5 de junho de 2026

Especialistas questionam projeto de lei que visa reformulação do ensino médio

Por Jéssica Moreira, do Centro de Referências em Educação Integral

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“Um dos pontos negativos da escola é que os professores têm uma visão que o aluno só está em sala para aprender algo para trabalhar, não para ter mais conhecimento. Outro ponto é não ouvir o jovem, só passar a lição e não querer saber nosso ponto de vista sobre o assunto. O espaço escolar é cheio de grades, há três portões para poder entrar. Eu me sinto uma prisioneira, me sinto na prisão”.

O depoimento acima é de Thayná Bernardo da Silva, de 16 anos, aluna do 3º ano de ensino médio de uma escola pública da Zona Sul da capital paulista. O entendimento da estudante de que a escola não serve apenas como porta de entrada para o trabalho também ganha eco entre especialistas que discutem a questão e criticam o projeto de lei da Câmara dos Deputados que leva em consideração a formação profissional em detrimento à formação humana.

Criada em 2012, a Comissão Especial de Reformulação do Ensino Médio criou o Projeto de Lei 6840/2013, que muda a forma como a modalidade aparece na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e defende sua jornada em tempo integral, uma nova organização dos currículos, divididos por áreas do conhecimento ( linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas) e a opção do aluno escolher apenas uma delas no 3º ano e voltar à escola caso mude de ideia. Além disso, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) passaria a compor até mesmo o histórico do aluno e o ensino profissional já faria parte da formação regular.

Foto: © sarahbrooks - Fotolia

Foto: © sarahbrooks – Fotolia

Para professores que pensam a educação, no entanto, a ideia não passa de uma desculpa para preencher o vácuo de mão de obra existente no país, deixando de lado a formação humana do estudante, que vai muito além da exigida no mercado de trabalho.

“É preciso pedir mais discussão. Quando pensamos na LDB, que foi aprovada após dez anos de discussão, temos risco do capítulo do ensino médio ser todo modificado”, criticou a professora Sandra Regina Garcia, especialista em políticas públicas da Universidade Estadual de Lavras (UEL-PR), durante seminário promovido pelo Observatório Jovem, da Universidade Federal Fluminense.

Sandra aponta ainda um problema na diversificação curricular do estudante ao chegar ao terceiro ano, quando poderá optar por uma área do conhecimento. “Se ele fizer só um, ele vai continuar seus estudos só nessas área; se ele tiver a possibilidade de ir para o nível superior, só vai poder estudar naquela área que escolheu [na escola]. E se achar que errou na escolha, vai ter que fazer novo terceiro ano, para pensar outra opção”, indica.

Paulo Carrano, professor da UFF e coordenador do Observatório Jovem concorda. “A quem interessa fazer tanta correria e pegar tantos atalhos? O que vemos são atores muito interessados em reduzir a formação humana. A pior coisa é jogar na lata de lixo a formação humana integral conquistada nas diretrizes curriculares, que dão base para um diálogo nacional”.

As relações e o significado da escola

Para o professor Juarez Dayrell, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o processo educacional é essencialmente feito de relações, e pensar no jovem é pensar numa categoria relacional. “Existe jovem porque existe adulto, e escola é feita por uma relação intergeracional. É a escola que funda a perspectiva do jovem como sujeito e o coração da escola é a relação professor-aluno. Se essa relação vai mal, o processo de escolarização também vai mal”.

Intitulada “A maior zoeira”: experiências juvenis na periferia de São Paulo, a tese de doutorado do professor de Antropologia da Universidade de São Paulo Alexandre Pereira traz um retrato de como as escolas ainda não estão preparadas para lidar com as variadas formas de ser dos jovens. “Pelo que observei nas escolas, o maior desafio da educação no ensino médio está, em primeiro lugar, no modo como essa escola lida ou trabalha com os adolescentes e seus modos de vida. Percebi que havia por um lado a lógica engessada da forma e do tempo escolar e, por outro, as práticas do que os alunos chamavam de zoeira: gozações, brincadeiras e modos de, justamente, driblar essa forma e tempo engessado da escola”.

Leia também: Ginásio Experimental Carioca contempla as características da juventude atual

Pereira acredita que a escola, de uma maneira geral , apresenta duas grandes questões, uma de autoridade e outra de alteridade. “No âmbito da autoridade, temos o problema do modo como a escola e o professor legitimam-se perante os estudantes e conseguem, a partir de uma estrutura arcaica, prender a atenção e o respeito de jovens que hoje acessam um turbilhão de informações e de estímulos pela televisão, internet e smartphones”, aponta.

