espalha de maneira viral. A página do Guarujá Alerta é um exemplo das consequências desse tipo de mentalidade num ambiente já envenenado. Qual o limite? O Facebook, sempre pronto a retirar do ar fotos de Scarlett Johansson, permite que abjeções como a TV Revolta continuem a mil.

    Essa violência virtual é compartilhada por 3 milhões de cidadãos. Christopher Wolf, diretor de uma entidade internacional especializada em combater discursos de ódio na net, disse uma vez que o “Holocausto não começou com câmaras de gás. Tudo se inicia com palavras e estereótipos”.

    Sob esse ponto de vista, a TV Revolta está no caminho certo.

    Kiko Nogueira, DCM

  12. anarquista sério

    18 de maio de 2014 10:40 am

    (Sem título)

    Foto: Curta TV Revolta

    1. macedo

      18 de maio de 2014 8:50 pm

      Para compensar

      http://www.quadrinhosacidos.com.br/2014/04/43-para-compensar.html

  13. Cláudio José

    18 de maio de 2014 11:56 am

    Obra de R$ 2,2 bilhões para

    Obra de R$ 2,2 bilhões para evitar falta de água em SP vai aumentar apenas 7% da produção

    Para especialista, ampliar captação é medida ineficaz sem tratamento de esgoto

     Receba Notícias No Seu CelularTexto: -A +A

    Fernando Mellis, do R7

    Sistema Cantareira foi o mais prejudicado pela seca deste anoFábio Moraes/Futura Press/Estadão Conteúdo – 1.5.2014

    Anunciado pelo governo como grande obra para evitar problemas futuros de abastecimento de água como o que São Paulo passa hoje, osistema São Lourenço produzirá apenas 7% do total que é consumido em 39 cidades da região metropolitana. O investimento, feito por meio de PPP (parceria público-privada), será de R$ 2,2 bilhões e, segundo a Sabesp, beneficiará cerca de 1,5 milhão de pessoas. A obra foi iniciada no mês passado.

    Atualmente, os oito sistemas de captação produzem 67 mil litros de água por segundo para a Grande São Paulo. A capacidade do São Lourenço será de 4,7 mil litros de água por segundo, aproximadamente metade do que é processado em cada um sistemas Alto Tietê e Guarapiranga, por exemplo.

    Para o professor da escola de engenharia da USP (Universidade de São Paulo) José Carlos Mierzwa não basta apenas buscar água. 

    — Com esse mesmo investimento, de R$ 2,2 bilhões, seria possível tratar de forma avançada 10 mil litros de esgoto por segundo. Para cada litro de água que você traz, se você não tratar esgoto, contamina em média 12 litros de água limpa.

    O pesquisador, que é pós-doutorado em tratamento de água pela Universidade de Harvard, também explica que “municípios do interior disputam a mesma água da Grande São Paulo porque não podem usar a do rio Tietê, que está contaminada com esgoto”.

    O reaproveitamento da água é apontado pelo especialista como a forma mais inteligente de evitar crises no futuro. Um exemplo é o Aquapolo que, desde 2012, produz água de reuso para o Polo Petroquímico do ABC Paulista. A economia de água potável gerada é o equivalente ao consumido por uma cidade de 500 mil habitantes.

    Lição

    O governo afirma que uma crise de estiagem tão crítica quanto a que o Estado está enfrentando só acontece a cada 3.378 anos. Mas a professora Departamento de Ciências Atmosféricas da USP Maria Assunção Faus Silva Dias lembra que, em 2001, São Paulo já passou um período de seca preocupante. Segundo ela, já está dado o alerta que importantes investimentos precisarão ser feitos para evitar a escassez de água.

    — O planejamento para o futuro tem que levar em conta que em 14 anos nós tivemos dois episódios de seca. Pode ser que não se repitam, mas temos que estar preparados.

    De acordo com a pesquisadora, a chance do fenômeno El Niño provocar chuvas no sistema Cantareira não é alta.

    — Nós estamos prevendo o El Niño para o segundo semestre, mas ele deverá provocar mais chuvas na região Sul do Brasil.

    Para resolver a escassez em curto prazo, o governo apostou no uso do volume morto do sistema Cantareira e no remanejamento de consumidores para os sistemas Guarapiranga e Alto Tietê. 

