A ministra Luciana Santos, da Ciência, Tecnologia e Inovação, afirmou que o governo federal vai investir R$ 23 bilhões até 2028 para desenvolvimento da própria inteligência artificial para transformar carreiras e impulsionar a prestação de serviços públicos à população.
A afirmação foi feita durante a aula magna dos ingressantes de 2024 da Universidade Federal do ABC (UFABC) na última quarta-feira (14), ocasião em que a ministra detalhou o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial para o Bem de Todos, anunciado pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) na 5ª Conferência Nacional da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Segundo a chefe de pasta, entre as ações previstas pelo Planalto estão o investimento em supercomputadores, o desenvolvimento de modelos avançados de linguagem em português, para utilizar dados nacionais, fortalecer a soberania brasileira por meio do uso de dados estratégicos sobre a população, que servirão de base à formulação de políticas públicas e a criação de empregos mais qualificados e com maior remuneração, a partir da especialização de profissionais na área de IA.
“Há uma cobiça muito grande pelos dados do país, do nosso Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia que são muito relevantes, são gerações e gerações que acumularam compreensão desses fenômenos e há uma cobiça, inclusive ddas grandes empresas, das bigtechs por esses dados. e esses dados precisam ser nossos, precisam ser brasileiros”, defendeu Luciana Santos.
Soberania
A fim de mitigar as ameaças que as novas tecnologias representam para a democracia, Santos afirmou que o plano contempla o investimento em servidores em nuvem nacionais, desenvolvidos para congregar os dados públicos, a exemplo da Dataprev, empresa pública de tecnologia do governo.
O governo já tem em vista ainda o desenvolvimento de uma legislação para a inteligência artificial. “Regulação e governança da inteligência artificial, porque também é um aspecto que estamos vendo no mundo de ameaça às democracias. Nós temos de ter uma regulamentação que puna essas ameaças”, complementou a ministra.
De acordo com a ministra, o montante será aplicado em:
-Ações de impacto imediato;
-Infraestrutura e desenvolvimento de IA;
-Difusão, formação e capacitação em IA;
-IA para a melhoria dos serviços públicos;
-IA para inovação no setor empresarial;
-Regulação e governança da inteligência artificial.
Empregos de qualidade
Desde o surgimento da inteligência artificial, muito se fala sobre o corte de posições, se não a substituição completa, em diversas categorias profissionais.
Mas, para Luciana Santos, a tecnologia não deve ser vista como uma ameaça, mas sim uma ferramenta utilizada na melhoria da prestação do serviço público com profissionais cada vez mais qualificados.
“As oportunidades geradas pelo plano necessitarão de trabalhadores mais capacitados, que possam desenvolver tecnologia de ponta.”
A ministra acredita que o desenvolvimento da inteligência artificial nacional vai gerar demandas em todas as áreas de conhecimento, tendo em vista que a IA precisa de consolidação de dados, que serão, por sua vez, produzidos pela inteligência humana.
“As profissões que hoje estão sendo formadas no design, engenheiro de produção, biologia, química fina, ciências humanas, ciências que procuram compreender cada vez mais o fenômeno de exclusão, ciências sociais, quanto é nefasto o racismo estrutural no país, a desigualdade econômica, todas as ciências vão ser necessárias para garantir que essa ferramenta tecnologia otimize as soluções para os dia a dia”, finaliza.
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Paulo Dantas
15 de agosto de 2024 6:33 pmSupercomputador é necessário, que as empresas possam usar pagando as horas de processamento.
Linguagem em português creio ser bobagem pois se leverá muito tempo até ter um compilador estável e se perde (em tese) um legado que já se tem. Bibliotecas de subrotinas etc.
Pode até desenvolver uma mas não creio que será muito usada. Se usará o que já funciona aposto.
Melhor quebrar este plano em partes menores e ir fazendo aos poucos, planos muito ambiciosos dão com os burros n’água.
Sem falar que o próximo cabloco(a) pode não querer continuar esta bagaça.
+almeida
16 de agosto de 2024 9:36 amMe parece ser uma informação que mereça uma interessada avaliação
Paulo Dantas
18 de agosto de 2024 3:09 pmSigo com minha opinião , supercomputador em que empresas particulares ou públicas possam alugar horas de processamento , não é possível uma empresa ter um SC mas poder usar um poderia alavancar inovações.Nem todo mundo é Petrobras.
Linguagem em “português” mantenho a opinião.
Vender o peixe vai ser difícil, a mídia tradicional vai fazer piada direto para derrubar o projeto , sem falar nos riscos de sabotagem.
Teste Evercode
16 de agosto de 2024 1:37 pmComentário Luiz Felipe Evercode
ignacio cesar de builhões
16 de agosto de 2024 5:16 pmMuito boa notícia. De fato, o que parece relevante e urgente são: 1- regulação da internet 2- formação de pessoal para fazer o pragrama nacional de IA, desde as tomadas de ligar os aparelhos na corrente elétrica, chips, nuvens, e plataformas, tudo que permita a opção de não passar por qualquer outra plataforma. Desenvolver um equivalente ao windows, apple, talvez um linix acessível a todos. Estou falando em dar uma opção boa, não única ou melhor a melhor (esta fica depois para negociar com os brics rs)