Para o professor, a alteridade envolve pensar a diferença, levar em consideração os modos de ser e pensar do outro, de forma a colocar em questão os modos do indivíduo pensar, conceber o mundo e suas ações em sociedade. “A escola atual não apenas não se preocupa com as diferenças, como é ainda uma máquina de massacrar os diferentes”, complementa.

Possibilidades

Segundo os especialistas, é preciso fazer do espaço da escola um espaço que os jovens possam ressignificar, ao passo que se constroem como indivíduos e aprendem e se descobrem no convívio coletivo. Para Dayrell, o ensino médio precisa oferecer elementos para a reflexão dessa juventude, levando em consideração o contexto de possibilidades que se apresentam cotidianamente a esse estudante, fazendo com que a escola e seus conteúdos façam mais sentido. “Os jovens que chegam à escola, gostam da escola. Eles não gostam é da sala de aula. Reconhecem a importância para o futuro, mas no presente acham a escola chata. Essa ‘chatice’ é a dificuldade de construir sentido, dificuldade de articular os conteúdos com a vida e interesses, e por isso, devemos repensar os currículos e as relações que se estabelecem nas unidades de ensino”.

Desse modo, a relação entre aluno e professor e, consequentemente, a formação inicial e continuada desse professor se configuram como elementos essenciais para o sucesso do aluno em sala de aula. Além do professor, no entanto, a participação dos outros membros da comundiade escolar, como pais e o entorno escolar, também é necessária, a medida em que agrega sentido ao espaço, promovendo a interlocução dos estudantes com a enorme oferta de aprendizagens que existe fora da sala de aula.

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21 Comentários
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  1. Assis Ribeiro

    13 de maio de 2014 7:49 pm

    Fantástico

    “Um dos pontos negativos da escola é que os professores têm uma visão que o aluno só está em sala para aprender algo para trabalhar, não para ter mais conhecimento. Outro ponto é não ouvir o jovem, só passar a lição e não querer saber nosso ponto de vista sobre o assunto. O espaço escolar é cheio de grades, há três portões para poder entrar. Eu me sinto uma prisioneira, me sinto na prisão”. Thayná Bernardo da Silva, 16 anos, aluna do 3º ano de ensino médio de uma escola pública da Zona Sul da capital paulista.

    Nem tudo está perdido.

     

     

  2. BRAGA-BH

    13 de maio de 2014 7:58 pm

    Parei de ler o Post no

    Parei de ler o Post no primeiro parágrafo!! A garota que exprime algo neste sentido não tem 17 anos! E quem colheu tal entrevista estava buscando alguém inconformado contra tudo e contra todos!!

    1. Ed Döer

      13 de maio de 2014 9:17 pm

      Os alunos estão entre os

      Os alunos estão entre os principais interessados, então faz todo sentido participarem do debate. Esse é o tipo de tema que não faz sentido deixar totalmente na mão de especialistas.

      1. Rabuja

        13 de maio de 2014 10:47 pm

        Quando você diz os alunos

        Quando você diz os alunos vocse refere a uma pequena parte apenas, né?

    2. Rabuja

      13 de maio de 2014 10:46 pm

      Só quem não dá aulas acredita

      Só quem não dá aulas acredita nesta fala.

       

  3. DanielQuireza

    13 de maio de 2014 8:07 pm

    È muito complicado querer

    È muito complicado querer exigir isso dos professores, ainda mais com o salário que é pago.

    Hoje em dia tem internet para quem quiser se aprofundar em algo. O ensino regular deve ser mais otimizado e sistematizado mesmo, senão fica inviável.

    1. Morvan

      14 de maio de 2014 3:16 am

      È muito complicado querer II

      Boa noite.

      DanielQuireza, concordo, em parte, com o seu enunciado.

      Mesmo que a educação não seja sacerdócio, longe disto, mas o professor tem que ter profissionalismo, Se ele faz greve, apoio. Agora, se faz corpo-mole, é desonesto. O salário é só parte do processo. Que é necessário estar discutindo o modelo, sempre, o é;

      Segundo, a Internet, como fonte de aproveitamento suplementar, serve. Mas não substitui o modelo assistido justamente porque, via Internet, o amealhar de informações ainda é informal e um tanto quanto assistemático.

      Concordo que o ensino regular precisa ser revisto, se for isso que você disse.