     

  14. Inforo

    18 de maio de 2014 12:02 pm

    Facebook

    1. Zanchetta

      18 de maio de 2014 1:33 pm

      Quem escreveu isso é um

      Quem escreveu isso é um idiota!

      1. AdautoRamos

        18 de maio de 2014 2:09 pm

        Não leve para o lado pessoal

        Não leve para o lado pessoal, pois mesmo servindo para vc, provavelmente o autor não te conhece.

  15. Ivan de Union

    18 de maio de 2014 12:30 pm

    O moto continuo de Ivan

    O moto continuo de Ivan Moraes

    Gente, com menos de 600 dolares de investimento voce pode ter uma fonte de eletricidade que dura decadas.  Essa eh a descricao dela.

    Eu coloquei um video aqui de um monte de moto-continuos outro dia, ninguem notou! Olhem que gracinha:

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=287qd4uI7-E%5D

    O primeiro, o do vidro, eu conheco desde crianca, salvo engano foi a Reader’s Digest que publicou um item sobre ele nos anos 60.  Obviamente o do video eh truque, moto-continuo nao funciona.

    Nem mesmo o de Leonardo da Vinci aos 4 minutos.  A explicacao eh simples:  a forca da gravidade age e o momentum da bolinha fica cada vez menor;  portanto o sistema inteiro se colapsa na imobilidade por mais bem construido que esteja -ta fadado a isso.

    Mas se a forca da gravidade eh o que ta agindo no momentum da bolinha, eh so arrumar uma forca que nao age contra o sistema, nao eh?  Isso ta facil demais.

    Tem inumeros “geradores” de eletricidade no youtube feitos de imans.  Como esse, feiosinho quedoi:

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=mHW6b1aFPfU%5D

    O meu nao eh isso nao.  Ja conhecemos os de rodas com imans que se repelem e empurram a rodinha de cima eternamente em uma direcao, gerando assim a eletricidade.  O que ha de “errado” com ele eh que ele nao eh expandivel quando pode, em teoria, ter ate mesmo partes supersonicas.

    O segredo eh esse: digamos que voce tem uma rodela com 3 imans em cima e outra com mais 3 embaixo.  Essa, a de baixo, se encaixaria em cima de outra rodela com 4 imans, e a velocidade das duas acima aumentaria, portanto a geracao de eletricidade.  A rodela de 4 imans se encaixa em cima de uma outra rodela com 5 imans, e portanto a velocidade e geracao de energia vao aumentar.  A de 5 imans se encaixa em cima de uma outra de 6 imans, e assim por diante.  Evidentemente, a um ponto voce vai ter que tirar o ar dessa “engenhoca” porque a resistencia vai causar um barulho enorme e a maquina vai cair aos pedacos, entao…  velocidade supersonica so mesmo no vacuo.

    Ai esta o “grande segredo” da geracao de energia.  E nem precisa ser superimans, ate com os baratinhos a coisa gera eletricidade por decadas.  Isso eh, o investimento inicial esta barato.

    (Lembrando mais uma vez que o Brasil eh o unico fornecedor mundial de NIOBIO a preco de banana.)

    Fica o aviso:  eletricas, se cuidem.  Voces vao entrar em colapso.  E com voces, cedo, as petroleiras tambem vao entrar em colapso, e pela mesma razao.

    1. Ivan de Union

      18 de maio de 2014 2:35 pm

      Note se que o arranjo de 1,

      Note se que o arranjo de 1, 2, 3, 4, 5, etc quanto ao numero de imans eh estritamente purista.  Isso pode ser optimizado mais tarde.

  16. Aroeira

    18 de maio de 2014 1:15 pm

    As sacanagens da Folha contra Lula

    Fonte: Blog da Cidadania de Eduardo Guimarães

    http://www.blogdacidadania.com.br/2014/05/reporteres-da-grande-midia-combinam-pauta-contra-lula/

    Chega a ser inacreditável que a mídia tenha pinçado e distorcido uma frase de Lula dessa forma. O ex-presidente disse o seguinte:

    “Nós nunca reclamamos de ir a pé (ao estádio). Vai a pé, vai descalço, vai de bicicleta, vai de jumento, vai de qualquer coisa. A gente está preocupado? Ah não, porque agora tem que ter metrô até dentro do estádio. Que babaquice que é essa?“

    O que Lula disse foi que, no Brasil, nunca ninguém pediu que estações de metrô fossem construídas dentro de estádios de futebol e que agora estavam cobrando alguma coisa que nunca foi pedida no Brasil. E emendou dizendo que brasileiro, para ver futebol, não mede esforços.

