4 de junho de 2026

Setor de construção ajuda atividade do comércio a avançar 1,6% em abril

Jornal GGN – O movimento dos consumidores nas lojas de todo o país avançou 1,6% durante o mês de abril em relação ao visto em março, já descontados os fatores sazonais, segundo levantamento elaborado pela consultoria Serasa Experian. Na comparação com abril de 2014, a alta foi de 5,4%. Com este resultado, o movimento dos consumidores no comércio acumulou, no período de janeiro a abril de 2014, alta de 3,8% em relação ao mesmo período do ano passado..

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Todos os segmentos varejistas pesquiados ampliaram suas atividades no mês com destaque para a alta de 13,5% nas lojas de material de construção, após terem recuado 11% no mês anterior. Também houve bom desempenho no segmento de veículos, motos e peças, com avanço de 9,3%. O segmento de supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas cresceram 3,4% em abril, influenciados positivamente pelo feriado da Páscoa. Já os segmentos de móveis, eletroeletrônicos e informática bem como o de tecidos, vestuário, calçados e acessórios exibiram desempenhos bem modestos em abril/14, de 2,2% e 1,9%, respectivamente. Por fim, o segmento de combustíveis e lubrificantes registrou expansão de 1,4% no mês.

No acumulado dos primeiros quatro meses de 2014, a atividade varejista cresceu 3,8% liderada pelo setor de combustíveis e lubrificantes (avanço de 4,3%), supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (expansão de 4,2%) e material de construção (alta de 3,7%). Veículos, motos e peças acusaram alta de 0,7% ao passo que móveis, eletroeletrônicos e informática exibiram crescimento de 0,3%. O segmento de tecidos, vestuário, calçados e acessórios foi o único que se retraiu nos primeiros quatro meses do ano, com uma retração de 2,9% frente ao mesmo período do ano passado.

Segundo os economistas da Serasa Experian, apesar da alta de 1,6% em abril, “o desempenho da atividade varejista permanece contido pela aceleração da inflação, pela diminuição do grau de confiança dos consumidores e pelo processo de aperto monetário (elevação das taxas de juros), impondo custos de crediários cada vez mais elevados”.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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