       

  4. Muzius

    13 de maio de 2014 9:08 pm

    O ensino médio ficou sem sentido

    O ensino médio ficou sem sentido. Um currículo muito fragmentado que se pretende introdutório ao ensino superior. Pretenção que, por sinal, é muito duvidosa, o que leva a torná-lo apenas um preparatório para os vestibulares. E é aí que reside o sucesso das escolas privadas modelo curso pré-vestibular. Elas fizeram (e fazem) uma filtragem dos conteúdos a partir dos programas dos vestibulares (agora do ENEM), sintetizaram as matérias de estudo, criam estratégias de memorização ou de compreensão parcial (simplificações) dos conceitos. Juntam a isso um extenso programa de treinamento através de resolução de exercícios de provas anteriores e, também, da própria situação de prova (os chamados simulados).

    A escola pública não faz isso e se o faz, faz de modo parcial uma vez que não possui estrutura de apoio suficiente para realizar esse trabalho – não são apenas professores, mas são funcionários para, por exemplo, editar e imprimir provas, organizar os tais simulados, fazer a correção das folhas de respostas (das provas objetivas). Isso, quando acontece, é trabalho de professores que o fazem com a maior boa vontade, sem ganhar nada mais para fazê-lo. Além disso, muitas vezes a escola nem material possui para realizar tais eventos (por exemplo, papel para imprimir as tais provas).

    Mas é isso que deve ser o ensino médio?

    Acho que as escolas particulares só conseguem manter esse modelo porque estão satisfazendo os clientes vendendo a possibilidade de ingresso numa universidade pública e, eventualmente, de renome ou num curso em que há grande concorrência.

    Por outro lado, o post nos mostra um dos motivos dessa coisa se manter como está. Em geral a visão que se tem do ensino médio a partir da universidade é quase sempre a de manter o seu caráter propedêutico. Os que falaram já protestaram contra uma suposta redução da formação humanística. Ou seja, não mexa na história, na geografia, nas artes, na sociologia e na filosofia (essas duas, aliás, alinhavadas a colcha de retalhos do currículo do ensino médio). Afinal, são professores da áreas das humanas. Se fossem os professores da área das ciências naturais, eles defenderiam a manutenção da física, da química e da biologia.

    No fim são eles que definem os programas dos vestibulares e daí não vão querer mudar isso. Com isso a ideia de fazer um currículo por áreas de conhecimento é bombardeada impiedosamente.  Conseguiram até mudar o ENEM nestes últimos anos, aproximando-o do velho vestibular.

    É uma pena que o ensino médio esteja tão engessado. Ao invés de abrir possibilidades ele se fecha em torno de um única via que é um arremedo de acadêmico. Se perde num currículo fragmentado e obrigatório para todos, independente do interesse e das aptidões de cada estudante.  Tudo para justificar a importância de conhecimentos que supostamente são necessários para os estudos superiores.

    Ensinar a organizar os estudos e a estudar, a fazer perguntas e buscar respostas, a planejar, a encontrar soluções para problemas práticos isso infelizmente o ensino médio não faz.

     

    1. Rafael Beatles

      14 de maio de 2014 2:19 pm

      ALÇAR A POST!

      Comentário excelente, merece ser post!

  5. Rabuja

    13 de maio de 2014 10:53 pm

    O ensino médio anda péssimo.

    O ensino médio anda péssimo. Os alunos estão entrando na graduação com um nível muito baixo. Até as escolas particulares estão ruins em sua maioria. Quando uma escola aperta um pouco e o aluno percebe que vai ser reprovado, se transfere para uma escola mais fácil durante o ano letivo. As escolas que encaram a educação como comércio aliviam para não perder clientes. Simples assim.

    E quando alguém resolve questionar o formato do assunto ensino médio rapidamente surgem os que preferem que tudo continue como está. Ou então querem fiacr eternamente discutindo num plano abstrato.

  6. Rabuja

    13 de maio de 2014 10:56 pm

    “No âmbito da autoridade,

    “No âmbito da autoridade, temos o problema do modo como a escola e o professor legitimam-se perante os estudantes e conseguem, a partir de uma estrutura arcaica, prender a atenção e o respeito de jovens que hoje acessam um turbilhão de informações e de estímulos pela televisão, internet e smartphones” DURANTE A AULA…

    Nem se o professor for mágico ele vai conseguir.