    As palavras do ex-presidente, da forma como foram expostas, dão a entender que ele acha que o povo não merece ter estação de metrô dentro de estádio de futebol, o que seria não só uma “babaquice”, mas um desperdício de recursos públicos, pois o povo não vai a estádios todo dia, mas usa metrô todo dia e por certo os locais para construir estações devem ser mais adequados.

    Link da matéria completa:

  17. Cláudio José

    18 de maio de 2014 1:53 pm

    AUTISMO: O QUE SABEMOS, O QUE

    AUTISMO: O QUE SABEMOS, O QUE NOS FALTA SABER

    :

     

    A geneticista Wendy Chung compartilha o que sabemos sobre o transtorno conhecido como autismo. Ela afirma que o autismo possui causas múltiplas, talvez entrelaçadas. E pergunta: existe hoje uma epidemia de autismo?

     

    15 DE MAIO DE 2014 ÀS 14:40

     

     

     

     

    Vídeo: TED – Ideas Worth Spreading

    Tradução: Leonardo Silva. Revisão: Ruy Lopes Pereira

    Diretora do setor de pesquisas clínicas da Simons Foundation Autism Research Initiative, a médica Wendy Chung é uma autoridade mundial em matéria dos aspectos genéticos do autismo. 

     
    Vídeo da palestra sobre autismo proferida por Wendy Chung :

     

     

    Tradução integral da palestra de Wendy Chung proferida no TED:

     

    “Por quê?” “Por quê?” é a pergunta que os pais sempre me fazem. “Por que meu filho desenvolveu autismo?” Como pediatra, como geneticista, como pesquisadora, tento tratar essa questão.

    Mas o autismo não é uma condição única. Na verdade é um espectro de distúrbios, um espectro que vai, por exemplo, de Justin, um menino de 13 anos que não fala, não consegue falar, e se comunica usando um iPad em que toca imagens para comunicar suas ideias e ansiedades, um menininho que, quando fica chateado, começa a se sacudir, e, por fim, quando muito incomodado, bate a cabeça chegando a se ferir seriamente, precisando levar pontos. Mas o mesmo diagnóstico de autismo também se aplica a Gabriel, outro menino de 13 anos que possui uma realidade bem diferente de desafios. Na verdade, ele é incrivelmente talentoso em matemática. Ele multiplica três números, por outros três números, de cabeça e com facilidade. Contudo, no que se refere a tentar manter uma conversa, ele tem muita dificuldade. Ele não faz contato visual. Ele tem dificuldades para puxar conversa, sente-se sem jeito e, quando fica nervoso, ele acaba se fechando. Mas esses dois meninos têm o mesmo diagnóstico de transtorno do espectro autista.

     

     

     

     

    Uma das coisas que nos preocupam é se realmente existe ou não uma epidemia de autismo. Hoje em dia, uma em cada 88 crianças é diagnosticada como autista, e a pergunta é: por que este gráfico está assim? Será que esse número tem aumentado drasticamente com o passar do tempo? Ou será que hoje passamos a chamar esses indivíduos de autistas, simplesmente lhes dando esse diagnóstico, embora essas pessoas já existissem antes, mas simplesmente não eram chamadas assim? Na verdade, no fim da década de 1980 e início da década de 1990, foi aprovada lei que proporcionou aos indivíduos com autismo recursos, acesso a material educativo que os ajudaria. Com essa maior conscientização, mais pais, mais pediatras e mais educadores aprenderam a reconhecer as características do autismo. Consequentemente, mais indivíduos receberam o diagnóstico e tiveram acesso aos recursos de que precisavam. Além disso, mudamos nossa definição com o passar do tempo. Na verdade, ampliamos a definição do autismo, a que se deve, em parte, o aumento da prevalência que vemos.

