5 de junho de 2026

Emprego na indústria fica estável entre fevereiro e março

Jornal GGN – O total de pessoal ocupado na indústria se manteve praticamente estável de fevereiro para março deste ano ao variar 0,2%. Com o resultado de março, o emprego na indústria fecha o primeiro trimestre do ano com retração de 0,3%, quinta taxa negativa consecutiva na comparação trimestral, segundo levantamento divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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Com esses resultados, o índice de média móvel trimestral repetiu no trimestre encerrado em março de 2014 (0,0%) o patamar assinalado no mês anterior e interrompeu a trajetória descendente iniciada em abril do ano passado. Ainda na série com ajuste sazonal, na comparação trimestre contra trimestre imediatamente anterior, o emprego na indústria apontou retração de 0,3% no período janeiro-março de 2014, quinta taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto, mas com ritmo de queda menos intenso do que os observados no terceiro (-1,0%) e quarto (-0,6%) trimestres de 2013.

Na comparação com março de 2013, o emprego industrial caiu 1,9% em março de 2014, 30º resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto. No índice acumulado para o primeiro trimestre de 2014, o pessoal ocupado na indústria assinalou recuo de 2,0%, intensificando o ritmo de queda frente ao registrado no segundo (-0,5%), terceiro (-1,2%) e quarto (-1,8%) trimestres de 2013, todas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, ao recuar 1,4% em março de 2014, manteve a trajetória ligeiramente descendente iniciada em agosto do ano passado (-1,0%).

No confronto com igual mês do ano anterior, o emprego industrial recuou 1,9% em março de 2014, marcando seu 30º resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto. Segundo o levantamento, houve redução no contingente de trabalhadores em dez dos 14 locais pesquisados, sendo que o principal impacto negativo foi em São Paulo (-2,8%), pressionado pela redução no pessoal ocupado em 13 das 18 atividades, com destaque para as indústrias de produtos de metal (-12,4%), máquinas e equipamentos (-7,8%), calçados e couro (-12,3%), produtos têxteis (-6,3%), alimentos e bebidas (-1,8%), refino de petróleo e produção de álcool (-9,5%), minerais não-metálicos (-4,6%), outros produtos da indústria de transformação (-5,2%) e meios de transporte (-1,6%).

Também houve resultados negativos no Rio Grande do Sul (-4,7%), Paraná (-3,0%) e Minas Gerais (-1,8%), enquanto  Pernambuco (4,9%) e região Norte e Centro-Oeste (0,7%) apontaram as principais contribuições positivas sobre o emprego industrial em março de 2014.

Setorialmente, o pessoal ocupado assalariado recuou em 14 dos 18 ramos pesquisados, com destaque para as pressões negativas vindas de produtos de metal (-6,3%), máquinas e equipamentos (-5,0%), calçados e couro (-7,6%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-6,4%), meios de transporte (-2,2%), refino de petróleo e produção de álcool (-8,1%) e produtos têxteis (-3,5%). O principal impacto positivo foi no setor de alimentos e bebidas (1,6%).

No índice acumulado do primeiro trimestre de 2014, o emprego industrial recuou 2%, com taxas negativas em 11 dos 14 locais e em 14 dos 18 setores investigados. São Paulo (-3,1%) apontou o principal impacto negativo, seguido pelo Rio Grande do Sul (-3,9%), Paraná (-2,8%), Minas Gerais (-1,4%) e região Nordeste (-1,0%). A região Norte e Centro-Oeste (0,7%) e Pernambuco (2,0%) exerceram as pressões positivas mais importantes.

Setorialmente, as contribuições negativas mais relevantes vieram de máquinas e equipamentos (-5,4%), produtos de metal (-6,2%), calçados e couro (-7,3%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-6,1%), produtos têxteis (-4,6%), meios de transporte (-2,1%) e refino de petróleo e produção de álcool (-7,1%). Os principais impactos positivos foram em alimentos e bebidas (1,5%) e produtos químicos (2,2%).

Na análise por trimestres, ao recuar 2% no primeiro trimestre de 2014, o emprego industrial apontou o décimo trimestre consecutivo de resultados negativos, aumentando a intensidade no ritmo de queda frente ao índice do quarto trimestre do ano (-1,8%), todas as comparações contra iguais períodos do ano anterior.

Entre esses dois períodos, 11 dos 18 setores e nove dos 14 locais pesquisados mostraram perda de dinamismo, com destaque para meios de transporte, que passou de 0,1% no período outubro-dezembro de 2013 para -2,1% no trimestre seguinte, seguido por calçados e couro (de -5,6% para -7,3%), produtos têxteis (de -3,1% para -4,6%), máquinas e equipamentos (de -3,9% para -5,4%), borracha e plástico (de 2,4% para 1,0%) e refino de petróleo e produção de álcool (de -5,8% para -7,1%), entre as atividades, e Rio Grande de Sul (de -2,4% para -3,9%), Paraná (de -1,2% para -2,8%) e São Paulo (de -2,2% para -3,1%), entre os locais.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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