  7. sergior

    14 de maio de 2014 12:10 am

    Para os mais afoitos:

    Para os mais afoitos: foi isso que a tucaníssima Secretaria da Educação em Minas Gerais fez. Como não há professores suficientes, em especial em química, física, matemática e biologia, decidiram que os alunos do médio teriam aulas somente em certas áreas de conhecimento. Economiza-se recursos e, para pobres, alunos de escola pública, uma educação pobre e porca. A elite continuará tendo seus cursos de alta qualidade e formando seus herdeiros da melhor forma possível, seja aqui ou no exterior. Do outro lado do fla-flu da disputa eleitoral, temos o governo Dilma e o PT apoiando, na votação do PNE e de forma contrária a toda a história do partico,  recursos públicos para educação privada, de modo a garantir mais lucros para os Kroutons da vida, para os Walfridos Mares Guias e outros similares. Não é gratuito que o grupo Abril direciona seus investimentos para a área educacional.

  8. ulderico

    14 de maio de 2014 12:18 am

    O ensino formal foi

    O ensino formal foi pensado,há séculos, como uma forma de a bugrada adquirir algum conhecimento técnico que possa ser posto a serviço das elites.

    Com muita luta foi se aproximando a escola do conhecimento mais abstrato, para um bom desenvolvimento do raciocínio.

    Mas um governo de sindicalistas busca retroceder em um obreirismo ridículo, normatizando o conhecimento “técnico” como prioritário. 

    É por isso que a maior parte das redes sociais, onde se manifestam os jovens, nutre pelo PT um ódio encarnecido. O obreirismo vê os jovens como autômatos, em profissões chatas, com salários ridículos, e acha que descobriu a pólvora.

    Não compreende como pode haver um sentimento de indignação amplo, geral e irrestrito, na juventude, perante o que considera seus feitos.

    Na verdade o desenvolvimento do pensamento crítico não seria bem visto pelo governo porque lhe traria enormes perdas eleitorais.

     

  9. DUDE

    14 de maio de 2014 12:25 am

    MEU FILHO É PROFESSOR E TENHO COMPAIXÃO DELE

    Vamos por parte.

    Meu filho é professor.

    Primeiro, não tenho dó e nem piedade, porque não sou superior, não sou dividindade.

    Tenho compaixão dele. Grande parte dos seus alunos, inclusive até no colegial, não sabem ler e escrever corretamente. Chegam assim, aprovados pelo sistema hoje existente. Alguns fazem, acreditem, garranchos. Ninguém entende.  Imaginem ensinar Ciências ou Biologia para alunos que não entendem a leitura de um simples texto e que não sabem escrever.

    É como dar aula para os alunos em grego. Os alunos não ficam parados, andam, falam entre eles, gritam, por vezes, usam direto o celular. Não prestam a atenção.  Não estão nem aí com o padecimento do professor.

    Quem fica parado, preso entre quatro paredes, pois semi-analfabetos, não entendendo bulufas do que um professor, que prepara suas aulas, que estuda a melhor maneira de propô-las e faz de sua profissão um ideal de vida?

    Este é o quadro hoje existente na educação do estado de são paulo, onde os bons alunos estudiosos e alfabetizados são minoria. Minoria!

    Este é o resultado da aprovação automática que os professores estão submetidos, resultante do mal entendimento por parte da Secretaria de Educação sobre a progressão continuada.

    A progressão continuada é sucesso em muitos países, pois diminui a exclusão social.Aqui, infelizmente, está sendo mal interpretada, transformando-se em aprovação automática. E desta forma, a exclusão é muito maior do que se o sistema ainda não estivesse sido modificado. Com a imposição do “repetio est mater stodiorum ” é certo que haveria exclusão de alguns, com a aprovação automática, a exclusão bate o recorde, pois não se contam apenas os alunos que abandonam os estudos, mas, ainda, estão sendo excluídos os alunos que frequentam a escola, pois, como reitero, grande parte deles saíram da escola, ao terminar o curso, com o diploma na mão, mas analfabetos e despreparados para a vida.

    A menina do texto é um encanto. Uma exceção que está sendo prejudicada, não pelo professor, mas tenham a certeza, pelo sistema. Grande números de professores abandonam o magistério pois não encontram nem bom salário, nem condições  humanas capazes para enfrentar um desafio extraordinário.

    Resultado, só ficam os professores muito idealistas e aqueles que precisam ganhar sua vida de qualquer maneira. Os bons alunos, a menina  do texto, não vai poder ter boas aulas. Esta é sua explicação.