     A outra pergunta que todo mundo faz é: o que causou o autismo? E uma concepção errônea comum é a de que as vacinas causam autismo. Mas permitam-me deixar bem claro: as vacinas não causam autismo. (Aplausos) Na verdade, o trabalho de pesquisa original que sugeriu que essa era a causa foi completamente fraudulento. Foi, na verdade, retirado do jornal Lancet, em que foi publicado, e o autor, um médico, perdeu sua licença de exercício da profissão. (Aplausos) O Instituto de Medicina, o Centro para Controle de Doenças, investigou isso repetidas vezes e não há evidência palpável de que as vacinas causem autismo. Além disso, um dos ingredientes das vacinas, chamado timerosal, era considerado como sendo a causa do autismo. Na verdade, ele foi removido das vacinas em 1992, e é possível perceber que ele não tinha nada a ver com o que acontecia com a prevalência do autismo. Então, mais uma vez, não há evidência alguma de que esta seja a resposta. Então, a pergunta permanece: o que causa o autismo?

    Na verdade, provavelmente não existe uma única resposta. Assim como o autismo é um espectro, há um espectro de etiologias, um espectro de causas. Com base em dados epidemiológicos, sabemos que uma das causas ou uma das associações, devo dizer, é a idade avançada do genitor, ou seja, a idade avançada do pai à época da concepção. Além disso, outro período crítico e de vulnerabilidade em termos de desenvolvimento é quando a mãe está grávida. Durante esse período, enquanto o cérebro do feto se desenvolve, sabemos que a exposição a alguns agentes pode, na verdade, aumentar o risco de autismo. Em particular, existe um medicamento, o ácido valproico, que mães com epilepsia às vezes tomam, e que sabemos que pode aumentar o risco de autismo. Além disso, pode haver alguns agentes infecciosos que também podem causar autismo.

     

     

     

     

    E uma das coisas em que vou passar muito tempo me concentrando são os genes que podem causar o autismo. Este é o meu foco não porque os genes sejam a única causa do autismo, mas é uma das causas do autismo que podemos prontamente definir e ser capazes de compreender melhor a biologia e como o cérebro funciona, para que possamos pensar em estratégias para podermos intervir. Um dos fatores genéticos que não compreendemos, entretanto, é a diferença que vemos entre homens e mulheres. Os homens são afetados pelo autismo a uma razão de 4 por 1, comparados às mulheres, e realmente não entendemos por quê.

    Uma das formas de entendermos que a genética é um fator é analisando algo chamado de taxa de concordância. Em outras palavras, se um irmão é autista, qual a probabilidade de outro irmão nessa família ser autista? E podemos analisar, em particular, três tipos de irmãos: gêmeos univitelinos, gêmeos que compartilham 100% de sua informação genética e que compartilharam do mesmo ambiente intrauterino; gêmeos bivitelinos, gêmeos que compartilham 50% de sua informação genética; e irmãos comuns, irmão-irmã, irmã-irmã, que também compartilham 50% de sua informação genética, embora não compartilhem do mesmo ambiente intrauterino. E quando analisamos essas taxas de concordância, uma das coisas mais impressionantes que vemos é que, em gêmeos univitelinos, essa taxa de concordância é de 77%. Mas, notavelmente, não é de 100%. Não que os genes sejam responsáveis por todo o risco de autismo, mas são responsáveis por boa parte do risco, porque, quando analisamos os gêmeos bivitelinos, essa taxa de concordância é de apenas 31%. Por outro lado, há uma diferença entre os gêmeos bivitelinos e os irmãos comuns, o que sugere que há exposições em comum para os gêmeos bivitelinos que podem não ser compartilhadas de forma tão comum em irmãos comuns.

    Então, isso nos fornece alguma informação de que o autismo é genético. Bem, genético até que ponto? Quando comparado a outras condições que conhecemos, coisas como o câncer, doenças do coração, diabetes, na verdade, a genética possui um papel bem maior no autismo do que em qualquer dessas outras condições. Mas com isso, não sabemos quais genes. Nem sabemos, em qualquer criança: é um gene apenas, ou potencialmente uma combinação de genes? Então, na verdade, em alguns indivíduos com autismo, é genético! Ou seja, é um único gene, poderoso e determinístico, que causa o autismo. Contudo, em outros indivíduos, é genético, ou seja, é, na verdade, uma combinação de genes, em parte com o processo de desenvolvimento, que, por fim, determina o risco de autismo. Não sabemos em nenhuma pessoa, necessariamente, qual dessas duas respostas é a correta, até começarmos a nos aprofundar.

    Então, a pergunta se torna: como podemos começar a identificar exatamente quais são esses genes? Deixem-me colocar algo que talvez não seja intuitivo. Certos indivíduos podem ter autismo por uma razão genética, mas, mesmo assim, não porque o autismo ocorra na família. Isso porque alguns indivíduos podem ter mudanças ou mutações genéticas que não são transmitidas pela mãe nem pelo pai, mas, na verdade, são mutações novas nesses indivíduos, mutações que estão presentes no óvulo ou no esperma no momento da concepção, mas que não foram passadas de geração a geração na família. E podemos usar essa estratégia para hoje entender e identificar esses genes que causam o autismo nesses indivíduos. 

     

     

     

     

    Então, na verdade, na Fundação Simons, pegamos 2.600 indivíduos que não tinham histórico algum de autismo na família, e pegamos a criança, a mãe e o pai e tentamos entender quais eram os genes que causavam o autismo nesses casos. Para isso, tivemos que, de forma abrangente, ser capazes de analisar toda essa informação genética e determinar quais eram as diferenças entre a mãe, o pai e a criança. Fazendo isso, peço desculpas, vou usar uma analogia fora de moda, de enciclopédias em vez de Wikipedia, mas vou fazer isso para tentar ajudar a explicar que, quando fizemos esse inventário, precisávamos analisar quantidades enormes de informação. 

    Nossa informação genética é organizada em uma serie de 46 volumes, e, quando fizemos isso, tivemos de dar conta de cada um desses 46 volumes, porque, em alguns casos de autismo, na verdade, falta um volume inteiro. Mas tínhamos que ser mais minuciosos que isso. Para isso, tínhamos que começar a abrir esses livros e, em alguns casos, a mudança genética era mais sutil. Talvez fosse um único parágrafo faltando, ou, ainda mais sutil que isso, uma única letra, uma entre três bilhões de letras que estivesse modificada, alterada, e, mesmo assim, tivesse efeitos profundos em termos de como o cérebro funciona e afeta o comportamento. Fazendo isso com essas famílias, conseguimos dar conta de aproximadamente 25% dos indivíduos e determinar que havia um único e poderoso fator genético que causava o autismo nessas famílias. Por outro lado, há 75% que ainda não compreendemos.

    Mas, fazermos isso foi realmente impressionante, porque percebemos que não havia apenas um gene para o autismo. Na verdade, as estimativas atuais são de que haja de 200 a 400 genes diferentes que podem causar o autismo. E isso explica, em parte, por que vemos um espectro tão amplo em termos de seus efeitos. Embora existam todos esses genes, existe um método na loucura. Não é simplesmente randômico 200, 400 genes diferentes, mas, na verdade, eles se encaixam. Eles se encaixam em um trajeto. Eles se encaixam em uma rede que está começando a ser compreendida hoje, em termos de como o cérebro funciona. 

    Estamos começando a ter uma abordagem ascendente, em que estamos identificando esses genes, essas proteínas, essas moléculas, entendendo como interagem entre si para fazer esse neurônio funcionar, entendendo como esses neurônios interagem para fazer os circuitos funcionarem, e entender como esses circuitos funcionam para controlar o comportamento e entender isso tanto em indivíduos com autismo quanto em indivíduos que possuem cognição normal. Mas o diagnóstico precoce é fundamental para nós. Ser capaz de fazer esse diagnóstico em alguém que é suscetível em um momento no tempo em que podemos transformar, impactar um cérebro que está crescendo e se desenvolvendo é crucial. 

    Por isso, pessoas como Ami Klin desenvolveram métodos para conseguir levar crianças, bebês, e poder usar biomarcadores, neste caso, o contato ocular e o rastreamento ocular, para identificar uma criança em risco. Essa criança em particular, vocês podem ver, fazendo um contato visual muito bom com essa mulher enquanto ela canta “A Dona Aranha”, na verdade não vai desenvolver autismo. Sabemos que esse bebê vai estar livre disso. Por outro lado, esse outro bebê vai desenvolver autismo. Nesta criança em particular, pode-se ver que ela não faz bom contato visual. Em vez de os olhos terem foco e de terem uma conexão social, estão olhando para a boca, para o nariz, olhando para outra direção, mas novamente não se conectando socialmente, e sendo capaz de fazer isso em escala muito grande, examinar os bebês, examinar as crianças para ver se têm autismo, através de algo bem robusto, bem confiável, será bem útil em termos de conseguirmos intervir em um estágio precoce, em que podemos causar o maior impacto.