     

  10. Brasileiro aguerrido

    14 de maio de 2014 1:48 am

    Ensino médio para inglês

    Ensino médio para inglês ver

     

    O Brasil está nos piores rankings da educação mundial. Formamos analfabetos funcionais, e o governo se preocupa em formá-los porque se fossem analfabetos sem diploma, os organismos internacionais boicotariam o país.

    Na verdade, o ensino médio não cumpre nem aquilo a que se propõe, educar para o mercado de trabalho.

    O que seria realmente importante para um estudante, se fosse apenas educado para o mercado de trabalho, como fazer um curriculum vitae, se comportar e passar em uma entrevista de emprego, como se comportar em um ambiente empresarial, como utilizar a etiqueta social para subir na carreira, nada ou quase nada disto é ensinado nas escolas.

    Tente chegar à Diretoria, ou mesmo Gerência de uma empresa sem dominar a etiqueta social, as normas de convivência (por incrível que pareça nada disto é dado nas escolas), e descobrirá porque existem tantas vagas não preenchidas e profissionais faltando sobretudo nos cargos de melhor remuneração. 

    Pense no tom de voz, postura, maneira de se vestir, vocabulário, como um aluno chega ao fim do ensino médio sem que a escola lhe tenha dito que isto será exigido pelas empresas?

    E lembrar, que etiqueta e comportamento não são “frescuras” do mundo capitalista, mas normas de convivio sem as quais retornaríamos à barbárie, aliás em alguns aspectos a sociedade já ruma para isto.

    Aliás se dominassem estes aspectos da educação, já teriam muito de formação para a vida realmente.

    A escola diz que não é problema dela, isto “deveria” ser dado pelos pais; os pais dizem que é o Governo que tem de resolver; o Governo repassa a bola para os professores, e cachorro que tem muito dono sempre morre de fome.

     

     

  11. Morvan

    14 de maio de 2014 3:35 am

    Discurso dual, ainda em voga.

    Boa noite.

    Mesmo com o advento da [nova] LDB, o ensino médio, no Brasil, reproduz, com fidelidade acachapante, o que dizia Baudalaire, ou seja, o discurso dúbio, onde prepara os que vão “mandar” e os que serão “executores”, na mesma mensagem.

    Que é necessário mudar, é patente. Agora o problema é a direção destas novas orientações. Que tipo de pessoa humana estamos nos propondo a formar? Esta pergunta há tempos ecoa na escola, com seu velho discurso dual.

    Considero sublimemente chocante o discurso de Thayná. De repente, ela parece alguém, em plena Alegoria da Caverna, tentando entender o Sistema. Chocante.

  12. Avelino de Oliveira

    14 de maio de 2014 8:38 am

    Caro Nassif e demais
    A escola

    Caro Nassif e demais

    A escola pública, já que esse é o tema, sobrevive hoje, por que tem alunos que querem aprender e professores que querem ensinar, e ambos, são os rebeldes do sistema, que diz, que o aluno não deve aprender, e o professor, melhor não ensinar.

    Mesmo com o PT no governo, me causa revolta estomacal.

    Saudações

     

  13. Jotavê

    14 de maio de 2014 11:07 am

    Khan Academy

    Alguém sabe que fim tiveram os estudos do MEC para implementar os princípios da Khan Academy no ensino médio? A ideia me pareceu luminosa… Mas, de uns anos para cá, não ouvi falar mais nada a respeito.

    1. whoever

      14 de maio de 2014 6:57 pm

      A Dilma falou pro Salman Khan

      A Dilma falou pro Salman Khan resolver o buraco do ensino básico antes do ano de eleição.

      Ele deu uma risadinha e saiu de fininho…

       

      http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/89223-criador-de-aulas-na-web-recusa-convite-de-dilma.shtml

       

  14. Carlos Roberto

    14 de maio de 2014 11:27 am

    Tiro no alvo errado

    O problema não está dentro da escola, mas sim fora dela.

    Se a família (que família?) não incentivar e motivar seus filhos; esquece, professora e sistema educacional nenhum vai conseguir, mesmo que haja algumas exceções.

     

  15. André Que Não Consegue Postar Comentários

    14 de maio de 2014 3:00 pm

    Concordo. Vamos tornar nossa

    Concordo. Vamos tornar nossa educação ainda menos focada na profissionalização e aumentar a importação de médicos e engenheiros. Só gostaria de saber quantas aulas de carpintaria, culinária, etc nossos alunos tem tido para estarem tão cansados dessa nossa educação tão pouco humanista. 

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