    Como vamos intervir? Provavelmente será uma combinação de fatores. Em parte, em alguns indivíduos, vamos tentar usar medicamentos. Então, na verdade, identificar os genes do autismo é importante para nós para identificarmos os alvos dos medicamentos, para identificarmos coisas que possamos impactar e termos certeza de que é realmente aquilo que precisamos fazer no autismo. Mas essa não será a única resposta. Além de apenas medicamentos, vamos usar estratégias educacionais.

    Alguns indivíduos com autismo têm uma programação cerebral um pouquinho diferente. Eles aprendem de forma diferente. Eles absorvem o que está ao redor de forma diferente, e precisamos conseguir educá-los de forma mais eficiente para eles. Além disso, há muitos indivíduos nesta sala que têm grandes ideias em termos de novas tecnologias que possamos usar, tudo, desde dispositivos que podemos usar para treinar o cérebro para torná-lo mais eficiente e conseguir compensar as áreas em que ele tenha algum probleminha, até coisas como o Google Glass. 

    Vocês podem imaginar, por exemplo, que o Gabriel, com sua estranheza social, possa usar um Google Glass com um fone de ouvido em sua orelha, possibilitando que um treinador o ajude a pensar em conversas, em como puxar conversas, sendo capaz até de, um dia, convidar uma moça para um encontro.

    Todas essas novas tecnologias oferecem oportunidades tremendas para que consigamos impactar os indivíduos com autismo, mas ainda temos um longo caminho pela frente. Mesmo sabendo tanto, há muito mais que ainda não sabemos, e, por isso, convido todos vocês a nos ajudarem a pensar em como fazer isso de forma melhor, em como usar, enquanto comunidade, nossa sabedoria coletiva para conseguirmos fazer a diferença, e, em particular, para os indivíduos e famílias com autismo, eu convido vocês a se juntarem à Rede Interativa do Autismo, a serem parte da solução, porque realmente serão necessários muitos de nós para pensar no que é importante, no que vai fazer uma diferença significativa. 

    Ao pensarmos em algo que seja potencialmente uma solução, vai funcionar bem? É algo que realmente vai fazer a diferença em suas vidas, enquanto indivíduos, enquanto família com autismo? Vamos precisar de indivíduos de todas as idades, dos jovens aos idosos, e de todas as formas e tamanhos do transtorno do espectro autista, para garantir que causemos impacto. Então, convido todos vocês a se juntarem à missão e a ajudar a conseguir tornar as vidas de indivíduos com autismo muito melhor e muito mais rica. Obrigada. (Aplausos)

     

     

  18. Amaro Doce

    18 de maio de 2014 1:55 pm

    Aécio Jackson em seu passeio lunar

    Veja antes que desapareça do Google

    http://youtu.be/1HSQUvcfm0Q

  19. El Cid

    18 de maio de 2014 8:02 pm

    Agressão física marca sessão na câmara dos vereadores de BH

    http://www.santaterezatem.com.br/index.php/noticias/2014-05-16-22-31-05

  20. Gilson AS

    19 de maio de 2014 1:09 am

    Serra ? Que nada !

    AÉCIO QUER MEIRELLES NA VICE E TEMPO DE TV DO PSD

    ///////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////http://www.brasil247.com/pt/247/poder/140192/A%C3%A9cio-quer-Meirelles-na-vice-e-tempo-de-TV-do-PSD.htm: Articulação conduzida pessoalmente pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) para atrair o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, como vice em sua chapa disparou alerta máximo no Palácio do Planalto; com Meirelles, além de ter um nome que atuou durante oito anos no governo Lula, Aécio levaria ainda o tempo de televisão do PSD, de Gilberto Kassab, que, até agora, tem jurado fidelidade à reeleição da presidente Dilma; articulação também demonstra que Aécio busca um nome para se livrar, rapidamente, de José Serra

  21. Gilson AS

    19 de maio de 2014 1:30 am

    Esse sabe o que diz.

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